mardi 7 juillet 2009

Aviso aos navegantes.

Hoje 7 de Julho de 2009 nosso Blog Psicologia do Cabo ao Rabo (http://www.psicologiadocaboaorabo.blogspot.com/) atingiu 4680 visitantes vindos de 372 cidades sendo que 152 brasileiras. Temos leitores em 51 países. Nosso Blog possui 103 textos ( média de 1000 palavras cada) para leitura e meditação, que podem ser lidos em 32 línguas ( hoje 41 linguas) diferentes através do Google Tradutor, serviço ( ferramenta) disponível lateralmente no Blog. Se você gostou de um texto qualquer e quer enviar para um amigo, é fácil: ao fim de cada texto existe um ícone com o desenho de um envelope, clique sobre ele e abrirá uma nova página onde você informará o E-mail ou E-mails aos quais deseja enviar o texto, e pronto. Seu amigo receberá o LINK.
Mais uma vez nós manifestamos nosso agradecimento a todos que nos visitaram, principalmente aos que voltaram ao Blog para novas leituras, e aos que nos divulgaram. Agradecemos ao Google pela seriedade e segurança dos serviços ofertados.
Jamais pensamos que chegaríamos tão longe.
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Responsabilidade.

Responsabilidade e Mérito. (texto base EME)
A responsabilidade é a obrigação que nos incumbe enquanto humanos de responder por nossos atos ou de sofrer-lhes as conseqüências. Portanto a responsabilidade é a disposição da liberdade pela qual o indivíduo aceita e se vê obrigado diante das conseqüências morais de seus atos.
A responsabilidade supõe a imputabilidade, isto é, a imputabilidade é a propriedade em virtude da qual um ato pode, em plena justiça, ser atribuído a uma pessoa como seu autor. Uma pessoa portadora de grave doença mental poderá ser total ou parcialmente isenta de imputabilidade.

O que pode diminuir a imputabilidade e responsabilidade de um ato?

1) A Paixão ou a atração violenta para um bem sensível. Se anteceder o ato voluntário, diminui ou suprime o uso da razão, nesse caso, para o Direito, diminui ou suprime a responsabilidade (caso bem discutível). Pelo contrário, quando a paixão se segue ao ato voluntário, estando ela alimentada por um ato deliberado ( ato deliberado - por conseqüência aumenta a responsabilidade). Contraditoriamente, para o Direito, os movimentos de paixão ou cobiça que ANTECEDEM o consentimento do respectivo sujeito, estão isentos de culpa moral. Nós, no entanto discordamos, pois nos diz Jesus Cristo, se o homem cobiça em seu coração, já peca. Ou seja, os movimentos da alma que antecedem a cobiça e paixão exagerada teve um histórico antecipado, um desvio moral crescente, que resultará em ato desregrado e passional. Neste caso a pessoa é culpada na medida em que resulta em negligência anterior; é voluntária em causa, porque resulta de sequência de pequenos atos voluntários; todavia o efeito pode não ser voluntário para a ótica do Direito, mas nem por isso é inocente, pois resulta de uma negligência ou falta voluntária cometida. Na aviação nós aprendemos isso, um desastre é sempre o resultado de uma sequência de erros. Um ato passional é consequencia de desejos e desvios de intenção.

2) O medo também é circunstância que diminuí a responsabilidade. Assim também o medo e a doença mental suscitada por um perigo iminente. Pode ser superficial ou grave. Sendo superficial, não suprime a liberdade e a imputabilidade, desde que paralise a razão e gere o pânico.

3) A Ignorância. Quando alguém não conhece determinado valor moral, não terá, em tese, culpa moral, mas terá culpa social, pois a ignorância do valor moral desobriga de culpa moral, mas a conseqüência de ato imputável não será isento de culpa social. Embora o exemplo não se adéqüe a todos os casos, por exemplo, seria comparativamente como no caso de um individuo que chegando a uma cidade desconhecida infrinja alguma lei local de transito. Todavia a Lei existente no coração de todos os homens é ( inata, dom como a razão), portanto, é lei moral essencial, dom necessário para o reconhecimento do Bem e do Mal, e é pré consciente em todos os homens que possam ser caracterizados como seres humanos em sociedade. Assim muitas vezes a ignorância da matéria (de lei social) se deve a negligência anterior da pessoa: essa deveria ser mais atenta aos seus deveres. É o que acontece com o médico que negligencie atualizar-se em assuntos de sua área e, não obstante continua a clinicar; é possível assim que os eventuais erros que cometa sejam devido a sua negligência e ignorância... Ignorância que não será inocente, porque voluntaria em causa (se não houve impossibilidade de força maior, como um medico que trabalhe na selva, por exemplo).

4) A Violência física (coerção pela força): a violência física proveniente de uma causa exterior pode tirar não só a liberdade de comportamento, mas também a liberdade de escolha e decisão íntima; a pessoa é então subjugada inteiramente. Tenhamos em vista, por exemplo, o caso de uma jovem que seja violada: pode resistir na sua vontade em não consentir no ato violento, que ela sofre passivamente; mas pode também ceder, com certa complacência e até sentir prazer ao estuprador; em tal caso já não é carente de culpa moral.

OBS. Vejam que o Direito Moderno se ocupa de conceitos já formulados no inicio da Teologia Cristã. O homem peca mortalmente, nos diz o cristianismo, perdendo a graça, quando infringe norma moral, no uso de plena liberdade, plena consciência e com pleno consentimento. Como vemos o Direito se auto-proclamando “Ateu e Agnóstico” não conseguiu se distanciar dos conceitos da sabedoria Cristã. ( há quem diga da sabedoria Romana).

Distinguem-se, portanto, duas modalidades de responsabilidade:
a) A Responsabilidade Moral: é a disposição que nos incumbe, de responder a nossa consciência e a Deus por nossos atos livres, interiores e exteriores, até mesmo pelas nossas íntimas intenções.

b) A Responsabilidade Social: é a disposição que nos incumbe, perante as autoridades civis e diante das leis civis (embora algumas seja imorais) em conseqüência do nosso comportamento frente às leis civis. ( CF um homem só é obrigado a fazer ou deixar de fazer por força de lei). A responsabilidade social só se aplica aos atos exteriores, pois a sociedade não pode prescrever atos interiores (ato de amor a Deus e ao próximo, de patriotismo entusiasmado, de respeito intimo aos mais velhos..., respeito aos pais etc.). A Sociedade só se interessa ( e não pode ser diferente) pelo foro externo ou pelo comportamento exterior de seus membros em suas relações recíprocas, ou ainda por questões de direito ( em relação às leis); ela não pode penetrar o foro interno ou a consciência (esta só é possível a Deus).


Meios de Comunicação: Como conclusão desse texto, chamamos atenção para um especial tipo de responsabilidade social, do individuo e dos meios de Comunicação que nada mais são que ampliações da comunicação individual que resultam em boa ou má influência, dada às conseqüências que nossos atos exercem em torno de nós, podendo haver então escândalos gravemente daninhos e imputáveis, ampliados pela mídia.

No texto concluiremos algo sobre os Méritos e Deméritos.
A gravidade dos deveres.
A dificuldade de vencer as más tendências.
A pureza de intenção.

A gravidade de deveres: Quanto mais importante o dever a cumprir maior o Mérito correspondente a esse dever.

Dificuldades a vencer: O dever que impõem pesados sacrifícios é fonte de maior mérito do que o dever executado sem dificuldade.

Pureza de intenção: Quanto mais pura a intenção do agente, tanto maior é seu mérito. Há mais mérito em servir por cordialidade do que pelo interesse de receber algum favor. O cumprimento de um dever com atos livres que ultrapassam o que lhe é obrigatório são atos heróicos, que nenhuma lei prescreve. Virtudes heróicas, vividas além do dever, em grau heróico, resultam em santidade.

A santidade para o cristianismo é o exercício de uma virtude em grau heróico, exemplo a ser seguido. Acredita-se que o heroísmo vivido na pratica do BEM, coloca essa alma em contacto perfeito com o BEM ( Deus) donde resulta a possibilidade de intercessão junto ao BEM, e a VIDA ETERNA. Essa a Responsabilidade e o Mérito do Cristão.



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dimanche 5 juillet 2009

Uma mão estendida.


Amigos leitores.

Por motivo de força maior estive com dificuldades na manutenção de nossos Blogs.

Todavia, para minha surpresa os leitores, mesmo com a publicação de apenas um título no mês ( Virtudes), cresceram em quase um mil em relação ao mês anterior. Você poderá comparar o Print Screen de 11 de junho com o de 28 de junho. ( em 17 dias 360 novos leitores e novas 19 cidades, taxa de retorno de 40%) Hoje já somos pouco mais de 4.500 leitores vindos de mais de 300 cidades espalhadas pelo mundo. É um humilde começo.

Bem; a única maneira de agradecer é aperfeiçoar nosso trabalho, desenvolver os assuntos com mais cuidado. E respeitar você e sua inteligência. Quem sabe textos mais curtos, e mais imagens.

Da minha parte, os meus melhores e sinceros agradecimentos a todos. Gente boa desse mundão, aqui está a minha mão estendida.



dimanche 28 juin 2009

As Virtudes Morais.

As virtudes.

Se consideremos que a Vida (Deus) tem uma finalidade para as nossas existências, poderemos entender que a consecução de um fim último para o homem requer disposições que chamamos virtudes às quais se opõem os vícios.
O que são as virtudes? Quais são elas?
A virtude é o habito operativo do bem, ou seja, uma disposição para fazer o bem e evitar o mal, uma disposição estável para a prática do bem. Enquanto o vício se lhe opõem como um hábito operativo e estável para a pratica do mal. Assim sendo viver o bem sob o ponto de vista moral, é viver virtuosamente (texto base EME).
Distinguimos duas grandes categorias de virtudes na escolástica: As virtudes intelectuais e as virtudes morais ou cardeais, sendo que as virtudes intelectuais não estão fora da ordem moral, mas pelo contrário tem incidência ética notável sobre o comportamento das pessoas. São Tomás de Aquino a faz depender da virtude moral da sabedoria.
Conhecemos cinco virtudes intelectuais: no plano especulativo: o bom senso, a sabedoria e a ciência;
No plano operativo: a arte e a prudência.

1) O bom senso é a disposição habitual a qual a inteligência apreende intuitivamente as verdades evidentes por si mesmas, segundo aquele modêlo existente no íntimo do homem. Além do bom senso especulativo (o hábito dos primeiros princípios), há o senso pratico (sinderese), pelo qual percebemos os princípios fundamentais do comportamento humano tais como: é preciso fazer o bem e evitar o mal.

2) A sabedoria e a ciência são hábitos intelectuais mais técnicos. Procuram conhecer mediante as causas e recorrem à demonstração; todavia diferem entre si (texto base EME).

3) A Sabedoria julga as coisas a partir das suas causas mais profundas e universais. É o que faz a Filosofia, especialmente a Metafísica e a Teologia natural.

4) A ciência procura conhecer a partir das causas mais próximas. No plano prático nossa inteligência precisa de ser esclarecida para que ela dirija corretamente nossos atos em demanda da finalidade respectiva. Ora (diz o texto base) temos dois tipos de atividade que a Filosofia distingue pelos verbos FAZER e AGIR; quando lidamos com objetos diferentes de nós mesmos encaminhando-os para a sua finalidade, FAZEMOS algo; a disposição que orienta esse tipo de atividade chamou ARTE, a arte do fazer. Quando ao contrario se trata de orientar nosso próprio comportamento pára que nos leve ao FIM SUPREMO (expectativa de Deus sobre o Ser racional criado) estamos AGINDO; a virtude correspondente é a prudência, virtude intelectual e ao mesmo tempo moral, porque é ela que julga com retidão quais os meios oportunos para atingirmos a nossa meta suprema.

As Virtudes morais ou cardeais.
As virtudes morais têm finalidade estritamente prática, pois regem o comportamento do homem para que cumprindo os seus deveres de estado, cheque ao seu Fim Supremo. Assim desde os tempos de Platão distinguem-se quatro virtudes morais ou cardeais: prudência, justiça, temperança e fortaleza. Vejamos como se definem.
Antes do mais, nossa inteligência tem que ser iluminada (a própria inteligência é luz) para escolher os meios adequados que levam à meta moral proposta, é o que faz a virtude da prudência.
Assim, ao caminharmos em demanda morais na consecução de nossos objetivos e metas na Vida, acabamos sofrendo influências que dela podemos nos afastar.

1) A influência do prazer que fascina o apetite concupiscente (os nosso desejos espontâneos da carne) exige a temperança, que neutraliza os atrativos desregrados.
2) A fuga do difícil e árduo, trabalhoso e exigente, nos exige a virtude da fortaleza que nos faz superar a preguiça.
3) Da temperança se derivam a castidade, a sobriedade, a modéstia, ao passo que da fortaleza procedem outras virtudes como a paciência, a perseverança, a coragem.
4) Acontece, porém que o homem não esta só, e não podemos chegar a nossa meta moral sem o auxilio dos outros, e essa relação com o próximo são regidas pela virtude da justiça. É esta que indica os deveres para com a família, a sociedade, a profissão e a pátria. A justiça é a virtude que dá a cada um, o que lhe é devido.
5) No entanto na virtude do dar a cada um o que é devido, o primeiro ser a quem devemos justiça é para com Deus que é o Ser para quem temos deveres em grau eminente, donde deriva da justiça para com ELE a virtude da religião. Podemos mesmo dizer que a virtude da religião é a primeira virtude da vida moral. Tender ao Bem, pois Deus é o Bem Absoluto, ou seja, Amar a Deus sobre todas as coisas é a primeira ação de justiça. Daí podermos afirmar sem erro, que a Ética, mesmo no plano da Filosofia, não pode escapar de ser Ética Religiosa, em busca da Moral Revelada.
6) Todas as virtudes se constituem em um todo orgânico onde o progresso em uma virtude facilita o progresso em outra.
7) Em todo ser humano, após a perda da inocência original, existem germens de virtudes e vícios. Desenvolvem-se na medida do cultivo que deles fazemos. As virtudes e os vícios se tornam adquiridos pela repetição de nossos atos.
8) Já Aristóteles dizia que as virtudes estão no meio, isto é, se situam entre o exagero de um lado e a insuficiência do outro; assim a fortaleza se coloca entre a temeridade ou afoitisse (exagero) e a covardia (insuficiência). A temperança situa-se entre a gula (excesso) e o descaso da saúde (insuficiência de manutenção). Isto, diz o texto base, não implica que as virtudes impliquem em mediocridade, está no meio se considerado o objeto, mas não estão no meio da parte do sujeito. O homem reto deve procurar cada vez mais e radicalmente (com perfeição crescente) as virtudes.
9) As virtudes cardiais têm ampla aplicação na vida de uma pessoa iluminada pela retidão, aplicação que a teologia desvenda melhor que a Filosofia.
10) A retidão nos indica a necessidade de estudarmos o Mérito e a Responsabilidade individual. São mais dois aspectos do comportamento virtuoso ou vicioso do homem. Que ainda veremos.

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jeudi 11 juin 2009

Os acessos não param. Que bom!



Mesmo sem termos postado nenhum novo texto na semana, os acessos continuam crescendo, o que nos incentiva a continuar. Do dia 5 to 11 de junho 161 novos acessos. O numero de cidades passou a 295, vindas de 42 países. Muito obrigado a todos que retornaram e que nos leram pela primeira vez.


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vendredi 5 juin 2009




Começamos o mês de Junho com:
3959 visitas, vindas de 276 cidades e 39 países, quase 6000 páginas lidas.
Eu tenho dois livros editados, um resultado de primeiro lugar em concurso de contos, esse não teve duzentos leitores, e outro de 200 páginas sobre sexualidade e moralidade , cujo exemplar disponível na Biblioteca Pública de minha cidade jamais foi consultado por alguém. A Internet levou meus simples textos a quase 4000 leitores ( IP de maquina), com uma taxa de retorno de 40%, isso sem apelar para a imoralidade, a venda de produtos, a crítica pessoal ou sensacionalismo. O numero comprova que há espaço na Internet para a manifestação responsável do pensamento.
Para mim a experiência é mais do que válida e comprova alguma curiosidade do leitor.
Meu muito obrigado pelas visitas.

Entraremos agora nas teorias da Personalidade.

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mardi 2 juin 2009

A Consciência.

A Consciência Segundo o Dicionário de Humberto Porto.
“Sentimento interior que impele cada um a ter um julgamento de valor sobre os seus atos livres. A consciência moral é inata, entendida como voz interior; instinto divino. A consciência não esta desvinculada da lei moral, mas é por ela constantemente iluminada. Sendo instinto divino, dom humano exclusivo esta sempre empenhada em descobrir e identificar o apelo de Deus que a restitui ao amor para com Ele, e para com os irmãos. A Consciência quando desabrochou na fonte da palavra de Deus torna-se consciência verdadeiramente livre, é dom que leva ao dialogo com Deus na ordem da criação. Esta consciência desabrochada e iluminada desse modo torna-se o critério último do comportamento e é o caminho de encontro com a verdade”.
Bem, posto isso, devemos lembrar o leitor que a Filosofia separa atos do homem de atos humanos. Os primeiros são os atos do homem enquanto animal, atos comuns ao homem e aos outros seres vivos. Os segundos são atos que diferem os homens dos animais, atos que nenhum animal é capaz de expressar e que, portanto são característicos e emblemáticos da condição de ser HUMANO.
Com esse lembrete já podemos continuar.
Distinguimos entre consciência psicológica e a consciência moral (nos dirá um bom curso de Filosofia Tomista).
A consciência psicológica é a faculdade pela qual conhecemos nossos próprios sentimentos e atos; sabemos então que estamos sentindo ou fazendo alguma coisa. A consciência psicológica é a presença do sujeito a si mesmo.
A consciência moral é a faculdade pela qual conhecemos o modo como se relacionam nossos sentimentos e atos com a moral (conjuntos de valores que inibem ou autorizam nossas ações). A faculdade que responde se nossos atos estão de acordo com o fim supremo da vida humana é a consciência moral.
A consciência moral consiste em um julgamento pratico proferido pela inteligência sobre a honestidade e desonestidade de cada um de nossos atos; é um testemunho que proferido no intimo da cada pessoa distingue entre o bem e o mau moral e tende a levar cada qual a evitar o mal e praticar o bem. Todo homem por mais primitivo e rude que possa ser (que, portanto possa ser chamado de humano) possui uma consciência moral, como possui uma consciência psicológica.
O testemunho da consciência pode ser anterior a determinado ato; então é testemunho que manda ou proíbe; tal é a consciência antecedente. Pode ser também posterior a tal ato: é então testemunho que aprova ou desaprova; tem-se assim a consciência moral conseqüente ou posterior.
A consciência moral não é algo que o homem cria ou suscita dentro de si. É algo de congênito, como a razão e outras habilidades intelectuais que são inerentes ao ser humano, que começam a falar desde que a criança chegue ao uso da razão. Por isso se diz, na teologia que é a voz de Deus no intimo de cada individuo, ou melhor, é prolongação da Lei eterna ou do amor ao bem que existe em Deus desde toda a eternidade (ordenado tudo) e que, a semelhança de um raio de luz, vem atingir cada ser humano a fim do os orientar na vida sobre a Terra como nos explica São Boa Ventura: “A consciência é como o arauto ou o mensageiro de Deus, o que ela dita não a dita por si mesmo, por direito próprio, mas manda em nome de Deus (pois é o elo permanente do homem com a Lei eterna) à semelhança de um arauto que promulga o edito do rei; assim é que a consciência tem o poder de ligar” (In II Sente. Dist. XXXIX a 1, qu.1).
Todos os povos, mesmo os mais primitivos reconhecem a existência da consciência moral como inerente da natureza humana. “A filosofia Greco romana desenvolveu a noção: Olvídio chamava-a de Deus em Nós; Sêneca identificava-a com “Deus junto de ti, contigo, em ti”; e acrescentava:” Em nós habita um espírito santo que observa o bem e o mal” (Cartas a Lucílio) (EME).
O principio que a consciência incute ao homem e que é evidente por si mesmo soa como: Pratica o bem e evita o mal.
A consciência moral é dom da alma humana, como o uso da fala e da razão. A consciência moral é imutável como imutável é a natureza humana. A Imutabilidade da consciência deriva do fato de não ser ele nada mais do que um reflexo da santidade de Deus; é o Deus santo que chama o homem a imitá-lo. Assim como Deus não sofre alteração por ser a própria e infinita perfeição, assim também sua voz espontânea em nós não conhece mudanças. Esse ditame interior no homem se forma espontaneamente indicando-lhe normas para a consecução do seu FIM ULTIMO, seu fim supremo, indicando-lhe, portanto, o caminho para o desenvolvimento moral de toda a sua personalidade em ordem da sobrevivência espiritual de sua alma.
A liberdade humana repousa na segurança e estabilidade dessa lei espontânea da consciência moral. Leis invisíveis nos permitem a herança racional, a herança da habilidade da comunicação pela fala, pela musica, pelo uso da razão. Leis invisíveis fazem o homem gerar filhos humanos. É possível quebrar essas leis, e os homens podem nascer alterados, sua razão alterada, sua fala alterada, sua moral alterada, sempre por perda e deformações. O diabo (o mal) nos diz a teologia, quis libertar-se das leis do Bem, e se proclamou tão perfeito como Deus, igual a Deus, capaz de fazer as próprias leis libertas do Bem, ou seja, libertas de Deus, e disse, sou como Ele.
Muitos têm seguido esse caminho de negar a consciência moral. Sartre por exemplo: “não há mais nada no céu: nem bem nem mal, nem alguém para me dar ordens. Pois sou um homem, um Júpiter (um deus) e cada homem deve inventar o seu caminho” (Les Mouches).
Todavia no dizer de São Paulo: Negando o Bem o homem se apega ao Mal, e nele vive. A escolha é nossa, viver na lucidez moral, ou na...


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lundi 1 juin 2009

Terminamos o mês de Maio com este patamar de leitores


Não esqueça, clique sobre a imagem ela cresce para você curtir. Houve um grande decrescimo no número de leitores no mês de Maio.
O nosso desempenho também caiu muito. De qualquer modo o G 23 agradece aos leitores.
Curiosidade: O Gooogle Analytics permitiu saber que o Governador Requião acessou nosso Blog ( uma unica vez) desde a cidade de Salta na Argentina. ( o que mostra a precisão do Google).

mardi 26 mai 2009

A negação da Consciência.

A negação da consciência pelo materialismo behaviorista.

O que é a consciência? Podemos responder a questão de duas maneiras: pela negação e pela afirmação. Por exemplo, perder a consciência = se tornar inconsciente. Ser inconsciente do perigo, dos deveres, dos valores e das percepções mais ou menos claras dos fenômenos que nos informam a respeito de nossa própria existência. Um homem sem consciência é um homem sem sentimento de dever, sem moralidade.
Positivamente podemos dizer que consciência é o conhecimento de si mesmo; noção do que se passa em nós; sentimento de dever; conhecimento moral; ser consciente. Ora, mas consciente, é sinônimo de estar ciente, conhecer a noção de uma coisa; saber o que se faz; fazer com conseqüência.
Não parece difícil perceber o que significam termos como perder a consciência, estar consciente de suas responsabilidades, ter consciência de seus deveres, atos e ações. Ter liberdade de consciência. Ou seja, a Consciência humana esta ligada indissoluvelmente aos valores do homem, ser consciente é ser moral. Viver conscientemente significa viver segundo regras de uma estrita probidade.
Você então dirá: mas aonde você quer chegar? Quero chegar a denuncia básica de todo o nosso argumento iniciado no primeiro texto desse Blog, a negação da consciência não é um argumento cientifico, é um argumento teológico que retira do campo da investigação a MORAL.
Se você entendeu a frase final do ultimo texto, viu que J. B. Watson negava a utilidade da consciência como um meio de investigação e também como principio explicativo. Ora Watson usou o que para chegar a essa conclusão, sua inconsciência, ou sua consciência, seu conhecimento e probidade?
O que causou maior revolta em seu tempo foi à rejeição da metodologia da consciência. Para os Behavioristas a consciência leva à introspecção cujo objeto ficaria limitado a consciência do psicólogo que correria o “perigo” de projetar seus estados de consciência sobre outro individuo. Então Watson rejeita o dualismo mente corpo e o substituiu pelo dualismo organismo meio. Ora, se você acompanhou os outros textos pode observar que isso significa: emtender o Verbo, como ação cega e sem intencionalidade, ou seja, "Ação" puramente material, uma práxis sem valores apriori. Com isso, não há a noção de um Verbo enquanto Deus, que tem Ação intencional e finalidade para a criação e limites para a sua Ação, e cria o mundo segundo uma responsabilidade, portanto uma moralidade. Quando chamamos Deus de Bom, não criamos limites para a ação de Deus, mas reconhecemos que Deus, por si mesmo, não se confunde com o Mal, ou seja, Deus é Ser Moral. A consciência humana é um lampejo da consciência divina, é semelhança e pálida imagem do ser divino, e isso nos remete diretamente para uma psicologia no sentido clássico e etimológico, pois nos leva para um estudo espiritualizado da alma humana.
Melhor do que nós, André Tilquin enumera os cinco princípios da Ciência do Comportamento sobre as quais se assentam as idéias materialistas acima delineadas:
1) Adoção de um monismo materialista e por conseqüência de um determinismo puramente materialista (não há finalidade moral na ação da matéria).
2) Aceitação do dualismo biológico versus adaptação (organismo x meio o que conseqüentemente gera um comportamento consuetudinário, arbitrário e amoral)
3) Compreensão de que o funcionamento do sistema nervoso (base material) é determinante e tem função condutora dos demais sistemas
4) Concepção da psicologia como uma ciência pratica, formulando as leis de condução e as leis da condição de previsão
5) Principio da contigüidade entre o animal e o homem.

Watson com a clara finalidade de negar a existência da consciência ou do espírito (portanto negar a Deus), não pelo ódio a Deus, mas pelo ódio a Deus enquanto ser moral e determinante de uma Moral. Um deus energia, um deus luz, um deus matéria seria mais aceitável no seu século de céticos, por isso vai buscar em Darwin uma base da contigüidade animal homem, e a seleção natural das espécies, numa luta cega chamada organismo-meio, estímulo-resposta. O sistema nervoso, assim, nada mais faz do que coordenar os pontos extremos desse arco chamado estímulo resposta. Para Watson todo o comportamento complexo é um crescimento ou um desenvolvimento de respostas simples dentro desse arco previsível de estimulo resposta. Tal erro grosseiro, erro teológico, desenvolverá em Watson uma noção de “Onisciência” da educação desde que se tenha controle do meio. Diz ele: “dê-me uma dúzia de crianças sadias, bem constituídas, e a espécie de mundo que me é necessário para educá-las e eu me comprometo a torná-las, alguém, segundo a minha escolha (psicoterapeutas anotem mais esse traço de caráter de Watson). Portanto as diferenças que elas apresentarem entre si, para Watson, devem ser creditadas ao papel atribuído a educação (ora, mas como todos os seres vivos foram educados pelo meio ambiente amoral, a educação é controle dos estímulos do meio, mas de forma amoral, digo ainda, é soberba do homem que se julga capaz de moldar pela Educação e Analise do Comportamento o seu semelhante, mas teme, tem pavor, de que Deus, pela Moral, esteja moldando o seu próprio comportamento enquanto ser humano).
Para Watson falar e pensar são uma só coisa, sendo que o primeiro é um comportamento implícito e o segundo explicito, segundo ele um é observável, o outro não. Quanto às emoções Watson as reduz a três reações padrões hereditárias (o meio que se reproduz), sendo eles, ira, medo e amor. Qualquer outra “emoção” é adquirida.
Diz o cronista: “o behaviorismo nada mais fez do que aplicar as normas da doutrina positivista tais como foram elaboradas por Augusto Conte. Ater-se ao dado positivo; não considerar o que não possa ser observado publicamente, medido desnudado; abster-se de elaborar qualquer constructo (o que é então a Teoria do Comportamento conhecida com S-R?).
Antes dele, Pavlov e Conte já haviam proposto a extinção da Psicologia. Para Conte o estudo do homem enquanto individuo se reduzia à Biologia, e enquanto ser em “colônias” seria reduzido à Sociologia. Positivismo. Watson procedeu à uma castração do saber psicológico. Tudo que fosse incompatível foi eliminado.

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dimanche 24 mai 2009

Aviso aos navegantes.

Por motivo de saúde estou paralisando temporariamente esse Blog.

Esse Blog tem 99 textos, ou postagens, queira navegar no Blog lendo textos mais antigos. Um Blog é um livro invertido, sua apresentação e sua introdução são os textos mais antigos. Para acompanhar o raciocínio do autor é preciso ler dos mais antigos para os mais recentes.

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jeudi 21 mai 2009

Psicologia Animal?

Psicologia animal? O que é isso?
Vimos desde os primeiros textos que psique se traduz por alma, e anima também se traduz por alma. Ao pé da letra, uma psicologia animal se traduziria pelo estudo da alma da alma, uma vez que anima é a raiz de “animal”. Conceitos, ou corrupção dos conceitos?
Uma chapa de aço e um tanque de guerra, o que tem em comum? Ambos são feitos de uma liga metálica chamada aço, ou seja, sua base material é a mesma. Mas o que há de diferente entre uma chapa de aço e um tanque de guerra? A finalidade, o uso, a destinação. A liga chamada aço foi criada pelo homem e o tanque de guerra também, como finalidades diferentes, embora uma seja a base para a outra. A vida, no entanto, não foi criada pelo homem, todavia, se admitirmos que houvesse um desejo na criação da vida, e, portanto uma finalidade, e também, por parte do Criador um desejo e uma finalidade na criação do homem, podemos dizer que as duas criações têm a mesma base material, mas finalidades muito distintas. Assim um estudo da vida dos seres dotados de sensibilidade, e um estudo dos seres dotados de consciência de si e de Deus, são duas coisas absolutamente distintas, embora a base material de ambas seja a mesma.
Assim, o termo Psicologia animal, torna-se absolutamente inadequado, em se tratando da alma humana.
A Psicologia humana, criteriosamente é uma sistematização da Moral, que o pensamento materialista (os estudiosos da chapa de aço) transformou em comportamento, behaviorismo, ou seja, um estudo do comportamento da mesma base material do homem e dos animais.
Em 1907, John Broadus Watson realiza seu sonho de montar um laboratório de “psicologia animal”. Preferia trabalhar com animais do que com Humanos, nos diz um cronista (se você é psicoterapeuta anote esse primeiro traço de caráter). Sentia que a experimentação animal era mais objetiva e o fazia sentir-se mais perto da biologia, entendida por ele como ciência, e o Afastava de uma Metafísica. Animais não relatam seu complexo passado, nem são capazes de previsão do futuro, nem transformam como suas idéias o “Ambiente Terapêutico” a cada nova seção.
Começava Watson, nos diz o cronista, sua fuga da psicologia introspectiva e do “subjetivismo”.
Ele não estava sozinho nessa fuga da “Espiritualidade Humana” e da transcendência de sua existência. Dez anos antes dele, nos diz um excepcional cronista, Jacques Loeb transporta da botânica para o estudo dos animais a noção do tropismo e do foto tropismo, segundo a qual um animal é uma “maquina” química, movida pela ação de forças exteriores, em busca de um equilíbrio.
Hebert Spencer, que está enterrado ao lado de Marx, desenvolvia uma serie de estudos que o levavam a afirmar, em uma base materialista, que o homem se comporta em termos de ensaio e erro.
Jennings, apesar de ser teoricamente ao oposto de Loeb, desenvolveu-se inteiramente no campo animal (base material da vida), e é a ele que Watson deve o seu conceito de behavior e o seu significado.
Dizia Jennings: Estudar o behavior é libertar-se de toda e qualquer referencia ao psíquico e ater-se exclusivamente ao que é objetivo.
No laboratório Fundado por Willian James, Thorndike havia inventado em 1897 o procedimento do labirinto, e a convite de Carttel organiza na Universidade de Columbia o “Laboratório de “Psicologia Animal”. Dão inicio ao estudo da aprendizagem (da base material do ser humano).
Em seguida, Robert Yerkis associa o procedimento do labirinto ao procedimento do reflexo condicionado. Mas e o elo perdido? O salto qualitativo da vida sensitiva para a vida racional? Os materialistas vão encontrar uma base ideológica no pensamento de Darwin, que do simples para o complexo garantia uma “ evolução teórica não comprovada” da continuidade do reino animal. Ainda hoje, alguém se pergunta, porque só o homem, escreve, relata o passado, prevê as conseqüências de suas ações, viaja dentro de si, e fora de si, e transforma tão radicalmente o meio onde vive?
Todavia o próprio emprego da palavra comportamento (behavior) não era novidade nos diz o cronista: Thomas Henry Huxley já o havia popularizado (nos meios ditos científicos). Pierre Janet o utilizou dez anos antes de Watson na Europa, e Jennings o haviam utilizado nos EUA.
Curioso é que o próprio Watson em artigo de 1913 vai confessar surpreso por encontrar no livro do psicólogo americano Pyllsbury a “psicologia” definida como ciência do Comportamento” ( Science of Behavior). Mais curioso é que no mesmo número da revista que publica esse artigo de Watson ( The Psycological Reviw Volume XX, numero 4, de 1934) Jean James Angel, publica aquela afirmação já exposta em artigo anterior a esse de que: “ presenciamos o funeral do termo alma como integrante do vocabulário psicológico... “O termo consciência parece ser a próxima vitima marcada para a morte e como um substituído de seu prestigio abalado encontraremos o termo Behavior.”
Esta previsão de Angel nos diz o cronista, sendo ele um funcionalista, não significava o desaparecimento dos fenômenos conscientes, mas, vejam a esperteza, uma substituição dos termos consciência e alma, para algo de maior “utilidade”, tal qual “comportamento”.
A “psicologia animal” e a ciência da consciência são como assinala o próprio Watson inteiramente estranhas uma a outra. Diz ele: “Devemos admitir com franqueza que os fatos que temos podido estudar recolhidos de um estudo extenso dos sentidos dos animais pelo método da observação do comportamento, contribuíram apenas de uma maneira fragmentaria (e indireta) para a teoria geral dos processos dos órgãos sensoriais humanos; e que eles nem sequer sugeriram novos procedimentos de investigação da PISICOLOGIA HUMANA” (Watson: A introduction to comparative Psycology. NY; Holt, 1924)
Em Junho de 1913 Watson publica um artigo que diz: A Psicologia experimental é um ramo puramente objetivo da ciência Natural. Seu objetivo é a predição e controle do comportamento. Não faz uso da introspecção, nem a considera valida. Watson negava a sua consciência. Pois dizia: “A consciência é considerada estéril como um meio de investigação”. O que usou Watson?

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mercredi 13 mai 2009

Duas Faces.

Duas faces, dois senhores e uma só condenação.
Diz o cronista: É, pois em função de uma tomada de posição tática que Pierre Janet parte da ação exterior para construir uma psicologia. Os cartesianos, depois de afirmarem uma consciência como pontos de partida absolutos passaram a ação. Janet propõe o caminho inverso: partir da ação e chegar à consciência. A psicologia (segundo ele) ganharia uma maior positividade.
Vejam vocês que somos cristãos, que para cumprir currículo escolar, conquistar notas acadêmicas, nós somos obrigados a “hospedar” autores, e divulgá-los mesmo sendo eles verdadeiros inimigos da fé. Se fizermos isso inocentemente por falta de luzes, tudo bem, mas se fazemos por preguiça de enfrentá-los no seu “estatus”, já temos culpa por omissão.
Analise comigo esse texto de Pierre Janet, tirado de citação, que faz referencia a obra de Janet titulada “Os estágios do desenvolvimento psicológico”.
Veremos nesse texto que a aderência de Janet é episódica inconstante, digna de um senhor de duas caras, e escravo dois senhores (ideologias), passível, portanto de uma só condenação. () que estiver entre parêntesis é comentário de nossa responsabilidade.
Diz ele: “Eu não me espantaria se houvesse uma história da noção de espírito. A noção de espírito como todas as idéias desse mundo, como nós mesmos, é uma coisa passageira. (ora Deus é espiritual, portanto para Janet é uma idéia passageira, uma invenção do homem) Tudo começa em uma época e desaparece numa outra época. O espírito começou numa época da evolução da humanidade, depois o espírito cresceu, ele foi predominante na época de Descartes, depois ele diminuiu. Eu temo que chegue um dia em que o espírito deixará de existir... (Deus deixara de existir, pois é uma invenção do Homem). Se falará de outra coisa. Haverá outras maravilhas. Outras concepções de mundo, o Espírito desaparecerá (presunção humanista e positivista)... A noção de espírito e a noção de pensamento, contudo não são insignificantes. Um espírito é alguma coisa a mais que um rochedo ou uma trovoada. Um espírito é alguma coisa, mas o que? È caracterizado por um poder de ação infinitamente maior. Poder-se-ia dizer que todo o ser vivo tem trabalhado indefinidamente para conquistar o mundo, para conquistar o espaço e o tempo (Deus, ser espiritual, esta fora do espaço e do tempo, e não se confundo com o mundo, impossível de ser conquistado, é preferível negá-lo)... o poder se tornou desmesurado. Este poder é devido a que? Este poder é devido justamente à construção do espírito, do pensamento. Nessas condições não podemos conservar toda a nossa admiração pelo Espírito, conservar a esperança de o que foi criado não desaparecerá, ou será sempre possível”
A alma e a consciência vinham sendo sistematicamente negadas. O homem animal era o objeto da psicologia comportamental, esse homem sem “cabeça” (sem alma espiritual) vinha sendo claramente construído. Em Conte e Pavlov, vemos a decretação do fim da palavra Psicologia como estudo da alma, era preciso cunhar nova palavra, comportamento para o estudo da ação humana, e sociologia para o estudo das relações da ação humana como o meio ativo relacional e social. Nada que falasse em alma. B. Minkovwski tenta defender Janet atribuindo-lhe apenas uma estratégia, para conduzir de volta a psicologia ao estudo da consciência, mas se Janet o faz o faz sempre com dubiedade. Mais claro ainda poderíamos ler em Jean James Angell; Diz ele: Há dois anos, na reunião desta associação (American Psychological Association), presenciamos o funeral do termo alma como integrante do vocabulário psicológico... O termo consciência parece ser a próxima vitima marcada para a morte e como um dos substitutos ao seu prestigio abalado encontraremos o termo “behavior”. Ora nessa reunião que Angell faz referencia (diz o cronista) ele havia dito que, para os propósitos atuais da psicologia, era bem possível que o termo Consciência caísse em desuso, tal como estava ocorrendo com o termo alma, ocorreria uma substituição “positiva” do termo consciência e alma por um termo de maior utilidade como comportamento.
Tudo isso tem um claro objetivo, destruir a fonte de uma moralidade cristã, posto que para o cristianismo a moralidade origina-se em Deus, e esta inscrita no coração dos homens, como lei lógica de discriminação entre o Bem e o Mal. Ora se não existe essa fonte e essa possibilidade, existe o comportamento e o valor sociológico consuetudinário (fruto do ensaio e erro da sociedade). Todo esse palavreado pretensamente cientifica positivo e definível, esconde essa estratégia clara. A morte conceitual de Deus, e da Alma Humana.
Para Pierre Janet e outros que ainda veremos, “A linguagem não é outra coisa que o tratado elementar da psicologia (confundida com sociologia); elas não contem senão a serie de operações psicológicas que se admitem, e que se empresta a seu vizinho. O melhor tratado de psicologia seria um dicionário. Tome, portanto um simples dicionário e divirta-se a marcar a serie de verbos indicados neste dicionário (verbo como práxis). Ele lhe fornecerá todas as operações da psicologia tais como o homem do Povo as compreende (presunção) (Em “Evolução psicologia da personalidade, Pierre Janet”).
Para terminar nos diz o cronista: A Psicologia da conduta de Janet transforma-se, pois, numa fenomenologia da conduta. Nada existe a não serem ações articuladas em condutas e que estas são constitutivas das noções psicológicas.
Mais claro do que isto é impossível. Estamos diante de uma escolha, ou abandonamos a profissão de psicólogos (estudiosos da alma espiritual humana) e, portanto da condição de cristãos, ou mergulhamos, no dito pensamento revolucionário, ou seja, a inversão, que atribui “intencionalidade cega a Ação” e nega o Verbo, a Ação divina dotada de inteligência e Vontade, portanto de querer consciente e finalidade sobre a vida humana. Temos que enfrentar essa QUESTÃO é invenção de Deus, ou somos os inventores de Deus? A segunda questão me parece ilógica destituída de bom senso, e fruto de um orgulho sem igual.
Para terminar: “A “psicologia” animal e a ciência da consciência, são como assinala o próprio Watson, inconciliáveis nada tendo a ver uma com a outra”.
Somos psicólogos, ou não?



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dimanche 10 mai 2009

Situação de nosso Blog hoje, 10 de maio de 2009.



















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Restrição à Metafisica em Pierre Janet.

A noção de comportamento como restrição à Metafísica em Pierre Janet.

Diz o cronista sempre muito inteligente: “A noção de comportamento apareceu como uma ação restritiva, designativa dos aspectos manifestos da ação humana e animal, tendo como objetivo impedir ao investigador voltar à temida Metafísica”. Surge, portanto a noção de comportamento, no seu caráter restritivo, como uma metodologia positivista.
Pierre Janet, francês, como a grande maioria em seu tempo, entre os europeus de língua latina, era homem religioso de profissão católica.
Podemos dizer que o interesse científico inicial de Janet era restrito as ciências naturais. Logo, como temos tentado demonstrar aqui, enquanto homem de ciência teve de enfrentar o conflito surgido entre as exigências da ciência do século e o seu espírito de homem religioso. Como muito dos cientistas mais competentes de seu tempo intuiu que através da Filosofia poderia estabelecer uma conciliação entre a “razão e o fato”. Assim Pierre Janet voltou-se para a Filosofia. Estudou fisiologia na Sorbonne com Daster e sem abandonar a Filosofia ingressou na Escola de Medicina. Em sua época a escola de Cousin, tinha a psicologia como ponto de partida da filosofia, e foi esse o caminho e a orientação de Janet.
Em “A History of psychology in autobiography” de 1930, poderemos ler de Janet as seguintes afirmações: Meu sonho de uma filosofia ao mesmo tempo científica e religiosa conduzia muito naturalmente a um estudo da psicologia, que deveria resultar num futuro distante, na metafísica desejada. "Assim espero satisfazer minhas convicções religiosas e meu gosto pelas ciências naturais, pela observação precisa, pela classificação e pela critica”.
Em 1889 Janet publica uma tese; “ L Automatisme psychologique, cujo sucesso lhe permite estudar com Charcot em Paris. Anos depois, resultado desse estagio com Charcot, Janet publica sua tese de doutorado em medicina em 1893 “L´Etat mental dês Hystériques”.
Diz o cronista que já nas primeiras paginas da obra Os Automatismos Psicológicos, Janet já define como objetivo da Psicologia o Comportamento: O objetivo da psicologia é compreender a conduta dos homens.
Numa publicação de 1951, no Boletim da Sociedade Francesa de Filosofia, Janet teria dito: A Psicologia deveria ser objetiva no sentido de que deveria ocupar-se do que se vê; ações, movimentos, atitudes do sujeito e ainda suas palavras e sua maneira de falar; e no sentido de que, em conseqüência, todos os fatos psicológicos possam ser exprimíveis na linguagem de fatos exteriores... ( ...) pois a psicologia não é outra coisa senão a ciência das ações exteriores do homem” Vejam que jamais li este texto de Janet, o que me espanta todavia, é que ele nega, se assim for a intencionalidade do Verbo, caído no mesmo erro do Marxismo, ou seja, a consciência e o pensamento não é senão a reprodução e a combinação dessas ações exteriores sob formas reduzidas e particulares. Se ele como católico respeitasse a Intencionalidade do Verbo, a consciência e o pensamento, refletem em semelhança e imagem a consciência ( Luz divina) do Verbo. Pra você não fazer confusão, o Verbo, é a palavra que expressa ação ( práxis), porém como nos diz a Sagrada Escritura, no Inicio era o Verbo, e o Verbo teve intenção na Criação, não era a ação determinando, mas a Vontade e Inteligência de Deus, determinando.
Janet, todavia faz questão de assinalar que não se trata de negar a consciência, pois ela existe, mas de considerá-la como uma conduta, como uma complicação do ato que se acrescenta as Condutas elementares (ele dirá em L´Angoise à l´Extase): “É preciso nessa psicologia do ato (da ação) deixar um lugar para a consciência que poderemos a rigor suprimir quando tratamos de animais inferiores (sem alma), mas que não podemos desconhecer em se tratando de homens”.
A psicologia em Janet torna-se posição reducionista, diz ele: “É preciso em psicologia renunciar às pretensões anatômicas e psicológicas (veja a contradição) e se limitar humildemente a ser psicólogo falando sempre a linguagem da conduta e da ação”.
Todavia Janet propõe algo muito diferente do que Watson ainda proporá. Ele diz em “Les estudes de l´evolution psychoilogique”... “Esta psicologia do comportamento não leva em conta senão os atos elementares, ela estuda os atos dos animais inferiores, as reações e excitações cutâneas, visuais, etc. Creio que é preciso ir adiante. A psicologia do comportamento deve transformar-se em psicologia da conduta, ela deve estudar não o comportamento de animais inferiores, mas a conduta de homens superiores”.
Janet debate-se entre suas convicções: “ O fato psíquico é a conduta do ser vivente , conduta exterior, não interior. É o conjunto dos movimentos, das reações, das palavras, de tudo que ele possa fazer que possa ser perceptível, que saia de seu organismo, que atinja os objetos exteriores. Esta definição de fato psíquico, é a conduta exterior de um ser vivente (veja o mau uso da palavra psíquico abortada no seu conceito intrínseco de alma, onde o ser vivente tem conduta exterior, tem psicologia, o que é falso)... continua sempre valida, seja qual for à idéia que se faça de consciência. Admita-se que haja uma consciência, admita-se que não haja, nada se altera: o fato psíquico é sempre a conduta exterior do ser” vivente”.( La evolution psychologique de La personalité.)
Assim diz o cronista que Janet define a psicologia como sendo o estudo da relação ativa do homem com seu meio exterior, através de relações de afastamento e de aproximação. Nesta afirmação esta claramente negada a Moralidade do Homem, a lei inscrita por Deus no Coração Humano, que o torna humano. Assim em textos posteriores Janet novamente vai demonstrar as suas contradições reducionistas: Dirá: “Haverá a possibilidade de duas psicologias diferentes: Uma psicologia pratica que teria por objetivo conhecer o Coração dos Homens (e sua Lei); e uma psicologia científica que desprezando a anterior, se ocuparia apenas das leis gerais das relações abstratas entre as ações humanas”
“De fato, há uma psicologia da moral, como há uma psicologia da religião, como há uma psicologia da lógica, e uma psicologia dos psicólogos” (Pierre Janet).

Pierre Janet quis servir a dois senhores.




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samedi 9 mai 2009

Estranhas luzes.

Estranhas luzes.
Em respeito às poucas pessoas que lêem e meditam os nossos textos, devo dizer que, embora já estejamos superando os quatro mil leitores, a taxa de rejeição é altíssima, superando 80%. Sabemos disto porque o Google Analytcs considera o tempo de permanência no Blog, cruzado com o número de páginas abertas, que quando é muito curto em relação ao tempo médio necessário para sua leitura, torna-se um demonstrativo que nada foi lido e que o texto ou pagina foi rejeitado.
Posto isso, podemos continuar nosso trabalho em respeito aos 19% que nos lêem.
No ultimo texto pudemos ver que aquilo que chamamos realidade, na verdade é um Nano Mundo. Todo o drama existencial da humanidade tem como palco uma poeirinha cósmica, a Terra, que orbita em torno de uma ínfima fonte energética, o Sol, luz minúscula no palco cósmico. Seria impossível ao homem, enquanto individuo, parcela ainda menor nesse contexto cósmico, encontrar a Deus, ou intuí-lo, não fosse a vontade manifesta de Deus de revelar-se ao homem em seus insondáveis Mistérios. O Mistério da Encarnação do Verbo, e da objetividade do Verbo feito Carne, no meio de nós é uma chave racional e explicativa insuperável. Obra filosófica tão perfeita e profunda que só pode nos indicar a clarividência divina.
Você deve ter notado que todos os nossos Blogs ficaram, digamos, parados por umas duas semanas. Deveu-se essa parada a motivos de saúde. Tenho enfrentado episódios dolorosos de tal monta que fico impedido de concentrar-me, mover-me, levantar-me ou escrever. Dores muito fortes nos dão a impressão de que o ego se dissolve, e quando se tornam insuportáveis, por um mecanismo fisiológico de defesa nos rouba a consciência e nos torna inconscientes (como num desmaio) de modo a podermos suportar a vida que nos resta. Mas se assim é com a consciência, a sensibilidade parece libertar-se e em conseqüência experimentamos estranhas luzes, algumas de tal natureza que se tornam indescritíveis, inenarráveis e passam a formar parte do patrimônio espiritual de cada um de nós, elas se apresentam como um contacto com a morte de nossos limites individuais, uma síntese individual e uma abertura para o eterno, e outras, algo mais simples, embora também algo estranha e que pode ser narrada, como essa que passo a contar.
“Deixei os olhos correr pelas luzes da vidraça em busca de um consolo exterior para o corpo prostrado e dolorido. Foi quando vi o casal de sabiás nas piruetas e manobras acrobáticas, vôos rápidos e temerários por entre galhos e flores executando os alegres e ruidosos jogos do acasalamento. Percebi que eles não temem a vida, muito menos a morte. Vivem. Demorei-me alguns instantes a observá-los com os cantos dos olhos ate perceber que não estavam sós. Havia nas árvores talvez milhares de pássaros ruidosos, rápidos, leves, graciosos. Certamente também adoecem e sentem dor. Não há hospitais para pássaros, nem cemitérios, há pelo contrario uma aceitação incondicional da vida completa com suas dores e prazeres. Vê aquele pássaro- diz a Sagrada Escritura- e aquele lírio do campo e aqueles homens- não lhes cairá um só fio de cabelo sem que Deus não o permita. Não há entre os pássaros, pelo menos aparentemente os mercenários da saúde, da dor, do medo, da justiça, da espiritualidade, pois certo, eles não são homens, nem filhos do Homem, mas são seres vivos, tão dependentes de Deus como os Homens. Pulgas e percevejos também adoecem, e ate os vírus em sua curta existência também haverão de adoecer, todavia o fazem sem desespero, sem se vender, sem barganhar com Deus as suas almas, posto que não as tenha. Assim não tem sido entre nós. O medo do sofrimento e o temor pânico da morte têm escravizado os homens, não diante de Deus, mas diante de outros homens, diante de verdadeiros vampiros de nossas vidas, onde se nos apresentam como intercessores, mediadores, mercenários da espiritualidade, da justiça, da saúde, da dor, do sucesso e do fracasso de cada um de nós. Sim assim tem sido como uma realidade de um concretismo assustador, posto que também eles sejam escravos da própria presunção caindo também eles (os intercessores) vitimas do espírito mercenário e comercial tão logo lhes chegue à idade, lhes falte à saúde e as luzes de um saber efêmero como tudo o mais. Homens, esses Pequeninos seres falsos e mentirosos, que tendo comido do fruto proibido da Ciência do Bem e do Mal, perderam a inocência original, o paraíso da harmonia cósmica, o contacto com o amor puro de Deus, onde como pássaros, voavam dentro de seus limites naturais sem queixa ou presunção, sem querer ser mais, ou menos, voando o vôo que lhes cabem, alimentando-se e dando-se em alimento, sem hospitais, cemitérios ou cidades de mortos-vivos. Mas se a vida passa, também passa a dor física, fica possivelmente a dor moral, a dor de ter sido cruel, mercenário e homicida, porque não dizer, covarde. O Filho do Homem nos ensinou que a morte foi vencida e a Vida ressuscita, mesmo assim, teimamos em quebrar os limites de nosso vôo natural, os limites da moral, da regra de ouro da vida, que a garante torna segura e a mantém... E queremos comparar à saúde, a vida, a felicidade, a eternidade aos mercenários da mentira. Basta aceitar a dor e a morte para que a alma recupere no perene o transcendente, no pequeno o imenso. Herança se deve aos herdeiros, não aos mercenários. Herança seja ela qual for patrimônio material ou espiritual, se deve aos herdeiros, as ovelhas do seu redil, herança se transmite aos que reconhecem a sua voz e que pertencem ao seu aprisco, mas para se deixar herança é preciso morrer a cada dia um pouco, no sacrifício de si, no sacrifício despretensiosos e confiante de si, sem nenhum ato comercial, pois o comercio é o transverter da guerra em comércio, do tomar pela força das armas, substituído pelo tomar aos outros pela força do mercenário (das almas) e de suas ilusões. A espada ou o ouvir o amor?”



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lundi 27 avril 2009

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dimanche 26 avril 2009

A descoberta do Nano Mundo e o mistério da vida.

A descoberta do Nano Mundo e o Mistério da Vida.
Quero pedir que você ponha um pouco de atenção no texto, ele não é um texto fácil.
A primeira coisa que sempre esquecemos é que Deus é um ser vivo. O maior ser vivo possível. Embora, se nos apresente como três pessoas divinas, Deus, diferentemente dos outros seres vivos não tem a necessidade de reproduzir-se. O Cristianismo nos ensina que Deus Pai está fora do tempo e do espaço, não se confunde com a sua obra, e é, entre todos os seres, o único eterno, ou seja, não teve começo e não terá fim. Se Deus é um ser vivo que não necessita de reproduzir-se, como Ele comunica a vida? Diz Jesus Cristo: Deus é Vida. A Comunicação da Vida é um mistério insuperado. Isso nos aponta para uma Metafísica, algo que vá além da física, que anteveja, preveja, ilumine, intua o que esta fora do tempo e do espaço.
Nano, é palavra radical de nanico, nanismo, portanto nos fala de coisas muito pequenas. Em matemática, sob o símbolo N, indica a divisão de qualquer grandeza por 10 a nona potência. É obvio que se dividirmos um centímetro por 10 a nona potencia estaremos falado de medidas ínfimas. Um mundo de coisas muito pequenas. O Mundo Nano.
No Brasil, quando alguém jocosamente que chamar a outrem de insignificante usa a expressão: você não passa de um chato de chato. Chato é aquele pequenino inseto que infestas pessoas pouco asseadas nos pelos do púbis (pentelhos). Certo é que entre o homem e o pequeno inseto a escala é enorme, e entre o inseto e o seu chato, ou seja, outro ínfimo inseto que povoasse os pelos do chato, também a escala será de grandeza considerável. Pois esse segundo “bichinho” poderá ser hospedeiro de um numero bem considerável de vírus, que é também, um ser vivo não classificável como planta ou animal, mas que se reproduz, torna-se mutante, e é muito, mas muito pequeno. Teria ele também seus parasitas? Seria ele o menor dos seres vivos conhecidos?
Divisão por divisão, muitos séculos atrás, na Grécia, pelo uso do simples raciocínio, um filosofo, julgou que dividindo as coisas milhões de vezes, haveríamos de encontrar uma parcela, não mais divisível, e a chamou a-tomo, (átomo), ou seja, algo não divisível. Hoje se sabe matematicamente (pois um átomo é um modelo teórico nunca visto) que o átomo também seria composto de elétrons, prótons e nêutrons, partículas eletricamente carregadas. Seria ele o (modelo) indivisível do velho filosofo grego?
Para se ter uma idéia em (1 mm) poder-se-ia alinhar de 2 a 10 milhões de átomos. Para a Química o átomo é menor partícula de um elemento químico que se pode combinar. Portanto os átomos são formadores das substâncias simples, dos elementos, e os elementos, que são bem poucos, são os formadores de tudo o que existe no Universo conhecido. Como os elementos compõem seres vivos, como os seres vivos ganham sensibilidade, e consciência de si, e como os seres vivos conscientes de si ganham consciência de Deus, é um mistério insuperado.
A Bíblia nos conta que Deus era o Verbo. O Verbo é a palavra que expressa ação, mas não a ação por si mesma, cega... Mas a Bíblia nos diz também que O Verbo “queria”, portanto tinha intencionalidade, e isto significa dizer que o Verbo era consciente de Si, e dotado de Inteligência e Vontade. O Verbo quis. Mas se o Verbo (Deus) não se reproduz enquanto ser vivo, ele comunica a Vida. Mantenha essa idéia por uns instantes.
O que é medir? Medir é a avaliação de uma grandeza por meio da comparação com uma grandeza da mesma espécie tomada como unidade. Mas no universo conhecido, basicamente temos medidas de Massa, tempo, energia, pressão, comprimento e espessura, superfície, volume, ângulo, etc. Falamos do mundo material, mensurável.
Mas Deus é ser espiritual, imensurável, incomensurável, infinito no sentido de que não teve começo e nem terá fim, e esta fora do tempo e do espaço, portanto fora do universo cósmico, por isso a ciência por temê-lo, nega-o sistematicamente, propondo descobertas que reneguem a sua existência. E nós, que ousadia temos, se estamos falando de algo invisível, imensurável, incomensurável, e não abrangente por ser infinito. Não nos parece loucura? Que unidade de medida nós faremos uso?
A resposta mais uma vez nos vem através das Sagradas Escrituras. Ali leremos: Pois faremos o homem a nossa Imagem e Semelhança. Ora os teólogos nos ensinam que esse NÓS se refere as três pessoas da DIVINDADE, Pai, Filho e Espírito Santo. Ora, então nos resta perguntar que semelhança e em que medida nós os homens somos imagem do Criador. Parece que novamente enfrentamos um enigma insuperado, no entanto, as Palavras de Jesus Cristo nos propõe uma solução: Diz Ele: Eu sou o caminho a verdade e a vida. Ora se Deus Pai nos comunica a vida, haverá de nos comunicar enquanto seres vivos a sensibilidade dos seres vivos simples, a consciência de si nos Humanos, e a consciência de Deus, num modelo evolucionista tão ao gosto dos cientistas. Evolução do simples ao complexo.
Mas Jesus diz: Eu sou a Verdade, ora a consciência gera o conhecimento, e este busca a verdade. Ele diz: Eu sou “o caminho”, ora o caminho é moralidade, pois o caminho busca segurança, manutenção da vida. Ele diz: Eu sou a Vida, ora sendo ele a segunda pessoa da Santíssima Trindade, ele é a vida que comunica ao Pai, a transcendência da Vida, a vida que vence a morte, a vida que ressuscita. Então temos três unidades de medida, pois sendo Jesus verdadeiro homem, ele diz que o homem é semelhante a Deus, na Transcendência, na Moralidade, e no Grau de Verdade.
Mas os físicos e químicos nos ensinam que os átomos estão sob duas forças contrarias que se equilibram, uma coercitiva e outra expansiva, esse equilíbrio forma o universo conhecido. A moralidade é o fruto comunicado por Deus, dos Mandamentos da Vida, que a mantém.



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vendredi 10 avril 2009

Existir é essencial. Existir é moral.

O elo fenomenológico.
Diz o cronista: A fenomenologia para Heidegger não é considerada um fim em si mesma, mas apenas um método capaz de conduzi-lo à obtenção de um resultado determinado ( De Waelhens). Sua preocupação é com o ser existente e este não se manifesta por si mesmo de forma patente. A função das fenomenologia seria a de descobri-lo. E este existente seriamos nós mesmos, pois dentre todos os existentes, o existente humano é o único capaz de refletir sobre sua própria existência. (Omite-se que Deus é capaz de refletir sobre si mesmo) A esse existente Heidegger chama de Desein (texto já citado em nosso Blog). Porém a analise do Desein não é a finalidade ultima da fenomenologia de Heidegger, pois ele pretende, a partir do Desein, elaborar uma ontologia geral da qual a analítica exeistencial seria apenas a introdução. Alguns críticos, porém, afirmam que Heidegger nunca ultrapassou essa fase , ou seja a analise existencial.
Continua o cronista: A essência do Desein consiste na sua existência, e essa se faz patente como ser no Mundo. O existente trascende incessantemente. Não existe primeiramente um Eu que se dirige ao mundo; a trasncendencia não é um atributo do existente, mas a sua própria essência. A existência humana não se pode conceber senão em relação com o outro, ou seja, não há eu, se não em relação à outra coisa distinta do eu.
Jean Paul Sartre desenvolveu uma tese que o ego não pertence à consciência em oposição aos filósofos e psicólogos que acreditam que o ego habita a consciência, mas pretendeu demonstrar que o ego está no mundo, é um ser do mundo, como outro ego qualquer. Ou melhor, como o ego de outrem, como o invisível de outrem.
Sartre distingue, num sutil jogo de palavras o Jê do Moi. Jê (eu) seria o aspecto ativo. O Moi (meu) seria o aspecto concreto como unidade das qualidades, sendo o eu e o "meu" como aspectos distintos do ego.
“Tudo que vemos nas proposições de Sartre é uma tentativa de justificação, de uma realidade religiosa fundamental: “O eu se desenvolve em função de uma "entidade” exterior. Ora, isso dito em outras palavras se reduz a: “O Eu se desenvolve a partir de Deus”. A consciência humana é semelhante e imagem (espelho) da consciência divina. Pois para uma consciência ser cognoscente ela precisa ser consciente de si mesma sem o que ela seria uma consciência inconsciente. Mas Deus é Luz é consciência plena (onisciente) Deus é aquele que É o que sabe de si mesmo. Na verdade o ego habita a consciência de Deus. Sartre, não aceitando a encarnação do Verbo, conclui erroneamente.
Se formos, por exemplo, ao documento Evangelium Vitae, veremos toda essa mesma discutição recolocada em outras palavras, sem, no entanto fugir do essencial: “O homem é chamado a uma plenitude da vida que se estente muito além das dimensões da sua existência terrena (Jê ET Moi de Sartre), porque consiste na participação da vida de Deus (e de sua consciência).
A sublimidade dessa vocação sobrenatural revela a grandeza e o valor precioso da vida humana, inclusive já na sua fase temporal. Com efeito, a vida temporal é condição basilar, momento inicial e parte integrante do processo global e unitário da “existência humana”: Um processo para além de toda a expectativa e merecimento fica iluminado pela promessa e renovado pelo dom da vida divina, que alcançará sua plena realização na eternidade.”
Mas prestem atenção ao detalhe: “Ao mesmo tempo, porém, o próprio chamamento sobrenatural (a consciência da consciência divina) sublinha a relatividade da vida terrena do homem e da mulher”. ““Na verdade essa vida não é realidade ”última”, mas penúltima, trata-se, em todo caso, de uma realidade sagrada que nos é confiada para guardarmos com sentido de responsabilidade e levarmos à perfeição do amor pelo dom de nós mesmos a Deus e aos Irmãos”.
Ora Sartre não era cristão, assim, sem compreender os mistérios do Verbo encarnado tergiversa: “De fato eu estou mergulhado num mundo de objetos, são eles que constituem a unidade das consciências (negando a Deus como unidade das consciências) que se apresentam como seus valores, suas qualidades atrativas e repulsivas, mas o Eu foi aniquilado. Não há lugar para mim nesse nível, e isto não ocorre de um acaso, de um defeito momentâneo da atenção, mas da própria estrutura da consciência. (La transcedence de L´ego).
Sartre assim conclui que o Eu não deve ser procurado nem nos estados da consciência irreflexiva, nem por detrás dela. O eu aparece apenas como ato reflexivo e como correlação noemética de uma intenção reflexiva. Jê e Moi são, portanto duas faces do Ego.
O que trago aqui, não é de fácil compreensão, mas é concreto no apostolo João em sua primeira Carta: “O que era desde o principio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos próprios olhos, o que contemplamos e nossas mãos apalparam acerca do Verbo da Vida- porque a Vida manifestou-se, nós a vimos, demos testemunha dela e vos anunciamos esta vida eterna que estava no Pai e que nos foi manifestada - o que vimos e ouvimos vos anunciamos, para que também vos tenhais comunhão conosco” (1,1-3).
Ora João se referia diretamente ao Verbo, ao Ego do Deus Feito Carne.
Sartre fala em valores, qualidades atrativas e repulsivas, para esconder a moral divina revelada em Deus Carne Essa a raiz de todas essas tendências ditas éticas, que caracteriza grande parte da cultura contemporânea. Não falta quem pense que tal relativismo seja uma condição da democracia, visto que só ela garantiria a tolerância, respeito recíproco entre as pessoas e adesão as decisões das maiorias, enquanto as normas morais, consideradas objetivas e vinculantes, conduziriam ao autoritarismo e intolerância. Mas é justamente a problemática conexa com o respeito à vida que mostra os equívocos e contradições, como temíveis resultados práticos, que se escondem nessa posição. A vida é a essência do existir. Atentar contra é imoral.
Quando uma maioria decreta a legitimidade da eliminação da Vida... é tirânica?




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