dimanche 20 septembre 2009
Erich Fromm
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jeudi 17 septembre 2009
Quanto somos?
Nós agradecemos a tua visita, muito obrigado.

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mercredi 16 septembre 2009
Jung um mistério.
Jung um mistério a ser resolvido.
Ou: uma tese para o esvaziamento de Deus.
Vou começar esse texto com essa frase citada por Jung: “Não pertença a outro quem pode pertencer a si mesmo”.
Essa frase se me apresenta como uma chave do pensamento Junguiano, ou seja, a auto-realização ou individuação é um canto ao egoísmo. Digamos que esse outro seja Deus, leríamos então: Não Pertença a Deus quem pode pertencer a si mesmo. Assim começamos a entender aonde Jung quer chegar. A outra frase possível é: Não pertença ao Diabo quem puder pertencer a si mesmo. Ora, o que está dito, é que não devemos pertencer, nem ao Diabo nem a Deus, mas devemos pertencer a nós mesmo, acima do bem e do mal como nos disse Nietzsche em Zaratustra. Ou seja, sobre o ponto de vista material, orgânico, pressupõe a possibilidade de o ser humano, enquanto unidade orgânica, de não pertencer, não estar contido, no ambiente que lhe garante a vida, ilusão. Do ponto de vista espiritual, cria a ilusão de que a alma consciente do homem, num processo de auto-realização e individuação, pode ter liberdade do Espírito que a suporta. Um esvaziamento de Deus.
A premissa cristã é que não há inconsciente em Deus, ou seja, Deus é onisciente, Luz plena. (essa tese difere de toda a noção oriental de complementaridade entre Bem e Mal). Estamos de algum modo contido em Deus, (não no sentido, panteísta, de estarmos fisicamente dentro de Deus, mas estamos submetidos ao poder de Deus, Primeira Pessoa, que está fora do tempo e do espaço, e que não se confunde com a obra criada) do qual, enquanto seres vivos que somos e racionais somos sua imagem e semelhança. A ausência de Luz (dita sombra em Jung) vem da premissa de que sendo Deus onipotente, pode tudo, inclusive retirar a sua luz de um “lugar” físico ou espiritual. Essa retirada, das virtudes teologais, da Luz, cria o ínferos (inferno) “esfera” inferior, onde não brilha a luz de Deus, porque Ele assim querer, como uma punição justamente ao Espírito que ousou dizer: Aquele que pode pertencer a si mesmo não pertença a outro, ou, em outras palavras, esta dito: Eu sou como Ele, eu sou como Deus. Esta a essência do mal. O Orgulho, a prepotência, a individuação para além da realidade que nos contém e da qual dependemos.
Carl Jung nasceu Kesswill, na Suiça em 1875. Faleceu em Zurique em 1961. Ficamos com uma duvida, de cuja solução nós entenderíamos melhor, numa visão ideológica as proposições de Jung; sua proximidade a Freud. “Muitos autores nos dizem que ele foi convidado pelo próprio Freud a ser seu “Herdeiro” na teoria psicanalítica”, e isso indica que algo se acoberta na biografia de Jung, pois um Judeu engajado como Freud, não daria “Herança” a um não judeu. Detalhe que ninguém se preocupou em estudar, pois isso, no nosso entender, revela a ascendência de Jung, ou sua instrumentalização religiosa.
Em 1913 Jung rompe com Freud, (convenientemente) e depois do fim da Primeira Guerra funda as diretrizes do que chama a Psicologia Analítica. Escreve dezenas de livros e muitos artigos, que eu, sem medo, sintetizaria como a Teoria do Esvaziamento de Deus.
Veja você: Jung nos diz que: “Cônscio ou inconscientemente cada um de nós tende a auto-realização. Nesse processo, tão infestado pelos perigos da alma, pelas tentações de auto-alienação ou despersonalização, queremos tornar-mos nós mesmos, naquilo que temos de mais intimo, único, incomparável, pessoal: queremos nos personalizar”. Jung emprega o termo “Individualização” para indicar o processo pelo qual uma pessoa se torna um INDIVIDUO, isto é, uma unidade, ou, um todo separado, indivisível. Significa tornar-nos um ente único, homogêneo, e, na medida em que nossa personalidade inclui a nossa unicidade mais íntima, tornamo-nos nós próprios. Noutras palavras significa: auto- realização.
Para o Cristianismo, existe uma infusão de uma alma única, individual, inconfundível, dotada de uma força seminal da personalidade e da racionalidade, que será reunida à sua carne no Juízo. Isso é o que significa: “Creio na Ressurreição da Carne”. Ou seja, mal comparando, o ar que infla a bexiga cresce com a bexiga, a força que provoca o crescimento orgânico do ser, também força o crescimento espiritual do homem, segundo uma individuação anterior a sua geração. Neste sentido Jung nos dirá: “É um desenvolvimento dos núcleos essenciais ocultos em nosso âmago. Pode ser um simples processo natural, desenvolvendo-se mesmo à nossa revelia ou ate impondo-se tiranicamente, apesar das nossas resistências”. Como podemos perceber, há já aqui um esvaziamento de Deus, e um afastamento da culpa, ou melhor, da responsabilidade dos atos individuais, como uma conseqüência do Homem construindo a idéia de Deus, e não Deus construindo o Homem. Ou seja, o homem somente sofre a pressão da Sociedade, não de uma vontade e uma inteligência divina.
“ Esse dinamismo visa realizar integralmente a personalidade com todos os aspectos existentes nela embrionariamente, a de desabrochar a totalidade potencial original. É pois, esse dinamismo, a realização espontânea ou provocada ( terapeuticamente) do homem total”. Enquanto consciente do seu Eu, o homem é apenas parte duma totalidade vital não realizada ainda. Tudo o que vive , porém, tende à unidade e a atitude unilateral da consciência é constantemente corrigida e compensada pelos componentes essenciais da condição humana com o objetivo de integrar o inconsciente no consciente, ou melhor, de assimilar o eu a uma personalidade mais ampla. Isso nos diz Jung. É uma simplificação e um desvirtuamento de um conceito muito claro da religião Cristã, a assimilação na vida, nos atos e nas atitudes, o projeto de Deus. Todavia, o inconsciente para Jung, é um escuro que contem coisas boas e más, uma caixa escura, como diz Freud, que determina o consciente. Ou seja, o desconhecido tem poder sobre o conhecido, determina o conhecido. Mas esse desconhecido do homem é o Deus, que se revela ao homem enquanto obra sua, luz plena, que empresta ao homem a liberdade de realizar-se Nele, ou contra ele. Isso é o chamado livre arbítrio.
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lundi 14 septembre 2009
Uma luz diferente e americana na psicologia.

Sullivan uma luz americana.
Harry Sullivan nasceu em New York em 1892, e faleceu em Paris em 1949. Seu mérito inicial vem de seus escritos baseados nas teorias do Freudianismo, e pode-se dizer que é uma ponte entre a Medicina Psiquiátrica, Freud e o humanismo de Jung. Sua notoriedade e divulgação se devem mais ao instrumentalismo de suas teorias, do que emergindo de sua própria obra, Todavia a Psicoterapia a qual chamou Psiquiatria Interpessoal, que de fato abandona A Psiquiatria terapêutica única para uma Psicoterapia, avanço considerável para seu tempo dentro da ótica midiática do tema. Considerado eficiente psicoterapeuta, observador arguto, sua obra é pouco metódica, constituindo-se em artigos, resultando sua teoria mais do que foi copilado e trabalhado (instrumentalização ideológica de seu pensamento) por outros autores. O livro básico de Sullivan é “ A Teoria Interpessoal da Psiquiatria datado” datado de 1953, portanto pós sua morte.
Alguns comentaristas acham que Sullivan esteve acorrentado por duas ideologias, a médica, e o Freudianismo, que impediram o pleno desabrochar de suas teorias e argumentação, mas que essa obra acorrentada serviu de semente para muitos teóricos como Jung e outros humanistas que o sucederam.
A Teoria.
Existem no homem duas tendências básicas. A procura de satisfação biológica e a procura de segurança psíquica. Para o comentarista que usamos como texto base, a satisfação biológica diria respeito mais ao plano medico, funcional e orgânico, e pelo contrario a procura de segurança psíquica tem grande importância para o psicólogo, pois é no plano da procura por segurança que entramos no campo da psicologia. No momento em que a criança nasce e entra na arena social o principal é o fundamento da inter-relação e a interação com os outros. Daí, para Sullivan surge à tensão, sobretudo a tensão da ansiedade. Temendo ser rejeitada, a pessoa (personalidade) quer de todas as formas garantir a aceitação e com isso a segurança. Empatiza com a disposição alheia, benigna ou hostil. Se for benigna a pessoa se distende e se sente segura. Se hostil, se crispa e se põe a procurar aprovação, a fim de diminuir a tensão.
Para Sullivan Todos temos essa duas tendências. Todo o funcionamento psicológico humanos se encaixa nessa estrutura. No inicio da vida ensina Sullivan predomina a satisfação biológica, porque a criança é antes de tudo um organismo e ainda não distingue entre si e os outros, o que é necessário e fundamental para um procura de segurança, Embora essa consciência do outro despertar mais tarde é a tendência fundamental: é mais complexa, formativa e consome mais o nosso tempo e energias. Justamente acentuando a necessidade psíquica a maior do que a biológica que Sullivan se afasta definitivamente de Freud tanto quanto da psiquiatria médica. Respeita Sullivan essa interdependência organo-psíquica, distintas, mas interdependentes e que estão sempre interagindo entre si, e como o meio ambiente e social ao seu entorno.
A procura de satisfação se assemelha ao instinto de conservação física. Incluem as necessidades habituais de ar, alimento, repouso, afeto. Ao contrario de Freud, Sullivan não considera a necessidade sexual como muito ampla e importante (exceto como mecanismo de fusão e aceitação ainda que momentânea). Acentua-se apenas a puberdade, sobretudo, porque além das tensões fisiológicas, essa fase levará a uma maior interação (extra grupo familiar) E, portanto exegirá maior busca de segurança. Sullivan indica outras necessidades biológicas (?) com a necessidade de poder e a de proximidade. Pio der para Sullivan na criança é o desejo de manipular as coisas, que conduz a sonhos onipotentes e o desejo de obter o controle total sobre as coisas. Sendo isso impossível isso produz insegurança (diz o texto base) e leva necessariamente ao desejo de obter segurança e a necessária procura por ela. Já a Proximidade: A criança precisa de contacto físico (Não sexual, pois, essa “necessidade” esta fisiologicamente adormecida ou latente). Mas como essa proximidade física diminui gradativamente a personalidade acaba experimentando solidão que é uma das expressões supremas da insegurança, num ciclo repetitivo. Característico, no entanto é que tanto a busca de poder como a proximidade estão sob o principio da realidade condenadas ao fracasso e, portanto destinadas a gerar insegurança e conseqüentemente produzindo a busca de segurança, num ciclo sem fim. Portanto qualquer atributo inerente à pessoa mesmo que seja biológico na sua origem, influirá de tal forma na conduta dela que afetará as relações dela com o mundo a sua volta. Pois o mundo é para Sullivan uma questão de inter-relacionamento. As necessidades impelem o individuo ao mundo do inter-relacionamento com as coisas e pessoas, na busca de satisfazê-las Sobreviver fisicamente para os homens é máxime obter segurança psíquica.
Por que esse anseio de Segurança? Para Sullivan a desaprovação prevalece à aprovação, assim as metas humanas se resumem em evitar a desaprovação alheia que lhe ameaça a segurança, ajustando-se à vontade dos outros. È, pois a desaprovação alheia o fator decisivo em nossa vida psíquica por sei inevitável e pervasiva. Parece existir no pensamento de Sullivan um conflito permanente entre necessidades individuais e sociais. A satisfação “individual” gera insegurança nos outros (?) sendo que a arena da vida gera uma dinâmica de insatisfação e ajustes em busca de uma segurança inatingível num patamar definitivo (falta aqui um patamar religioso para a meditação do leitor).
O principal efeito da interação é a formação de um dinamismo, ou melhor, um auto dinamismo, e esse é o mais importante dos dinamismos da personalidade humana, a plasticidade do ajuste na interação humana. Constitui-se em avaliações refletidas de situações de aprovação e desaprovação alheias que impele a personalidade a porta-se de forma a que evite a insegurança da desaprovação, síntese pela qual adotamos um padrão de comportamento auto ajustável.
Psicoterapia: è um inter-relacionamento sendo o psicoterapeuta um agente alívio na situação do paciente. Identifica-se com a insegurança, a angustia, o temos, as reações emocionais e reorienta para como lidar com idéias errôneas e a manobra que o paciente usa para evitar a insegurança Empenha-se em descobri e assinalar o que falhou na vida do paciente.
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vendredi 11 septembre 2009
O Mutante deseja a perfeição. E a perfeição esta em DEUS.

EriK EriKson ( O filho de Erik) em a Personalidade como sucessão de crises.
Para entender essa personalidade judia travestido de luterano muitas vezes, é preciso estudar o chamado Grupo de Frankfurt em 1924, logo após o fim da Primeira Guerra, quando um grupo de Judeus procurou criar um discurso justificativo de seu domínio financeiro sobre a Alemanha.
Erik nasceu em Frankfurt, Alemanha, 1902. Estudou o ginásio Clássico (Latim, Grego, Literatura, Arte e história). Pouco mais que um menino vagueou pela Europa, lendo escrevendo e observando. Depois viveu em Munique e Florença dedicando-se brevemente a estudar arte. Como judeu, é obvio teve as devidas iniciações nos interesses de seu povo, e sofreu a influencia do Grupo de Frankfurt, que o leitor desse texto deve pesquisar.
Aos 25 anos filiou-se ao Grupo da Família Freud, grupo familiar que necessita de um melhor estudo enquanto instrumento ideológico. Submeteu-se ao discurso psicanalítico com Anna Freud, filha de Sigmund, e estudava informalmente a psicanálise como um grupo de professores (Quais?). Em 1933 Erik terminou o treinamento psicanalítico, o que coincidia com o fechamento da escola onde trabalhava devido às tensões políticas contra os banqueiros judeus a verdadeira amarra que sofria toda a economia alemã. Então Erik emigrou pouco antes de inicio da Segunda Guerra para os Estados Unidos (servindo aos interesses ideológicos da Segunda Guerra) onde iniciou na comunidade judia sua carreira de psicanalista. Engajado no movimento assumiu cátedras em diversas universidades de expressão, como Harvard, Stanford e Yale. Sua obra é complexa e variada e se traduz mais por artigos do que por livros. Interessante, é que seus artigos mais destacados são todos datados do pós Guerra: Infância e Sociedade de 1950; O Jovem Lutero de 1958; Insight e Responsabilidade de 1964 (eu não li esse livro, mas minha intuição aponta para outra tradução do título: Mudança e Responsabilidade); Identidade Juventude e Crise de 1968 e A Verdade de Gandhi de 1969.
Como judeu, não aceita a encarnação do Verbo, ou seja, Jesus Cristo Deus. Opta como todos os teóricos iniciais da Psicanálise pelo divorcio da psicologia da biologia, ou seja, uma analise do conteúdo psicológico independente da carne e suas vicissitudes. Sua fama nos EUA vem do fato de ter sido discípulo direto de Freud: depois diz o texto base, de ter superado o freudianismo, de forma que, embora sob o título de neo- freudianismo, a teoria dele é de fato a realização daquilo que Freud conseguira apenas em parte: emancipar a psicologia da biologia, e propor uma psicologia de fato psicológica.
O leitor desse texto deverá meditar um pouco no que isso significa em termos do contraponto da doutrina Cristã. Uma base do raciocínio cristão sobre a psicologia já esta esboçado nos textos anteriores nesse blog.
A Teoria de Erik.
Diz o texto base: “em vês de enfatizar as fazes biológico sexuais, como Freud (fundamento a uma critica a moral Judeu cristã, mas principalmente a abstinência cristã) Erikson acentua os estágios psicossociais. O desenvolvimento da Personalidade se caracterizaria por uma aquisição gradativa de “identidade do ego”. Para ele isso significa um forte e sadio senso do valor e integridade pessoais; esse processo gradativo se enraíza não na sexualidade, mas no relacionamento social global. Embora a tarefa de identificação seja igual para todos os homens, a maneira especifica como se realiza veria de cultura para cultura. Cada pessoa, para Erik passa por oito idades, ou oito ciclos, ou oito crises que consistem em superar certas atitudes, não as abandonando, mas integrando-as numa personalidade mais evoluída. Estas idades psicológicas não têm necessariamente correspondência com as idades biológicas; embora para cada uma delas corresponda um dado período da vida. A Maturidade corresponde à superação e integração de cada uma dessas crises, ao passo que a imaturidade e seus conseqüentes problemas (juízo de valor) provirão do contrario. Longe, portanto de a personalidade ser estática, é um processo infindo (donde a maturidade é inatingível). Longe de se limitar a um desenvolvimento bio-sexual é uma evolução psico-social. Em vez de se restringir a primeira infância, este processo e evolução se desenvolvem ate o fim da vida. Ademais cada crise se constitui em um aspecto negativo a ser superado e um positivo (atitude a ser conquistada).
São eles sem discussão:
1) Confiança Básica versus desconfiança básica.
2) Autonomia versus vergonha e dúvida.
3) Iniciativa versus culpa.
4) Diligência versus Inferioridade.
(5) Identidade versus confusão de papeis.
6) Intimidade versus Isolamento.
7) Generatividade contra estagnação.
8) Integridade do Ego versus Desespero.
Em conclusão: Sem nunca ter cursado uma Universidade, Erikson aceitou a necessária evolução do judaísmo para o cristianismo, mas para completar seu raciocínio, negou a igreja Católica, que para ele deveria ser superada, pelo cristianismo Luterano de protesto, que também evoluiria para algo maior. O equilíbrio de valores, para ele nada mais é do que uma construção infindável, não haveria por assim dizer, um escopo de valores imutáveis, como a conservação da vida por exemplo. Essa evolução individual depende de estruturas sociais, que são essenciais, que emergem a cada geração sem as quais tanto os indivíduos como as instituições perderiam a relevância. De sua analise, que não admite o retorno do homem a perfeição perdida de Deus, onde a evolução nada mais é do que a recuperação do sentido e querer da divindade, Erikson, isola algumas virtudes sociais determinante das oito crises: 1, ímpeto e esperança, 2, autocontrole e força de vontade, 3, direção e propósito,4, método e competência,5, devoção e fidelidade, 6, aflição e amor, 7, produção e solicitude, 8, renuncia e sabedoria.
Logo que nós tenhamos um aprofundamento das noções de Erik no contexto do anti0cristianismo, voltaremos a disponibilizar com maiores detalhes suas oito crises. Seu maior mérito foi tirar a psicologia, ou o foco do estudo psicológico do mórbido, do medico, da cura, para desenvolver uma psicologia onde o anormal e o mórbido são exceções e qual o foco central é o sadio, a personalidade sadia, o desenvolvimento de uma personalidade normal, ajustada e sem dogma cristão. Porém, dizemos nós, O Deus imutável, é ideal do Mutante.
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lundi 3 août 2009
Google nimmt uns reisen.

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vendredi 17 juillet 2009
vendredi 10 juillet 2009
jeudi 9 juillet 2009
Por favor experimente o Google tradutor.
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mardi 7 juillet 2009
Aviso aos navegantes.
Mais uma vez nós manifestamos nosso agradecimento a todos que nos visitaram, principalmente aos que voltaram ao Blog para novas leituras, e aos que nos divulgaram. Agradecemos ao Google pela seriedade e segurança dos serviços ofertados.
Jamais pensamos que chegaríamos tão longe.
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Responsabilidade.
A responsabilidade é a obrigação que nos incumbe enquanto humanos de responder por nossos atos ou de sofrer-lhes as conseqüências. Portanto a responsabilidade é a disposição da liberdade pela qual o indivíduo aceita e se vê obrigado diante das conseqüências morais de seus atos.
A responsabilidade supõe a imputabilidade, isto é, a imputabilidade é a propriedade em virtude da qual um ato pode, em plena justiça, ser atribuído a uma pessoa como seu autor. Uma pessoa portadora de grave doença mental poderá ser total ou parcialmente isenta de imputabilidade.
O que pode diminuir a imputabilidade e responsabilidade de um ato?
1) A Paixão ou a atração violenta para um bem sensível. Se anteceder o ato voluntário, diminui ou suprime o uso da razão, nesse caso, para o Direito, diminui ou suprime a responsabilidade (caso bem discutível). Pelo contrário, quando a paixão se segue ao ato voluntário, estando ela alimentada por um ato deliberado ( ato deliberado - por conseqüência aumenta a responsabilidade). Contraditoriamente, para o Direito, os movimentos de paixão ou cobiça que ANTECEDEM o consentimento do respectivo sujeito, estão isentos de culpa moral. Nós, no entanto discordamos, pois nos diz Jesus Cristo, se o homem cobiça em seu coração, já peca. Ou seja, os movimentos da alma que antecedem a cobiça e paixão exagerada teve um histórico antecipado, um desvio moral crescente, que resultará em ato desregrado e passional. Neste caso a pessoa é culpada na medida em que resulta em negligência anterior; é voluntária em causa, porque resulta de sequência de pequenos atos voluntários; todavia o efeito pode não ser voluntário para a ótica do Direito, mas nem por isso é inocente, pois resulta de uma negligência ou falta voluntária cometida. Na aviação nós aprendemos isso, um desastre é sempre o resultado de uma sequência de erros. Um ato passional é consequencia de desejos e desvios de intenção.
2) O medo também é circunstância que diminuí a responsabilidade. Assim também o medo e a doença mental suscitada por um perigo iminente. Pode ser superficial ou grave. Sendo superficial, não suprime a liberdade e a imputabilidade, desde que paralise a razão e gere o pânico.
3) A Ignorância. Quando alguém não conhece determinado valor moral, não terá, em tese, culpa moral, mas terá culpa social, pois a ignorância do valor moral desobriga de culpa moral, mas a conseqüência de ato imputável não será isento de culpa social. Embora o exemplo não se adéqüe a todos os casos, por exemplo, seria comparativamente como no caso de um individuo que chegando a uma cidade desconhecida infrinja alguma lei local de transito. Todavia a Lei existente no coração de todos os homens é ( inata, dom como a razão), portanto, é lei moral essencial, dom necessário para o reconhecimento do Bem e do Mal, e é pré consciente em todos os homens que possam ser caracterizados como seres humanos em sociedade. Assim muitas vezes a ignorância da matéria (de lei social) se deve a negligência anterior da pessoa: essa deveria ser mais atenta aos seus deveres. É o que acontece com o médico que negligencie atualizar-se em assuntos de sua área e, não obstante continua a clinicar; é possível assim que os eventuais erros que cometa sejam devido a sua negligência e ignorância... Ignorância que não será inocente, porque voluntaria em causa (se não houve impossibilidade de força maior, como um medico que trabalhe na selva, por exemplo).
4) A Violência física (coerção pela força): a violência física proveniente de uma causa exterior pode tirar não só a liberdade de comportamento, mas também a liberdade de escolha e decisão íntima; a pessoa é então subjugada inteiramente. Tenhamos em vista, por exemplo, o caso de uma jovem que seja violada: pode resistir na sua vontade em não consentir no ato violento, que ela sofre passivamente; mas pode também ceder, com certa complacência e até sentir prazer ao estuprador; em tal caso já não é carente de culpa moral.
OBS. Vejam que o Direito Moderno se ocupa de conceitos já formulados no inicio da Teologia Cristã. O homem peca mortalmente, nos diz o cristianismo, perdendo a graça, quando infringe norma moral, no uso de plena liberdade, plena consciência e com pleno consentimento. Como vemos o Direito se auto-proclamando “Ateu e Agnóstico” não conseguiu se distanciar dos conceitos da sabedoria Cristã. ( há quem diga da sabedoria Romana).
Distinguem-se, portanto, duas modalidades de responsabilidade:
a) A Responsabilidade Moral: é a disposição que nos incumbe, de responder a nossa consciência e a Deus por nossos atos livres, interiores e exteriores, até mesmo pelas nossas íntimas intenções.
b) A Responsabilidade Social: é a disposição que nos incumbe, perante as autoridades civis e diante das leis civis (embora algumas seja imorais) em conseqüência do nosso comportamento frente às leis civis. ( CF um homem só é obrigado a fazer ou deixar de fazer por força de lei). A responsabilidade social só se aplica aos atos exteriores, pois a sociedade não pode prescrever atos interiores (ato de amor a Deus e ao próximo, de patriotismo entusiasmado, de respeito intimo aos mais velhos..., respeito aos pais etc.). A Sociedade só se interessa ( e não pode ser diferente) pelo foro externo ou pelo comportamento exterior de seus membros em suas relações recíprocas, ou ainda por questões de direito ( em relação às leis); ela não pode penetrar o foro interno ou a consciência (esta só é possível a Deus).
Meios de Comunicação: Como conclusão desse texto, chamamos atenção para um especial tipo de responsabilidade social, do individuo e dos meios de Comunicação que nada mais são que ampliações da comunicação individual que resultam em boa ou má influência, dada às conseqüências que nossos atos exercem em torno de nós, podendo haver então escândalos gravemente daninhos e imputáveis, ampliados pela mídia.
No texto concluiremos algo sobre os Méritos e Deméritos.
A gravidade dos deveres.
A dificuldade de vencer as más tendências.
A pureza de intenção.
A gravidade de deveres: Quanto mais importante o dever a cumprir maior o Mérito correspondente a esse dever.
Dificuldades a vencer: O dever que impõem pesados sacrifícios é fonte de maior mérito do que o dever executado sem dificuldade.
Pureza de intenção: Quanto mais pura a intenção do agente, tanto maior é seu mérito. Há mais mérito em servir por cordialidade do que pelo interesse de receber algum favor. O cumprimento de um dever com atos livres que ultrapassam o que lhe é obrigatório são atos heróicos, que nenhuma lei prescreve. Virtudes heróicas, vividas além do dever, em grau heróico, resultam em santidade.
A santidade para o cristianismo é o exercício de uma virtude em grau heróico, exemplo a ser seguido. Acredita-se que o heroísmo vivido na pratica do BEM, coloca essa alma em contacto perfeito com o BEM ( Deus) donde resulta a possibilidade de intercessão junto ao BEM, e a VIDA ETERNA. Essa a Responsabilidade e o Mérito do Cristão.
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dimanche 5 juillet 2009
Uma mão estendida.

dimanche 28 juin 2009
As Virtudes Morais.
Se consideremos que a Vida (Deus) tem uma finalidade para as nossas existências, poderemos entender que a consecução de um fim último para o homem requer disposições que chamamos virtudes às quais se opõem os vícios.
O que são as virtudes? Quais são elas?
A virtude é o habito operativo do bem, ou seja, uma disposição para fazer o bem e evitar o mal, uma disposição estável para a prática do bem. Enquanto o vício se lhe opõem como um hábito operativo e estável para a pratica do mal. Assim sendo viver o bem sob o ponto de vista moral, é viver virtuosamente (texto base EME).
Distinguimos duas grandes categorias de virtudes na escolástica: As virtudes intelectuais e as virtudes morais ou cardeais, sendo que as virtudes intelectuais não estão fora da ordem moral, mas pelo contrário tem incidência ética notável sobre o comportamento das pessoas. São Tomás de Aquino a faz depender da virtude moral da sabedoria.
Conhecemos cinco virtudes intelectuais: no plano especulativo: o bom senso, a sabedoria e a ciência;
No plano operativo: a arte e a prudência.
1) O bom senso é a disposição habitual a qual a inteligência apreende intuitivamente as verdades evidentes por si mesmas, segundo aquele modêlo existente no íntimo do homem. Além do bom senso especulativo (o hábito dos primeiros princípios), há o senso pratico (sinderese), pelo qual percebemos os princípios fundamentais do comportamento humano tais como: é preciso fazer o bem e evitar o mal.
2) A sabedoria e a ciência são hábitos intelectuais mais técnicos. Procuram conhecer mediante as causas e recorrem à demonstração; todavia diferem entre si (texto base EME).
3) A Sabedoria julga as coisas a partir das suas causas mais profundas e universais. É o que faz a Filosofia, especialmente a Metafísica e a Teologia natural.
4) A ciência procura conhecer a partir das causas mais próximas. No plano prático nossa inteligência precisa de ser esclarecida para que ela dirija corretamente nossos atos em demanda da finalidade respectiva. Ora (diz o texto base) temos dois tipos de atividade que a Filosofia distingue pelos verbos FAZER e AGIR; quando lidamos com objetos diferentes de nós mesmos encaminhando-os para a sua finalidade, FAZEMOS algo; a disposição que orienta esse tipo de atividade chamou ARTE, a arte do fazer. Quando ao contrario se trata de orientar nosso próprio comportamento pára que nos leve ao FIM SUPREMO (expectativa de Deus sobre o Ser racional criado) estamos AGINDO; a virtude correspondente é a prudência, virtude intelectual e ao mesmo tempo moral, porque é ela que julga com retidão quais os meios oportunos para atingirmos a nossa meta suprema.
As Virtudes morais ou cardeais.
As virtudes morais têm finalidade estritamente prática, pois regem o comportamento do homem para que cumprindo os seus deveres de estado, cheque ao seu Fim Supremo. Assim desde os tempos de Platão distinguem-se quatro virtudes morais ou cardeais: prudência, justiça, temperança e fortaleza. Vejamos como se definem.
Antes do mais, nossa inteligência tem que ser iluminada (a própria inteligência é luz) para escolher os meios adequados que levam à meta moral proposta, é o que faz a virtude da prudência.
Assim, ao caminharmos em demanda morais na consecução de nossos objetivos e metas na Vida, acabamos sofrendo influências que dela podemos nos afastar.
1) A influência do prazer que fascina o apetite concupiscente (os nosso desejos espontâneos da carne) exige a temperança, que neutraliza os atrativos desregrados.
2) A fuga do difícil e árduo, trabalhoso e exigente, nos exige a virtude da fortaleza que nos faz superar a preguiça.
3) Da temperança se derivam a castidade, a sobriedade, a modéstia, ao passo que da fortaleza procedem outras virtudes como a paciência, a perseverança, a coragem.
4) Acontece, porém que o homem não esta só, e não podemos chegar a nossa meta moral sem o auxilio dos outros, e essa relação com o próximo são regidas pela virtude da justiça. É esta que indica os deveres para com a família, a sociedade, a profissão e a pátria. A justiça é a virtude que dá a cada um, o que lhe é devido.
5) No entanto na virtude do dar a cada um o que é devido, o primeiro ser a quem devemos justiça é para com Deus que é o Ser para quem temos deveres em grau eminente, donde deriva da justiça para com ELE a virtude da religião. Podemos mesmo dizer que a virtude da religião é a primeira virtude da vida moral. Tender ao Bem, pois Deus é o Bem Absoluto, ou seja, Amar a Deus sobre todas as coisas é a primeira ação de justiça. Daí podermos afirmar sem erro, que a Ética, mesmo no plano da Filosofia, não pode escapar de ser Ética Religiosa, em busca da Moral Revelada.
6) Todas as virtudes se constituem em um todo orgânico onde o progresso em uma virtude facilita o progresso em outra.
7) Em todo ser humano, após a perda da inocência original, existem germens de virtudes e vícios. Desenvolvem-se na medida do cultivo que deles fazemos. As virtudes e os vícios se tornam adquiridos pela repetição de nossos atos.
8) Já Aristóteles dizia que as virtudes estão no meio, isto é, se situam entre o exagero de um lado e a insuficiência do outro; assim a fortaleza se coloca entre a temeridade ou afoitisse (exagero) e a covardia (insuficiência). A temperança situa-se entre a gula (excesso) e o descaso da saúde (insuficiência de manutenção). Isto, diz o texto base, não implica que as virtudes impliquem em mediocridade, está no meio se considerado o objeto, mas não estão no meio da parte do sujeito. O homem reto deve procurar cada vez mais e radicalmente (com perfeição crescente) as virtudes.
9) As virtudes cardiais têm ampla aplicação na vida de uma pessoa iluminada pela retidão, aplicação que a teologia desvenda melhor que a Filosofia.
10) A retidão nos indica a necessidade de estudarmos o Mérito e a Responsabilidade individual. São mais dois aspectos do comportamento virtuoso ou vicioso do homem. Que ainda veremos.
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jeudi 11 juin 2009
Os acessos não param. Que bom!

Mesmo sem termos postado nenhum novo texto na semana, os acessos continuam crescendo, o que nos incentiva a continuar. Do dia 5 to 11 de junho 161 novos acessos. O numero de cidades passou a 295, vindas de 42 países. Muito obrigado a todos que retornaram e que nos leram pela primeira vez.
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vendredi 5 juin 2009

Começamos o mês de Junho com:
3959 visitas, vindas de 276 cidades e 39 países, quase 6000 páginas lidas.
Eu tenho dois livros editados, um resultado de primeiro lugar em concurso de contos, esse não teve duzentos leitores, e outro de 200 páginas sobre sexualidade e moralidade , cujo exemplar disponível na Biblioteca Pública de minha cidade jamais foi consultado por alguém. A Internet levou meus simples textos a quase 4000 leitores ( IP de maquina), com uma taxa de retorno de 40%, isso sem apelar para a imoralidade, a venda de produtos, a crítica pessoal ou sensacionalismo. O numero comprova que há espaço na Internet para a manifestação responsável do pensamento.
Para mim a experiência é mais do que válida e comprova alguma curiosidade do leitor.
Meu muito obrigado pelas visitas.
Entraremos agora nas teorias da Personalidade.
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mardi 2 juin 2009
A Consciência.
“Sentimento interior que impele cada um a ter um julgamento de valor sobre os seus atos livres. A consciência moral é inata, entendida como voz interior; instinto divino. A consciência não esta desvinculada da lei moral, mas é por ela constantemente iluminada. Sendo instinto divino, dom humano exclusivo esta sempre empenhada em descobrir e identificar o apelo de Deus que a restitui ao amor para com Ele, e para com os irmãos. A Consciência quando desabrochou na fonte da palavra de Deus torna-se consciência verdadeiramente livre, é dom que leva ao dialogo com Deus na ordem da criação. Esta consciência desabrochada e iluminada desse modo torna-se o critério último do comportamento e é o caminho de encontro com a verdade”.
Bem, posto isso, devemos lembrar o leitor que a Filosofia separa atos do homem de atos humanos. Os primeiros são os atos do homem enquanto animal, atos comuns ao homem e aos outros seres vivos. Os segundos são atos que diferem os homens dos animais, atos que nenhum animal é capaz de expressar e que, portanto são característicos e emblemáticos da condição de ser HUMANO.
Com esse lembrete já podemos continuar.
Distinguimos entre consciência psicológica e a consciência moral (nos dirá um bom curso de Filosofia Tomista).
A consciência psicológica é a faculdade pela qual conhecemos nossos próprios sentimentos e atos; sabemos então que estamos sentindo ou fazendo alguma coisa. A consciência psicológica é a presença do sujeito a si mesmo.
A consciência moral é a faculdade pela qual conhecemos o modo como se relacionam nossos sentimentos e atos com a moral (conjuntos de valores que inibem ou autorizam nossas ações). A faculdade que responde se nossos atos estão de acordo com o fim supremo da vida humana é a consciência moral.
A consciência moral consiste em um julgamento pratico proferido pela inteligência sobre a honestidade e desonestidade de cada um de nossos atos; é um testemunho que proferido no intimo da cada pessoa distingue entre o bem e o mau moral e tende a levar cada qual a evitar o mal e praticar o bem. Todo homem por mais primitivo e rude que possa ser (que, portanto possa ser chamado de humano) possui uma consciência moral, como possui uma consciência psicológica.
O testemunho da consciência pode ser anterior a determinado ato; então é testemunho que manda ou proíbe; tal é a consciência antecedente. Pode ser também posterior a tal ato: é então testemunho que aprova ou desaprova; tem-se assim a consciência moral conseqüente ou posterior.
A consciência moral não é algo que o homem cria ou suscita dentro de si. É algo de congênito, como a razão e outras habilidades intelectuais que são inerentes ao ser humano, que começam a falar desde que a criança chegue ao uso da razão. Por isso se diz, na teologia que é a voz de Deus no intimo de cada individuo, ou melhor, é prolongação da Lei eterna ou do amor ao bem que existe em Deus desde toda a eternidade (ordenado tudo) e que, a semelhança de um raio de luz, vem atingir cada ser humano a fim do os orientar na vida sobre a Terra como nos explica São Boa Ventura: “A consciência é como o arauto ou o mensageiro de Deus, o que ela dita não a dita por si mesmo, por direito próprio, mas manda em nome de Deus (pois é o elo permanente do homem com a Lei eterna) à semelhança de um arauto que promulga o edito do rei; assim é que a consciência tem o poder de ligar” (In II Sente. Dist. XXXIX a 1, qu.1).
Todos os povos, mesmo os mais primitivos reconhecem a existência da consciência moral como inerente da natureza humana. “A filosofia Greco romana desenvolveu a noção: Olvídio chamava-a de Deus em Nós; Sêneca identificava-a com “Deus junto de ti, contigo, em ti”; e acrescentava:” Em nós habita um espírito santo que observa o bem e o mal” (Cartas a Lucílio) (EME).
O principio que a consciência incute ao homem e que é evidente por si mesmo soa como: Pratica o bem e evita o mal.
A consciência moral é dom da alma humana, como o uso da fala e da razão. A consciência moral é imutável como imutável é a natureza humana. A Imutabilidade da consciência deriva do fato de não ser ele nada mais do que um reflexo da santidade de Deus; é o Deus santo que chama o homem a imitá-lo. Assim como Deus não sofre alteração por ser a própria e infinita perfeição, assim também sua voz espontânea em nós não conhece mudanças. Esse ditame interior no homem se forma espontaneamente indicando-lhe normas para a consecução do seu FIM ULTIMO, seu fim supremo, indicando-lhe, portanto, o caminho para o desenvolvimento moral de toda a sua personalidade em ordem da sobrevivência espiritual de sua alma.
A liberdade humana repousa na segurança e estabilidade dessa lei espontânea da consciência moral. Leis invisíveis nos permitem a herança racional, a herança da habilidade da comunicação pela fala, pela musica, pelo uso da razão. Leis invisíveis fazem o homem gerar filhos humanos. É possível quebrar essas leis, e os homens podem nascer alterados, sua razão alterada, sua fala alterada, sua moral alterada, sempre por perda e deformações. O diabo (o mal) nos diz a teologia, quis libertar-se das leis do Bem, e se proclamou tão perfeito como Deus, igual a Deus, capaz de fazer as próprias leis libertas do Bem, ou seja, libertas de Deus, e disse, sou como Ele.
Muitos têm seguido esse caminho de negar a consciência moral. Sartre por exemplo: “não há mais nada no céu: nem bem nem mal, nem alguém para me dar ordens. Pois sou um homem, um Júpiter (um deus) e cada homem deve inventar o seu caminho” (Les Mouches).
Todavia no dizer de São Paulo: Negando o Bem o homem se apega ao Mal, e nele vive. A escolha é nossa, viver na lucidez moral, ou na...
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lundi 1 juin 2009
Terminamos o mês de Maio com este patamar de leitores

mardi 26 mai 2009
A negação da Consciência.
O que é a consciência? Podemos responder a questão de duas maneiras: pela negação e pela afirmação. Por exemplo, perder a consciência = se tornar inconsciente. Ser inconsciente do perigo, dos deveres, dos valores e das percepções mais ou menos claras dos fenômenos que nos informam a respeito de nossa própria existência. Um homem sem consciência é um homem sem sentimento de dever, sem moralidade.
Positivamente podemos dizer que consciência é o conhecimento de si mesmo; noção do que se passa em nós; sentimento de dever; conhecimento moral; ser consciente. Ora, mas consciente, é sinônimo de estar ciente, conhecer a noção de uma coisa; saber o que se faz; fazer com conseqüência.
Não parece difícil perceber o que significam termos como perder a consciência, estar consciente de suas responsabilidades, ter consciência de seus deveres, atos e ações. Ter liberdade de consciência. Ou seja, a Consciência humana esta ligada indissoluvelmente aos valores do homem, ser consciente é ser moral. Viver conscientemente significa viver segundo regras de uma estrita probidade.
Você então dirá: mas aonde você quer chegar? Quero chegar a denuncia básica de todo o nosso argumento iniciado no primeiro texto desse Blog, a negação da consciência não é um argumento cientifico, é um argumento teológico que retira do campo da investigação a MORAL.
Se você entendeu a frase final do ultimo texto, viu que J. B. Watson negava a utilidade da consciência como um meio de investigação e também como principio explicativo. Ora Watson usou o que para chegar a essa conclusão, sua inconsciência, ou sua consciência, seu conhecimento e probidade?
O que causou maior revolta em seu tempo foi à rejeição da metodologia da consciência. Para os Behavioristas a consciência leva à introspecção cujo objeto ficaria limitado a consciência do psicólogo que correria o “perigo” de projetar seus estados de consciência sobre outro individuo. Então Watson rejeita o dualismo mente corpo e o substituiu pelo dualismo organismo meio. Ora, se você acompanhou os outros textos pode observar que isso significa: emtender o Verbo, como ação cega e sem intencionalidade, ou seja, "Ação" puramente material, uma práxis sem valores apriori. Com isso, não há a noção de um Verbo enquanto Deus, que tem Ação intencional e finalidade para a criação e limites para a sua Ação, e cria o mundo segundo uma responsabilidade, portanto uma moralidade. Quando chamamos Deus de Bom, não criamos limites para a ação de Deus, mas reconhecemos que Deus, por si mesmo, não se confunde com o Mal, ou seja, Deus é Ser Moral. A consciência humana é um lampejo da consciência divina, é semelhança e pálida imagem do ser divino, e isso nos remete diretamente para uma psicologia no sentido clássico e etimológico, pois nos leva para um estudo espiritualizado da alma humana.
Melhor do que nós, André Tilquin enumera os cinco princípios da Ciência do Comportamento sobre as quais se assentam as idéias materialistas acima delineadas:
1) Adoção de um monismo materialista e por conseqüência de um determinismo puramente materialista (não há finalidade moral na ação da matéria).
2) Aceitação do dualismo biológico versus adaptação (organismo x meio o que conseqüentemente gera um comportamento consuetudinário, arbitrário e amoral)
3) Compreensão de que o funcionamento do sistema nervoso (base material) é determinante e tem função condutora dos demais sistemas
4) Concepção da psicologia como uma ciência pratica, formulando as leis de condução e as leis da condição de previsão
5) Principio da contigüidade entre o animal e o homem.
Watson com a clara finalidade de negar a existência da consciência ou do espírito (portanto negar a Deus), não pelo ódio a Deus, mas pelo ódio a Deus enquanto ser moral e determinante de uma Moral. Um deus energia, um deus luz, um deus matéria seria mais aceitável no seu século de céticos, por isso vai buscar em Darwin uma base da contigüidade animal homem, e a seleção natural das espécies, numa luta cega chamada organismo-meio, estímulo-resposta. O sistema nervoso, assim, nada mais faz do que coordenar os pontos extremos desse arco chamado estímulo resposta. Para Watson todo o comportamento complexo é um crescimento ou um desenvolvimento de respostas simples dentro desse arco previsível de estimulo resposta. Tal erro grosseiro, erro teológico, desenvolverá em Watson uma noção de “Onisciência” da educação desde que se tenha controle do meio. Diz ele: “dê-me uma dúzia de crianças sadias, bem constituídas, e a espécie de mundo que me é necessário para educá-las e eu me comprometo a torná-las, alguém, segundo a minha escolha (psicoterapeutas anotem mais esse traço de caráter de Watson). Portanto as diferenças que elas apresentarem entre si, para Watson, devem ser creditadas ao papel atribuído a educação (ora, mas como todos os seres vivos foram educados pelo meio ambiente amoral, a educação é controle dos estímulos do meio, mas de forma amoral, digo ainda, é soberba do homem que se julga capaz de moldar pela Educação e Analise do Comportamento o seu semelhante, mas teme, tem pavor, de que Deus, pela Moral, esteja moldando o seu próprio comportamento enquanto ser humano).
Para Watson falar e pensar são uma só coisa, sendo que o primeiro é um comportamento implícito e o segundo explicito, segundo ele um é observável, o outro não. Quanto às emoções Watson as reduz a três reações padrões hereditárias (o meio que se reproduz), sendo eles, ira, medo e amor. Qualquer outra “emoção” é adquirida.
Diz o cronista: “o behaviorismo nada mais fez do que aplicar as normas da doutrina positivista tais como foram elaboradas por Augusto Conte. Ater-se ao dado positivo; não considerar o que não possa ser observado publicamente, medido desnudado; abster-se de elaborar qualquer constructo (o que é então a Teoria do Comportamento conhecida com S-R?).
Antes dele, Pavlov e Conte já haviam proposto a extinção da Psicologia. Para Conte o estudo do homem enquanto individuo se reduzia à Biologia, e enquanto ser em “colônias” seria reduzido à Sociologia. Positivismo. Watson procedeu à uma castração do saber psicológico. Tudo que fosse incompatível foi eliminado.
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dimanche 24 mai 2009
Aviso aos navegantes.
Esse Blog tem 99 textos, ou postagens, queira navegar no Blog lendo textos mais antigos. Um Blog é um livro invertido, sua apresentação e sua introdução são os textos mais antigos. Para acompanhar o raciocínio do autor é preciso ler dos mais antigos para os mais recentes.
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jeudi 21 mai 2009
Psicologia Animal?
Vimos desde os primeiros textos que psique se traduz por alma, e anima também se traduz por alma. Ao pé da letra, uma psicologia animal se traduziria pelo estudo da alma da alma, uma vez que anima é a raiz de “animal”. Conceitos, ou corrupção dos conceitos?
Uma chapa de aço e um tanque de guerra, o que tem em comum? Ambos são feitos de uma liga metálica chamada aço, ou seja, sua base material é a mesma. Mas o que há de diferente entre uma chapa de aço e um tanque de guerra? A finalidade, o uso, a destinação. A liga chamada aço foi criada pelo homem e o tanque de guerra também, como finalidades diferentes, embora uma seja a base para a outra. A vida, no entanto, não foi criada pelo homem, todavia, se admitirmos que houvesse um desejo na criação da vida, e, portanto uma finalidade, e também, por parte do Criador um desejo e uma finalidade na criação do homem, podemos dizer que as duas criações têm a mesma base material, mas finalidades muito distintas. Assim um estudo da vida dos seres dotados de sensibilidade, e um estudo dos seres dotados de consciência de si e de Deus, são duas coisas absolutamente distintas, embora a base material de ambas seja a mesma.
Assim, o termo Psicologia animal, torna-se absolutamente inadequado, em se tratando da alma humana.
A Psicologia humana, criteriosamente é uma sistematização da Moral, que o pensamento materialista (os estudiosos da chapa de aço) transformou em comportamento, behaviorismo, ou seja, um estudo do comportamento da mesma base material do homem e dos animais.
Em 1907, John Broadus Watson realiza seu sonho de montar um laboratório de “psicologia animal”. Preferia trabalhar com animais do que com Humanos, nos diz um cronista (se você é psicoterapeuta anote esse primeiro traço de caráter). Sentia que a experimentação animal era mais objetiva e o fazia sentir-se mais perto da biologia, entendida por ele como ciência, e o Afastava de uma Metafísica. Animais não relatam seu complexo passado, nem são capazes de previsão do futuro, nem transformam como suas idéias o “Ambiente Terapêutico” a cada nova seção.
Começava Watson, nos diz o cronista, sua fuga da psicologia introspectiva e do “subjetivismo”.
Ele não estava sozinho nessa fuga da “Espiritualidade Humana” e da transcendência de sua existência. Dez anos antes dele, nos diz um excepcional cronista, Jacques Loeb transporta da botânica para o estudo dos animais a noção do tropismo e do foto tropismo, segundo a qual um animal é uma “maquina” química, movida pela ação de forças exteriores, em busca de um equilíbrio.
Hebert Spencer, que está enterrado ao lado de Marx, desenvolvia uma serie de estudos que o levavam a afirmar, em uma base materialista, que o homem se comporta em termos de ensaio e erro.
Jennings, apesar de ser teoricamente ao oposto de Loeb, desenvolveu-se inteiramente no campo animal (base material da vida), e é a ele que Watson deve o seu conceito de behavior e o seu significado.
Dizia Jennings: Estudar o behavior é libertar-se de toda e qualquer referencia ao psíquico e ater-se exclusivamente ao que é objetivo.
No laboratório Fundado por Willian James, Thorndike havia inventado em 1897 o procedimento do labirinto, e a convite de Carttel organiza na Universidade de Columbia o “Laboratório de “Psicologia Animal”. Dão inicio ao estudo da aprendizagem (da base material do ser humano).
Em seguida, Robert Yerkis associa o procedimento do labirinto ao procedimento do reflexo condicionado. Mas e o elo perdido? O salto qualitativo da vida sensitiva para a vida racional? Os materialistas vão encontrar uma base ideológica no pensamento de Darwin, que do simples para o complexo garantia uma “ evolução teórica não comprovada” da continuidade do reino animal. Ainda hoje, alguém se pergunta, porque só o homem, escreve, relata o passado, prevê as conseqüências de suas ações, viaja dentro de si, e fora de si, e transforma tão radicalmente o meio onde vive?
Todavia o próprio emprego da palavra comportamento (behavior) não era novidade nos diz o cronista: Thomas Henry Huxley já o havia popularizado (nos meios ditos científicos). Pierre Janet o utilizou dez anos antes de Watson na Europa, e Jennings o haviam utilizado nos EUA.
Curioso é que o próprio Watson em artigo de 1913 vai confessar surpreso por encontrar no livro do psicólogo americano Pyllsbury a “psicologia” definida como ciência do Comportamento” ( Science of Behavior). Mais curioso é que no mesmo número da revista que publica esse artigo de Watson ( The Psycological Reviw Volume XX, numero 4, de 1934) Jean James Angel, publica aquela afirmação já exposta em artigo anterior a esse de que: “ presenciamos o funeral do termo alma como integrante do vocabulário psicológico... “O termo consciência parece ser a próxima vitima marcada para a morte e como um substituído de seu prestigio abalado encontraremos o termo Behavior.”
Esta previsão de Angel nos diz o cronista, sendo ele um funcionalista, não significava o desaparecimento dos fenômenos conscientes, mas, vejam a esperteza, uma substituição dos termos consciência e alma, para algo de maior “utilidade”, tal qual “comportamento”.
A “psicologia animal” e a ciência da consciência são como assinala o próprio Watson inteiramente estranhas uma a outra. Diz ele: “Devemos admitir com franqueza que os fatos que temos podido estudar recolhidos de um estudo extenso dos sentidos dos animais pelo método da observação do comportamento, contribuíram apenas de uma maneira fragmentaria (e indireta) para a teoria geral dos processos dos órgãos sensoriais humanos; e que eles nem sequer sugeriram novos procedimentos de investigação da PISICOLOGIA HUMANA” (Watson: A introduction to comparative Psycology. NY; Holt, 1924)
Em Junho de 1913 Watson publica um artigo que diz: A Psicologia experimental é um ramo puramente objetivo da ciência Natural. Seu objetivo é a predição e controle do comportamento. Não faz uso da introspecção, nem a considera valida. Watson negava a sua consciência. Pois dizia: “A consciência é considerada estéril como um meio de investigação”. O que usou Watson?
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