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lundi 14 septembre 2009

Uma luz diferente e americana na psicologia.


Sullivan uma luz americana.

Harry Sullivan nasceu em New York em 1892, e faleceu em Paris em 1949. Seu mérito inicial vem de seus escritos baseados nas teorias do Freudianismo, e pode-se dizer que é uma ponte entre a Medicina Psiquiátrica, Freud e o humanismo de Jung. Sua notoriedade e divulgação se devem mais ao instrumentalismo de suas teorias, do que emergindo de sua própria obra, Todavia a Psicoterapia a qual chamou Psiquiatria Interpessoal, que de fato abandona A Psiquiatria terapêutica única para uma Psicoterapia, avanço considerável para seu tempo dentro da ótica midiática do tema. Considerado eficiente psicoterapeuta, observador arguto, sua obra é pouco metódica, constituindo-se em artigos, resultando sua teoria mais do que foi copilado e trabalhado (instrumentalização ideológica de seu pensamento) por outros autores. O livro básico de Sullivan é “ A Teoria Interpessoal da Psiquiatria datado” datado de 1953, portanto pós sua morte.

Alguns comentaristas acham que Sullivan esteve acorrentado por duas ideologias, a médica, e o Freudianismo, que impediram o pleno desabrochar de suas teorias e argumentação, mas que essa obra acorrentada serviu de semente para muitos teóricos como Jung e outros humanistas que o sucederam.

A Teoria.

Existem no homem duas tendências básicas. A procura de satisfação biológica e a procura de segurança psíquica. Para o comentarista que usamos como texto base, a satisfação biológica diria respeito mais ao plano medico, funcional e orgânico, e pelo contrario a procura de segurança psíquica tem grande importância para o psicólogo, pois é no plano da procura por segurança que entramos no campo da psicologia. No momento em que a criança nasce e entra na arena social o principal é o fundamento da inter-relação e a interação com os outros. Daí, para Sullivan surge à tensão, sobretudo a tensão da ansiedade. Temendo ser rejeitada, a pessoa (personalidade) quer de todas as formas garantir a aceitação e com isso a segurança. Empatiza com a disposição alheia, benigna ou hostil. Se for benigna a pessoa se distende e se sente segura. Se hostil, se crispa e se põe a procurar aprovação, a fim de diminuir a tensão.

Para Sullivan Todos temos essa duas tendências. Todo o funcionamento psicológico humanos se encaixa nessa estrutura. No inicio da vida ensina Sullivan predomina a satisfação biológica, porque a criança é antes de tudo um organismo e ainda não distingue entre si e os outros, o que é necessário e fundamental para um procura de segurança, Embora essa consciência do outro despertar mais tarde é a tendência fundamental: é mais complexa, formativa e consome mais o nosso tempo e energias. Justamente acentuando a necessidade psíquica a maior do que a biológica que Sullivan se afasta definitivamente de Freud tanto quanto da psiquiatria médica. Respeita Sullivan essa interdependência organo-psíquica, distintas, mas interdependentes e que estão sempre interagindo entre si, e como o meio ambiente e social ao seu entorno.

A procura de satisfação se assemelha ao instinto de conservação física. Incluem as necessidades habituais de ar, alimento, repouso, afeto. Ao contrario de Freud, Sullivan não considera a necessidade sexual como muito ampla e importante (exceto como mecanismo de fusão e aceitação ainda que momentânea). Acentua-se apenas a puberdade, sobretudo, porque além das tensões fisiológicas, essa fase levará a uma maior interação (extra grupo familiar) E, portanto exegirá maior busca de segurança. Sullivan indica outras necessidades biológicas (?) com a necessidade de poder e a de proximidade. Pio der para Sullivan na criança é o desejo de manipular as coisas, que conduz a sonhos onipotentes e o desejo de obter o controle total sobre as coisas. Sendo isso impossível isso produz insegurança (diz o texto base) e leva necessariamente ao desejo de obter segurança e a necessária procura por ela. Já a Proximidade: A criança precisa de contacto físico (Não sexual, pois, essa “necessidade” esta fisiologicamente adormecida ou latente). Mas como essa proximidade física diminui gradativamente a personalidade acaba experimentando solidão que é uma das expressões supremas da insegurança, num ciclo repetitivo. Característico, no entanto é que tanto a busca de poder como a proximidade estão sob o principio da realidade condenadas ao fracasso e, portanto destinadas a gerar insegurança e conseqüentemente produzindo a busca de segurança, num ciclo sem fim. Portanto qualquer atributo inerente à pessoa mesmo que seja biológico na sua origem, influirá de tal forma na conduta dela que afetará as relações dela com o mundo a sua volta. Pois o mundo é para Sullivan uma questão de inter-relacionamento. As necessidades impelem o individuo ao mundo do inter-relacionamento com as coisas e pessoas, na busca de satisfazê-las Sobreviver fisicamente para os homens é máxime obter segurança psíquica.

Por que esse anseio de Segurança? Para Sullivan a desaprovação prevalece à aprovação, assim as metas humanas se resumem em evitar a desaprovação alheia que lhe ameaça a segurança, ajustando-se à vontade dos outros. È, pois a desaprovação alheia o fator decisivo em nossa vida psíquica por sei inevitável e pervasiva. Parece existir no pensamento de Sullivan um conflito permanente entre necessidades individuais e sociais. A satisfação “individual” gera insegurança nos outros (?) sendo que a arena da vida gera uma dinâmica de insatisfação e ajustes em busca de uma segurança inatingível num patamar definitivo (falta aqui um patamar religioso para a meditação do leitor).

O principal efeito da interação é a formação de um dinamismo, ou melhor, um auto dinamismo, e esse é o mais importante dos dinamismos da personalidade humana, a plasticidade do ajuste na interação humana. Constitui-se em avaliações refletidas de situações de aprovação e desaprovação alheias que impele a personalidade a porta-se de forma a que evite a insegurança da desaprovação, síntese pela qual adotamos um padrão de comportamento auto ajustável.

Psicoterapia: è um inter-relacionamento sendo o psicoterapeuta um agente alívio na situação do paciente. Identifica-se com a insegurança, a angustia, o temos, as reações emocionais e reorienta para como lidar com idéias errôneas e a manobra que o paciente usa para evitar a insegurança Empenha-se em descobri e assinalar o que falhou na vida do paciente.





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