A moeda falsa e a moeda legal.
Se você cunhar uma moeda falsa em ouro, ela terá o valor de seu peso em ouro. Se você cunhar uma moeda falsa em cobre ela terá seu valor em cobre. Então qual a diferença entre uma moeda falsa e uma legal. É o valor fiduciário, ou seja, o valor de confiabilidade. Fidúcia, do latim, se traduz por confiança. Acredita-se que o poder que emitiu aquela moeda garante seu valor impresso pela cunhagem, seja ele maior ou menor que o valor metálico da moeda. A moeda falsa, não garante o seu valor fiduciário. Ora, com o passar dos anos e a irresponsabilidade da economia, as moedas, emitidas sem lastro, mesmo as legais são falsas, elas não têm a devida garantia, que lhes dá a necessária confiabilidade. Confiabilidade é fundamental.
Posto isso, eu pergunto, qual a confiabilidade da ciência?
Você certamente já leu o texto anterior a esse. Ali, um médico PHD, autor de livros, faz uma descrição de como vê a evolução da ciência do “Espírito”. Não há erro técnico, no que o autor diz, não há erro médico, nem mesmo histórico no que ele apresenta. Mas eu leio e releio o texto desse conceituado autor, e vejo frieza, desconstrução de grandes pensadores do passado como se o presente, e seu saber, não houvessem dependido do saber passado, e certa presunção, não do autor, mas do século em que vivemos, ou seja, a de que vivemos no século das luzes, no século que tudo sabe, e que tudo resolve, ou se não resolve, como a ciência resolverá.
Basta isso, para que o excelente texto perca a confiabilidade, a fidúcia devida a ele, que é infelizmente a Fidúcia que perdemos nesse século. Digo isso sem muita sutileza, pois o poder, que nos dava confiança, que garantia o saber, tem sido sistematicamente negado, fazendo da ciência uma moeda falsa. Talvez você ao ler o texto precedente, tenha ficado com a impressão que estávamos nos contradizendo, negando tudo o que havíamos afirmado ate então, e que havíamos mudado de opinião. Não, não foi essa impressão que queríamos causar, mas apenas mostrar como o século que vivemos constrói a negação de Deus nos textos “Científicos”, como sutilezas do conceito, que vão negando a fé, seja no Deus “Omnipotentem”, como em seu filho único, o Deus que se fez Limite, o Deus Carne, o Deus Homem, o Deus sofrimento.
Há nos textos científicos deste século, uma gloria humanista, uma gloria que raia quase a afirmação: “O homem construiu, inventou Deus, algo errado, e urge reinventá-lo”.
A morte tem sido o aguilhão dos homens e sua Ciência, o limite da vida individual. Mas a vida individual brotou da vida preexistente, uma Vida sábia, imensa, intencional. Ora se há intencionalidade na Vida (intenção) há também finalidade na Vida (objetivo a ser alcançado).
A confiança do Cristão esta expressa em Ap 21,4 “ Não mais haverá morte”; o esplendor da ressurreição.
O escritor alemão Langbehn escreveu: ”Quem nega a Deus, assemelha-se a alguém que nega o Sol, isto é, de nada lhe serve, pois, o Sol continua a brilhar”. E quem nega o Espírito de Deus, nega toda a espiritualidade, ficando órfão da Sabedoria de Deus.
No ano 530 da era cristã, Santo Cesário, reuniu os cânones de Orange, e os apresentou ao Papa Bonifacio II para sua aprovação. “Dizem alguns dos cânones: “Que ninguém se glorie do que parece ter, como se não fosse um dom recebido” (G16);” Deus realiza no homem muitas coisas boas que o homem não realiza; mas o homem não cumpre nenhum bem que Deus não lhe de os meios de cumpri-lo (G 20)”; ”Os homens executam a sua vontade própria quando fazem o que Deus não quer; mas, quando cumprem a sua vontade de obedecer à vontade divina, embora proceda voluntariamente, isto se deve ao querer daquele que prepara e dispõe a vontade dos Homens ( G 23)”. Deste último cânone de Orange, tiramos o nome do nosso Grupo: G 23. E o fizemos no mês de Outubro de 2006.
Portanto se você seguiu o nosso raciocínio, quem dá confiabilidade a ciência do Homem é Deus, e a ciência verdadeira é moeda legal, garantida pela Fidúcia (confiança) que temos no Criador. Sua negação, para muito além da presunção do homem que se acredita criador de si mesmo, de sua própria sabedoria, caracteriza a moeda falsa, mesmo que seja ela, cunhada em puro ouro, do mais alto teor do saber técnico, é ciência fria, falsa, e estéril.
Talvez por isso Immanuel Kant, filosofo alemão tenha dito: “A razão, como todo o direito, se furta a atribuir isso tudo ao acaso. Duas coisas enchem a mente de admiração e reverencia: o céu estrelado acima de nós e a lei moral em nós”.
E o terrível e polemico Voltaire (François Marie Arouet) disse: “ Se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo. Eis, porém, que ele existe. A Natureza inteira o proclama.”
Urge, quiçá, apenas reconhecê-lo, dizemos nós do G 23.
Para terminar cito as palavras do biólogo alemão J.V.Uexküll ( morto em 1944): “ Quem afirma que há um plano, uma finalidade e metas na criação, afirma a existência de Deus, o Criador”.
Husserl entende a consciência como intencionalidade, uma intencionalidade que se transcende a si, sendo ela a essência da consciência, é daí que nasce o termo “noesis” e “noema” para distinguir o ato intencional do conteúdo objetivo desse ato. Assim, em conclusão tiramos de empréstimo esse argumento da fenomenologia: “ o objeto da fenomenologia é o ser existente, e este aparentemente não se manifesta por si mesmo ( causa), dentre os demais existentes o existente humano parece ser o único ( esquecem Deus) que é capaz de refletir sobre sua própria existência. A esse existente humano Heidegger chama “Desein”, e intui, que esse Desein não é a finalidade ultima da fenomenologia, e pretende elaborar uma ontologia geral da qual a analítica existencial seria apenas uma introdução ao ser negado a priori, o Criador, Onipotente, Onisciente.
Wallacereq@gmail.com
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samedi 28 mars 2009
vendredi 27 mars 2009
Aviso aos "Navegantes".
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mercredi 25 mars 2009
Espiritos cerebros e mentes.
Espíritos, Cérebros e Mentes. A Evolução Histórica dos Conceitos Sobre a Mente
Ramon M. Cosenza, MD, PhD
Cérebro e Mente na Antiguidade
Os Ventrículos e o Conceito da Mente
Descartes, Cérebro e Mente
Bioeletricidade e o Dogma Neuronal
Bibliografia
O Autor
Atualmente, o homem comum sabe que o cérebro é o órgão responsável pelo comportamento e pelas faculdades mentais. As pessoas cultas também sabem que fenômenos químicos e elétricos estão por trás do funcionamento do sistema nervoso. No entanto, esses conhecimentos são relativamente recentes e durante muitos séculos as crenças sobre a maneira de funcionar do cérebro foram radicalmente diferentes das que professamos hoje.
Há muito tempo os homens ligam o cérebro com as funções mentais. Crânios com perfurações feitas em vida, com sinais de cicatrização, foram encontrados em sítios que datam de até 10.000 anos atrás. Muito provavelmente, essas trepanações eram feitas com o intuito de possibilitar a saída de maus espíritos, que estariam atormentando o cérebro [4].
Essa ligação do cérebro às funções mentais era natural, pois os homens primitivos em todas as eras podiam observar que fortes traumas cranianos induziam a perda da consciência e da memória, e até convulsões, que levavam a alterações substanciais da percepção e do comportamento.
A maior e mais importante prova documental desse conhecimento foi extraido do famoso Papiro Cirúrgico de Edwin Smith [6], que foi escrito no Egito por volta de 1.600 AC. Ele contém as primeiras descrições conhecidas das suturas cranianas, da superfície externa do cérebro, do fluido cerebroespinal e das pulsações intracranianas. O autor do papiro descreve 30 casos clínicos de trauma cranioencefálico e da medula, notando como as várias injúrias cerebrais eram associadas a mudanças da função de outras partes do corpo, especialmente os membros inferiores, tais como contraturas hemiplégicas, paralisia, incontinência urinária, priapismo e emissão seminal associada a trauma da coluna.
Trepanação realizada em um crânio na América do Sul (astecas)
Trecho do Papiro Cirúrgico de Edwin Smith
Cérebro e Mente na Antiguidade
Na cultura ocidental, Alcmaeon de Crotona (Sec. V A.C.) foi possivelmente o primeiro a localizar no cérebro a sede das sensações. Para ele, os nervos ópticos, que seriam ocos, levavam a informação ao cérebro, onde cada modalidade sensorial teria seu próprio território de localização.
Ainda no século V A.C., Demócrito, Diógenes, Platão e Teófrasto punham no cérebro o comando das atividades corporais. Também entre os gregos, Herófilo (335-280 A.C.) dissecou e escreveu sobre o cérebro e foi o primeiro a descrever suas cavidades, os ventrículos cerebrais, que ele associou com as funções mentais. Essa idéia, como veremos, teve enorme importância na “neurofisiologia” dos séculos que se seguiram.
Hipócrates (460-379 AC) acreditava que o cérebro era a sede da mente. Ele escreveu:
"Deveria ser sabido que ele é a fonte do nosso prazer, alegria, riso e diversão, assim como nosso pesar, dor, ansiedade e lágrimas, e nenhum outro que não o cérebro. É especificamente o órgão que nos habilita a pensar, ver e ouvir, a distingüir o feio do belo, o mau do bom, o prazer do desprazer. É o cérebro também que é a sede da loucura e do delírio, dos medos e sustos que nos tomam, muitas vezes à noite, mas ás vezes também de dia; é onde jaz a causa da insônia e do sonambulismo, dos pensamentos que não ocorrerão, deveres esquecidos e excentricidades".
É uma espantosa e clarividente declaração, tão moderna quanto a que qualquer neurocientista atual poderia fazer. É de se surpreender, portanto, que os filósofos e médicos posteriores a Hipócrates, por muitos e muitos séculos, tenham regredido notavelmente, ao deslocar a sede da mente para o coração, como veremos a seguir.
Hipócrates
Aristóteles
Platão
Alcmeon
Demócrito Aristóteles (384-322 A.C.), divergiu de seus contemporâneos e afirmava que o coração era o órgão do pensamento, das percepções e do sentimento, enquanto o cérebro seria importante para a manutenção da temperatura corporal, agindo como um agente refrigerador. Segundo ele, os nutrientes subiriam pelos vasos sangüíneos e uma parte deles, uma espécie de refugo, seria resfriada no cérebro, transformando-se em líquido, de uma forma análoga a que ocorre com a água na natureza, quando se forma a chuva.
Aristóteles generalizou erradamente uma noção bastante antiga em todas as civilizações, de que pelo menos a sede das emoções seria o coração. Até hoje somos influenciados por essa noção, quando nos referimos ao símbolo do amor como sendo um coração, quando dizemos que estamos de "coração partido" ou de "coração pesado", que gostamos de algo "de coração", ou até que "decoramos" alguma coisa (a palavra vem de "saber de cór", do latim para coração). Isso, provavelmente, deve-se ao fato que a ativação do sistema nervoso autônomo simpático, que ocorre na expressão das emoções, altera de forma sensível a freqüencia cardíaca e força das contrações. A associação do efeito à causa em sua expressão periférica gerou a interpretação errônea, a qual os filósofos naturais tentaram "explicar" cientificamente.
Galeno (130-200) rejeitou as idéias de Aristóteles, argumentando que não tinha sentido acreditar que o cérebro tivesse uma função de esfriar as paixões do coração. Galeno, foi um intenso dissecador (o animal de escolha era o boi) e prestou muita atenção às meninges e às cavidades encefálicas e menos atenção ao cérebro em si. Naquela época, trabalhando com material não fixado, era natural que os ventrículos chamassem muita atenção, pois o encéfalo aparecia apenas como uma geleia amorfa.
Galeno
Para Galeno, os nutrientes absorvidos nos intestinos passavam ao fígado, onde era produzido o espírito natural. Este era levado ao coração onde, no ventrículo esquerdo, transformava-se em espírito vital, que pelas carótidas se dirigia a uma rede de vasos na base do crânio, a rete mirabile. Aí misturava-se com o ar inspirado, formando o espírito animal, que era armazenado nos ventrículos cerebrais e deles difundia-se ao cérebro. Este espírito animal, vindo da mistura de um líquido e do ar, era considerado como a essência da vida e fonte das faculdades intelectuais. Quando necessário, ele viajava através dos nervos, considerados estruturas ocas, para provocar movimentos ou mediar as sensações.
Para Galeno, o material processado na rete mirabile e nos ventrículos produzia uma certa quantidade de refugo, parte líquido, parte gasoso. A parte gasosa escapava pelas suturas entre os ossos e pelos seios aéreos do crânio, sem ser percebida pelos sentidos. A parte líquida escorria dos ventrículos anteriores para as lâminas crivosas dos ossos etmóides, ou então do terceiro ventrículo para a fossa pituitária. Daí chegava à cavidade nasal e era descartada como flegma, ou muco.
Os Ventrículos e o Conceito de Mente
Nemésio (320 D.C.), bispo de Emesia, na atual Síria, tomou as idéias de Galeno e baseou nos ventrículos as faculdades intelectuais. Em seu livro “Da Natureza do Homem”, onde ele tratava da fisiologia com base na medicina grega, consta que a alma não tem uma sede, mas as funções da mente, sim. Os ventrículos cerebrais, seriam responsáveis pelas operações mentais, desde a sensação até a memorização. O primeiro par de ventrículos seria sede do “senso comum”. Eles recebiam as informações vindas dos órgãos sensitivos e ali se dava a análise sensorial. As imagens formadas eram levadas ao ventrículo médio, sede da razão, do pensamento e do juízo. Só então entrava em ação o último ventrículo, sede da memória. Até a Idade Média, as figuras representando o cérebro mostram com destaque os ventrículos cerebrais.
A idéia de que espíritos circulavam pelos ventrículos, favorecida pela Igreja, foi predominante até a época do Renascimento. Em um livro do século XIII, denominado “Da Propriedade das Coisas”, uma compilação feita por Bartolomeu, o Inglês, afirma que “a cavidade anterior é macia e úmida para facilitar a associação das percepções sensoriais e a imaginação. A cavidade intermediária deve também ser quente, porque o pensamento é um processo de separação do puro do impuro, comparável à digestão e sabe-se que o calor é o principal fator na digestão. A cavidade posterior, no entanto é um local para armazenamento a frio, onde uma atmosfera seca e isenta de calor permite o armazenamento de bens. Por isso o cerebelo é mais duro, menos medular e gasoso que o resto do encéfalo”.
Leonardo da Vinci
Durante muitos séculos, portanto, falava-se em três ventrículos cerebrais, sendo os ventrículos laterais considerados em conjunto. Leonardo Da Vinci (1472-1519) que tinha o hábito da dissecação, mostra nos seus desenhos os ventrículos laterais separados e não como um ventrículo único. Da Vinci acreditava que as sensações deveriam localizar-se no ventrículo médio (IIIo. ventrículo) porque para suas imediações cmnverge uma grande quantidade dos nervos cranianos.
Os ventrículos cerebrais desenhados por Leonardo Da Vinci
Os ventrículos cerebrais, como aparecem no livro de Hieronymus Brunschwig, publicado em 1525. Notar que as sensações visuais, gustativas, lfatórias e auditivas são levadas ao ventrículo anterior.Só no século XVI, Andreas Vesalius (1514-1564), autor do monumental tratado de anatomia “De Humani Corporis Fabrica”, rompe com a teoria da localização ventricular dos processos mentais argumentando que outros mamíferos (como o asno) têm a mesma organização anatômica e não possuem as mesmas capacidades intelectuais. Contudo, ele continuou a acreditar que os ventrículos cerebrais eram um local de armazenamento dos espíritos animais, de onde eles partiam para, através dos nervos, atingir os órgão sensoriais ou de movimento.
Andreas Vesalius
Capa de Humanis Corporis Fabrica
Ilustração do cérebro por Vesalius Descartes, Cérebro e Mente
No século XVII os espíritos ainda dominavam as funções mentais. Nesta época René Descartes (1596-1650) escolheu o corpo pineal não propriamente como a sede da alma, mas como o local da sua atividade. A pineal foi escolhida por ser um órgão ímpar, ao contrário das outras estruturas cerebrais, que são bilaterais. A neurofisiologia de Descartes, é bastante independente da neuroanatomia, que ele deliberadamente ignorava e é baseada nos espíritos animais e nos poros e vias pelos quais eles fluem para exercer suas ações [5]. Segundo ele, “as partículas mais rápidas e ativas do sangue” eram levadas pelas artérias do coração para o cérebro, onde se convertiam num gás ou vento extremamente sutil, ou uma chama muito pura e ativa, constituindo o “espírito animal”. As artérias deveriam reunir-se em torno de uma glândula situada no centro do cérebro: a pineal.
Descartes imaginava que filamentos existentes nos nervos (que seriam tubos) poderiam operar como válvulas, abrindo poros que deixariam fluir os espíritos animais. Uma estimulação na pele, por exemplo, agiria sobre esses filamentos, provocando uma contração como resposta reflexa. Do cérebro os espíritos animais viajariam através dos nervos até o músculos, que seriam inflados, provocando o movimento. Esse seria o mecanismo para os atos involuntários.
Um reflexo segundo a fisiologia de Descartes. O fogo desencadeia movimentos dos espíritos animais através de nervos ocos. Esse deslocamento abre poros no ventrículo (F), deixando fluir espíritos que irão então dilatar o músculos da perna, provocando o seu afastamento.
Ilustração do livro de René Descartes, De Homine, publicado em 1662. As informações visuais são levados ao cérebro por nervos ópticos ocos. Daí elas chegam à pineal, que regula o fluxo do espíritos animais através dos nervos. Os espíritos viajarão até os músculos do braço, provocando um movimento. As estimulações periféricas teriam o poder de abrir poros existentes no interior do cérebro e os espíritos seriam conduzidos daí até a glândula pineal, na superfície da qual haveria um completo mapa sensorial e motor. A vontade estaria sob o controle da pineal, que poderia regular o fluxo dos espíritos animais para os diferentes nervos.
O sono e a vigília, segundo Descartes (1662), dependeria do fluxo dos espíritos animais no cérebro, regulado pela pineal (H). No desenho superior há pouco fluxo dos espíritos e o cérebro encontra-se flácido, durante o sono. O desenho inferior representa o estado de vigília, quando há grande influxo dos espíritos animais e a matéria cerebral está distendida.A diversidade das sensações seriam decorrentes das diversas maneiras pelas quais os poros seriam abertos. Uma estimulação muito forte, por exemplo, daria origem à dor. Uma estimulação uniforme de muitas fibras na pele, levaria à sensação de superfície lisa. Já a estimulação desigual seria correspondente a uma superfície rugosa.
Ainda segundo Descartes, os espíritos animais podiam dilatar o cérebro, como o vento age sobre as velas de um embarcação, despertando-o e permitindo a recepção das informações sensoriais. A ausência, ou pouca intensidade dos espíritos animais, levaria ao sono e ao sonho. Os espíritos animais serviam também para sustentar seu esquema para uma localização cerebral de movimentos e sensações. Os diferentes temperamentos e as habilidades naturais de cada pessoa corresponderiam às diferenças em número, tamanho, forma e movimento dos espíritos animais.
Bioeletricidade e o Dogma Neuronal
A idéia de que “espíritos animais” percorriam os nervos, que tinha origem nos gregos, permaneceu corrente até o Século XVIII, quando ficou demonstrada a natureza elétrica na condução nervosa, destacando-se para isso o trabalho de Luigi Galvani (1737-1798) e, já no século seguinte, o de Emil du Bois-Reymond (1818-1896) [5]. Du Bois-Reymond realizou seus estudos sobre transmissão nervosa na década de 1840 e na década de 1870 propôs que os órgãos efetuadores seriam excitados pelos nervos através de corrente elétrica, ou de substâncias químicas liberadas pelas terminações nervosas.
Luigi Galvani
Emil Du Bois-Reymond Quanto à importância do tecido cerebral para as funções nervosas, os conhecimentos fundamentais também se desenvolveram no século XIX. Theodor Schwann (1810-1882), que descreveu a bainha de mielina, foi quem primeiro propôs que todo o corpo seria formado de células. Sua teoria celular teve ampla aceitação para todos os tecidos, com exceção do sistema nervoso, onde se acreditava que as células eram contínuas, formando um grande sincício. Somente com a descoberta das técnicas de impregnação das estruturas nervosas pela prata (método de Golgi) foi possível uma observação mais acurada, resultando nos trabalhos de Santiago Ramón y Cajal (1852-1934), que já em 1889 argumentava que as células nervosas eram elementos isolados. Em 1891 Wilhelm von Waldeyer (1836-1921) cunhou o termo “neurônio” para designar a unidade anatômica e funcional do sistema nervoso.
Finalmente, veio a descoberta, por Charles Scott Sherrington (1857-1952), dos espaços existentes nas junções entre células nervosas ou entre estas e as células musculares. Sherrington chamou essas estruturas de “sinapses”.
Theodor Schwann
Santiago Ramón y Cajal
Camilo Golgi
Charles Sherrington
Wilhelm Waldeyer Como se vê, há menos de três séculos o avanço do conhecimento permitiu que nossos cérebros e mentes deixassem de ser assombrados pelos espíritos gerados por nossa ignorância.
Bibliografia
Blakemore, Colin Mechanics of the Mind. Cambridge, Cambridge University Press, 1977.
Finger, Stanley Origins of Neuroscience, A History of Explorations into Brain Function. New York, Oxford University Press, 1994.
Milestones in Neuroscience Research.
Sabbatini, R.M.E.: A História da Psicocirurgia. Revista Cérebro & Mente, 2 (1997)
Sabbatini. R.M.E.: A Descoberta da Bioeletricidade. Revista Cérebro & Mente, 6 (1998).
Wilkins, R.H. - Neurosurgical Classic-XVII. Edwin Smith Surgical Papyrus. Journal of Neurosurgery, March 1964, pages 240-244
Poynter, Frederick N.L.(Ed.) The History and Philosophy of Knowledge of The Brain and its Functions: An Anglo-American Symposium, London, July, 1957. Springfield, Charles C. Thomas Publisher, 1958.
O Autor
Dr. Ramon Moreira Cosenza, MD, PhD
O Dr. Ramon Cosenza é médico, com doutorado em anatomia e ex-professor da UFMG. Leciona e trabalha na área de neuropsicologia clínica em Belo Horizonte, MG, Brasil. É autor de numerosos trabalhos científicos e também de um livro, "Fundamentos de Neuroanatomia" (Editora Guanabara Koogan, 1998), Este livro se destaca pela facilidade do leitor em compreender o funcionamento e as disfunções do sistema nervoso, devido à sua forma simples, atualizada e concisa de apresentar a informação. É voltado tanto aos alunos de graduação da área biomédica, como aos profissionais que necessitem de uma rápida atualização dos conhecimentos de sua área de trabalho. Para maiores informações, contate o autor. Email: cosenzar@brfree.com.br
Publicado em 31.Dezembro.2002 Copyright 2002 Universidade Estadual de Campinas Revista Cérebro & Mente Núcleo de Informática BIomédica
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Ramon M. Cosenza, MD, PhD
Cérebro e Mente na Antiguidade
Os Ventrículos e o Conceito da Mente
Descartes, Cérebro e Mente
Bioeletricidade e o Dogma Neuronal
Bibliografia
O Autor
Atualmente, o homem comum sabe que o cérebro é o órgão responsável pelo comportamento e pelas faculdades mentais. As pessoas cultas também sabem que fenômenos químicos e elétricos estão por trás do funcionamento do sistema nervoso. No entanto, esses conhecimentos são relativamente recentes e durante muitos séculos as crenças sobre a maneira de funcionar do cérebro foram radicalmente diferentes das que professamos hoje.
Há muito tempo os homens ligam o cérebro com as funções mentais. Crânios com perfurações feitas em vida, com sinais de cicatrização, foram encontrados em sítios que datam de até 10.000 anos atrás. Muito provavelmente, essas trepanações eram feitas com o intuito de possibilitar a saída de maus espíritos, que estariam atormentando o cérebro [4].
Essa ligação do cérebro às funções mentais era natural, pois os homens primitivos em todas as eras podiam observar que fortes traumas cranianos induziam a perda da consciência e da memória, e até convulsões, que levavam a alterações substanciais da percepção e do comportamento.
A maior e mais importante prova documental desse conhecimento foi extraido do famoso Papiro Cirúrgico de Edwin Smith [6], que foi escrito no Egito por volta de 1.600 AC. Ele contém as primeiras descrições conhecidas das suturas cranianas, da superfície externa do cérebro, do fluido cerebroespinal e das pulsações intracranianas. O autor do papiro descreve 30 casos clínicos de trauma cranioencefálico e da medula, notando como as várias injúrias cerebrais eram associadas a mudanças da função de outras partes do corpo, especialmente os membros inferiores, tais como contraturas hemiplégicas, paralisia, incontinência urinária, priapismo e emissão seminal associada a trauma da coluna.
Trepanação realizada em um crânio na América do Sul (astecas)
Trecho do Papiro Cirúrgico de Edwin Smith
Cérebro e Mente na Antiguidade
Na cultura ocidental, Alcmaeon de Crotona (Sec. V A.C.) foi possivelmente o primeiro a localizar no cérebro a sede das sensações. Para ele, os nervos ópticos, que seriam ocos, levavam a informação ao cérebro, onde cada modalidade sensorial teria seu próprio território de localização.
Ainda no século V A.C., Demócrito, Diógenes, Platão e Teófrasto punham no cérebro o comando das atividades corporais. Também entre os gregos, Herófilo (335-280 A.C.) dissecou e escreveu sobre o cérebro e foi o primeiro a descrever suas cavidades, os ventrículos cerebrais, que ele associou com as funções mentais. Essa idéia, como veremos, teve enorme importância na “neurofisiologia” dos séculos que se seguiram.
Hipócrates (460-379 AC) acreditava que o cérebro era a sede da mente. Ele escreveu:
"Deveria ser sabido que ele é a fonte do nosso prazer, alegria, riso e diversão, assim como nosso pesar, dor, ansiedade e lágrimas, e nenhum outro que não o cérebro. É especificamente o órgão que nos habilita a pensar, ver e ouvir, a distingüir o feio do belo, o mau do bom, o prazer do desprazer. É o cérebro também que é a sede da loucura e do delírio, dos medos e sustos que nos tomam, muitas vezes à noite, mas ás vezes também de dia; é onde jaz a causa da insônia e do sonambulismo, dos pensamentos que não ocorrerão, deveres esquecidos e excentricidades".
É uma espantosa e clarividente declaração, tão moderna quanto a que qualquer neurocientista atual poderia fazer. É de se surpreender, portanto, que os filósofos e médicos posteriores a Hipócrates, por muitos e muitos séculos, tenham regredido notavelmente, ao deslocar a sede da mente para o coração, como veremos a seguir.
Hipócrates
Aristóteles
Platão
Alcmeon
Demócrito Aristóteles (384-322 A.C.), divergiu de seus contemporâneos e afirmava que o coração era o órgão do pensamento, das percepções e do sentimento, enquanto o cérebro seria importante para a manutenção da temperatura corporal, agindo como um agente refrigerador. Segundo ele, os nutrientes subiriam pelos vasos sangüíneos e uma parte deles, uma espécie de refugo, seria resfriada no cérebro, transformando-se em líquido, de uma forma análoga a que ocorre com a água na natureza, quando se forma a chuva.
Aristóteles generalizou erradamente uma noção bastante antiga em todas as civilizações, de que pelo menos a sede das emoções seria o coração. Até hoje somos influenciados por essa noção, quando nos referimos ao símbolo do amor como sendo um coração, quando dizemos que estamos de "coração partido" ou de "coração pesado", que gostamos de algo "de coração", ou até que "decoramos" alguma coisa (a palavra vem de "saber de cór", do latim para coração). Isso, provavelmente, deve-se ao fato que a ativação do sistema nervoso autônomo simpático, que ocorre na expressão das emoções, altera de forma sensível a freqüencia cardíaca e força das contrações. A associação do efeito à causa em sua expressão periférica gerou a interpretação errônea, a qual os filósofos naturais tentaram "explicar" cientificamente.
Galeno (130-200) rejeitou as idéias de Aristóteles, argumentando que não tinha sentido acreditar que o cérebro tivesse uma função de esfriar as paixões do coração. Galeno, foi um intenso dissecador (o animal de escolha era o boi) e prestou muita atenção às meninges e às cavidades encefálicas e menos atenção ao cérebro em si. Naquela época, trabalhando com material não fixado, era natural que os ventrículos chamassem muita atenção, pois o encéfalo aparecia apenas como uma geleia amorfa.
Galeno
Para Galeno, os nutrientes absorvidos nos intestinos passavam ao fígado, onde era produzido o espírito natural. Este era levado ao coração onde, no ventrículo esquerdo, transformava-se em espírito vital, que pelas carótidas se dirigia a uma rede de vasos na base do crânio, a rete mirabile. Aí misturava-se com o ar inspirado, formando o espírito animal, que era armazenado nos ventrículos cerebrais e deles difundia-se ao cérebro. Este espírito animal, vindo da mistura de um líquido e do ar, era considerado como a essência da vida e fonte das faculdades intelectuais. Quando necessário, ele viajava através dos nervos, considerados estruturas ocas, para provocar movimentos ou mediar as sensações.
Para Galeno, o material processado na rete mirabile e nos ventrículos produzia uma certa quantidade de refugo, parte líquido, parte gasoso. A parte gasosa escapava pelas suturas entre os ossos e pelos seios aéreos do crânio, sem ser percebida pelos sentidos. A parte líquida escorria dos ventrículos anteriores para as lâminas crivosas dos ossos etmóides, ou então do terceiro ventrículo para a fossa pituitária. Daí chegava à cavidade nasal e era descartada como flegma, ou muco.
Os Ventrículos e o Conceito de Mente
Nemésio (320 D.C.), bispo de Emesia, na atual Síria, tomou as idéias de Galeno e baseou nos ventrículos as faculdades intelectuais. Em seu livro “Da Natureza do Homem”, onde ele tratava da fisiologia com base na medicina grega, consta que a alma não tem uma sede, mas as funções da mente, sim. Os ventrículos cerebrais, seriam responsáveis pelas operações mentais, desde a sensação até a memorização. O primeiro par de ventrículos seria sede do “senso comum”. Eles recebiam as informações vindas dos órgãos sensitivos e ali se dava a análise sensorial. As imagens formadas eram levadas ao ventrículo médio, sede da razão, do pensamento e do juízo. Só então entrava em ação o último ventrículo, sede da memória. Até a Idade Média, as figuras representando o cérebro mostram com destaque os ventrículos cerebrais.
A idéia de que espíritos circulavam pelos ventrículos, favorecida pela Igreja, foi predominante até a época do Renascimento. Em um livro do século XIII, denominado “Da Propriedade das Coisas”, uma compilação feita por Bartolomeu, o Inglês, afirma que “a cavidade anterior é macia e úmida para facilitar a associação das percepções sensoriais e a imaginação. A cavidade intermediária deve também ser quente, porque o pensamento é um processo de separação do puro do impuro, comparável à digestão e sabe-se que o calor é o principal fator na digestão. A cavidade posterior, no entanto é um local para armazenamento a frio, onde uma atmosfera seca e isenta de calor permite o armazenamento de bens. Por isso o cerebelo é mais duro, menos medular e gasoso que o resto do encéfalo”.
Leonardo da Vinci
Durante muitos séculos, portanto, falava-se em três ventrículos cerebrais, sendo os ventrículos laterais considerados em conjunto. Leonardo Da Vinci (1472-1519) que tinha o hábito da dissecação, mostra nos seus desenhos os ventrículos laterais separados e não como um ventrículo único. Da Vinci acreditava que as sensações deveriam localizar-se no ventrículo médio (IIIo. ventrículo) porque para suas imediações cmnverge uma grande quantidade dos nervos cranianos.
Os ventrículos cerebrais desenhados por Leonardo Da Vinci
Os ventrículos cerebrais, como aparecem no livro de Hieronymus Brunschwig, publicado em 1525. Notar que as sensações visuais, gustativas, lfatórias e auditivas são levadas ao ventrículo anterior.Só no século XVI, Andreas Vesalius (1514-1564), autor do monumental tratado de anatomia “De Humani Corporis Fabrica”, rompe com a teoria da localização ventricular dos processos mentais argumentando que outros mamíferos (como o asno) têm a mesma organização anatômica e não possuem as mesmas capacidades intelectuais. Contudo, ele continuou a acreditar que os ventrículos cerebrais eram um local de armazenamento dos espíritos animais, de onde eles partiam para, através dos nervos, atingir os órgão sensoriais ou de movimento.
Andreas Vesalius
Capa de Humanis Corporis Fabrica
Ilustração do cérebro por Vesalius Descartes, Cérebro e Mente
No século XVII os espíritos ainda dominavam as funções mentais. Nesta época René Descartes (1596-1650) escolheu o corpo pineal não propriamente como a sede da alma, mas como o local da sua atividade. A pineal foi escolhida por ser um órgão ímpar, ao contrário das outras estruturas cerebrais, que são bilaterais. A neurofisiologia de Descartes, é bastante independente da neuroanatomia, que ele deliberadamente ignorava e é baseada nos espíritos animais e nos poros e vias pelos quais eles fluem para exercer suas ações [5]. Segundo ele, “as partículas mais rápidas e ativas do sangue” eram levadas pelas artérias do coração para o cérebro, onde se convertiam num gás ou vento extremamente sutil, ou uma chama muito pura e ativa, constituindo o “espírito animal”. As artérias deveriam reunir-se em torno de uma glândula situada no centro do cérebro: a pineal.
Descartes imaginava que filamentos existentes nos nervos (que seriam tubos) poderiam operar como válvulas, abrindo poros que deixariam fluir os espíritos animais. Uma estimulação na pele, por exemplo, agiria sobre esses filamentos, provocando uma contração como resposta reflexa. Do cérebro os espíritos animais viajariam através dos nervos até o músculos, que seriam inflados, provocando o movimento. Esse seria o mecanismo para os atos involuntários.
Um reflexo segundo a fisiologia de Descartes. O fogo desencadeia movimentos dos espíritos animais através de nervos ocos. Esse deslocamento abre poros no ventrículo (F), deixando fluir espíritos que irão então dilatar o músculos da perna, provocando o seu afastamento.
Ilustração do livro de René Descartes, De Homine, publicado em 1662. As informações visuais são levados ao cérebro por nervos ópticos ocos. Daí elas chegam à pineal, que regula o fluxo do espíritos animais através dos nervos. Os espíritos viajarão até os músculos do braço, provocando um movimento. As estimulações periféricas teriam o poder de abrir poros existentes no interior do cérebro e os espíritos seriam conduzidos daí até a glândula pineal, na superfície da qual haveria um completo mapa sensorial e motor. A vontade estaria sob o controle da pineal, que poderia regular o fluxo dos espíritos animais para os diferentes nervos.
O sono e a vigília, segundo Descartes (1662), dependeria do fluxo dos espíritos animais no cérebro, regulado pela pineal (H). No desenho superior há pouco fluxo dos espíritos e o cérebro encontra-se flácido, durante o sono. O desenho inferior representa o estado de vigília, quando há grande influxo dos espíritos animais e a matéria cerebral está distendida.A diversidade das sensações seriam decorrentes das diversas maneiras pelas quais os poros seriam abertos. Uma estimulação muito forte, por exemplo, daria origem à dor. Uma estimulação uniforme de muitas fibras na pele, levaria à sensação de superfície lisa. Já a estimulação desigual seria correspondente a uma superfície rugosa.
Ainda segundo Descartes, os espíritos animais podiam dilatar o cérebro, como o vento age sobre as velas de um embarcação, despertando-o e permitindo a recepção das informações sensoriais. A ausência, ou pouca intensidade dos espíritos animais, levaria ao sono e ao sonho. Os espíritos animais serviam também para sustentar seu esquema para uma localização cerebral de movimentos e sensações. Os diferentes temperamentos e as habilidades naturais de cada pessoa corresponderiam às diferenças em número, tamanho, forma e movimento dos espíritos animais.
Bioeletricidade e o Dogma Neuronal
A idéia de que “espíritos animais” percorriam os nervos, que tinha origem nos gregos, permaneceu corrente até o Século XVIII, quando ficou demonstrada a natureza elétrica na condução nervosa, destacando-se para isso o trabalho de Luigi Galvani (1737-1798) e, já no século seguinte, o de Emil du Bois-Reymond (1818-1896) [5]. Du Bois-Reymond realizou seus estudos sobre transmissão nervosa na década de 1840 e na década de 1870 propôs que os órgãos efetuadores seriam excitados pelos nervos através de corrente elétrica, ou de substâncias químicas liberadas pelas terminações nervosas.
Luigi Galvani
Emil Du Bois-Reymond Quanto à importância do tecido cerebral para as funções nervosas, os conhecimentos fundamentais também se desenvolveram no século XIX. Theodor Schwann (1810-1882), que descreveu a bainha de mielina, foi quem primeiro propôs que todo o corpo seria formado de células. Sua teoria celular teve ampla aceitação para todos os tecidos, com exceção do sistema nervoso, onde se acreditava que as células eram contínuas, formando um grande sincício. Somente com a descoberta das técnicas de impregnação das estruturas nervosas pela prata (método de Golgi) foi possível uma observação mais acurada, resultando nos trabalhos de Santiago Ramón y Cajal (1852-1934), que já em 1889 argumentava que as células nervosas eram elementos isolados. Em 1891 Wilhelm von Waldeyer (1836-1921) cunhou o termo “neurônio” para designar a unidade anatômica e funcional do sistema nervoso.
Finalmente, veio a descoberta, por Charles Scott Sherrington (1857-1952), dos espaços existentes nas junções entre células nervosas ou entre estas e as células musculares. Sherrington chamou essas estruturas de “sinapses”.
Theodor Schwann
Santiago Ramón y Cajal
Camilo Golgi
Charles Sherrington
Wilhelm Waldeyer Como se vê, há menos de três séculos o avanço do conhecimento permitiu que nossos cérebros e mentes deixassem de ser assombrados pelos espíritos gerados por nossa ignorância.
Bibliografia
Blakemore, Colin Mechanics of the Mind. Cambridge, Cambridge University Press, 1977.
Finger, Stanley Origins of Neuroscience, A History of Explorations into Brain Function. New York, Oxford University Press, 1994.
Milestones in Neuroscience Research.
Sabbatini, R.M.E.: A História da Psicocirurgia. Revista Cérebro & Mente, 2 (1997)
Sabbatini. R.M.E.: A Descoberta da Bioeletricidade. Revista Cérebro & Mente, 6 (1998).
Wilkins, R.H. - Neurosurgical Classic-XVII. Edwin Smith Surgical Papyrus. Journal of Neurosurgery, March 1964, pages 240-244
Poynter, Frederick N.L.(Ed.) The History and Philosophy of Knowledge of The Brain and its Functions: An Anglo-American Symposium, London, July, 1957. Springfield, Charles C. Thomas Publisher, 1958.
O Autor
Dr. Ramon Moreira Cosenza, MD, PhD
O Dr. Ramon Cosenza é médico, com doutorado em anatomia e ex-professor da UFMG. Leciona e trabalha na área de neuropsicologia clínica em Belo Horizonte, MG, Brasil. É autor de numerosos trabalhos científicos e também de um livro, "Fundamentos de Neuroanatomia" (Editora Guanabara Koogan, 1998), Este livro se destaca pela facilidade do leitor em compreender o funcionamento e as disfunções do sistema nervoso, devido à sua forma simples, atualizada e concisa de apresentar a informação. É voltado tanto aos alunos de graduação da área biomédica, como aos profissionais que necessitem de uma rápida atualização dos conhecimentos de sua área de trabalho. Para maiores informações, contate o autor. Email: cosenzar@brfree.com.br
Publicado em 31.Dezembro.2002 Copyright 2002 Universidade Estadual de Campinas Revista Cérebro & Mente Núcleo de Informática BIomédica
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dimanche 22 mars 2009
23 de Março, meu aniversário.
23 de Março, meu aniversário.
Certo você esperava um novo texto, afinal faz algum tempo que não disponibilizo nada. Mas é meu aniversário, e eu nasci muitos anos atrás numa sexta feira santa, e o clima de penitência, abstinência e jejum, me marcaram como uma tristeza indescritível nesse dia. Poxa podia ter nascido no domingo da ressurreição, mas como vim, para de alguma forma remir umas poucas pessoas, tudo bem, estou aqui.
Não encarem como vaidade, mas sim como um agradecimento. Vaidade não seria, pois o número ainda é pequeno, mas a qualidade dos meus leitores é ótima, não de todos, mas dos 43% que retornam. Em 10 de Outubro de 2008 inscrevi esse Blog no Google Analytcs, pois bem, hoje, como surpresa e agradecimento vamos postar o conjunto de visitações, sul americanas . Pois foi você que fez o Blog quando acessou, leu, comentou e divulgou. Mesmo você que não voltou, eu te agradeço. Sei , é dificil, eu tenho um livro editado, pela Beija Flor. Foi o resultado de um 1º lugar em concurso de contos, cujo prêmio foi uma tiragem de mil exemplares. Hoje eu duvido que duzentas pessoas tenham lido aqueles textos, e o Blog, já foi lido por esse numero de boas pessoas que vou mostrar. Eu não vendo nada, não esqueçam, é um blog, blog. Do Req Req.
Eu aceito isso da parte de vocês que gostaram ou não gostaram como um presente de aniversário, muito obrigado, eu tomarei uma garrafa de vinho para comemorar.
Obs: ao todo temos leitores em 34 países... é mole?
Clique sobre a imagem ela cresce para você curtir, sim o seu computador esta aí, e o seu retorno também... assim como o seu desinteresse.

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Não encarem como vaidade, mas sim como um agradecimento. Vaidade não seria, pois o número ainda é pequeno, mas a qualidade dos meus leitores é ótima, não de todos, mas dos 43% que retornam. Em 10 de Outubro de 2008 inscrevi esse Blog no Google Analytcs, pois bem, hoje, como surpresa e agradecimento vamos postar o conjunto de visitações, sul americanas . Pois foi você que fez o Blog quando acessou, leu, comentou e divulgou. Mesmo você que não voltou, eu te agradeço. Sei , é dificil, eu tenho um livro editado, pela Beija Flor. Foi o resultado de um 1º lugar em concurso de contos, cujo prêmio foi uma tiragem de mil exemplares. Hoje eu duvido que duzentas pessoas tenham lido aqueles textos, e o Blog, já foi lido por esse numero de boas pessoas que vou mostrar. Eu não vendo nada, não esqueçam, é um blog, blog. Do Req Req.
Eu aceito isso da parte de vocês que gostaram ou não gostaram como um presente de aniversário, muito obrigado, eu tomarei uma garrafa de vinho para comemorar.
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lundi 16 mars 2009
dimanche 15 mars 2009
Aviso e agradecimento aos navegantes.
Dois Print Screen
, tomados no dia 13 e 14 de Março , nos mostram um pequeno mas firme crescimento das visitas. O nosso muito obrigado, sejam sempre muito bem vindos. Em breve publuicarei um Print Screen do alcance internacional ( cidades). Nosso maior numero de leitores afora o Brasil, Portugal.
wallacereq@gmail.com,

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vendredi 13 mars 2009
O mito do planejamento amoral na vida humana.
O planejamento é inconsciênte?
Todos falam de planejamento. Há planejamento. Não há Planejamento... como se planejamento fosse o domínio do futuro e garantia de felicidade humana. Os homens planejaram obras inúteis como a Torre de Babel, as megalópolis, a destruição de povos inteiros... Por quê? Porque tergiversaram com a moral.
A contemplação é um Dom.
Contemplar ensina, e nos ilumina em questões triviais da vida. Imagine-se contemplando uma árvore em crescimento. Há ali um planejamento intrínseco de sua espécie, ela cresce ordenadamente, sem, todavia precisar do planejamento do homem. Contemple um animal nascendo e desenvolvendo-se. Desabrocha diante de seus olhos um planejamento intrínseco que ordena planejada e sistematicamente uma sucessão de células, que vão formando um indivíduo inteiro de determinada espécie. E o coloca em relação segundo leis sutis. Isso ocorre aos nossos olhos sem a nossa intervenção. Do mesmo modo contemple-se a si mesmo. Você não escolheu a ordem interna de seu desenvolvimento, nem o tipo de seu olhos, ou nariz, seu sexo ou altura, muito menos a sua cor. Essa flagrante existência de um planejamento existente fora da racionalidade humana, fez com que psicólogos de um passado recente, definissem a noção de inconsciênte, e mais, procuraram fazer crer a todos que o inconsciente, ou seja, o planejamento “inconsciênte” definia e determinava a consciência individual, se não, ao menos, determinava o planejamento consciente.
Ora, essa afirmação, é sinônima de se dizer que as trevas dão origem à Luz, e a luz bebe em raízes profundas num mundo de trevas. Ou seja, o que este oculto determina o que esta sob a luz da consciência (objetiva e simbolicamente). É o pressuposto da psicanalise.
Todavia, Deus é Luz, e sendo Luz (inteligência e vontade... como lemos em Gênesis: "no início era o Verbo") ele dá origem a todas as coisas, inclusive às trevas, quando ele, por querer, e por liberdade, retira sua luz. Então Deus é consciência plena. Assim dizemos Deus é onipotência, onipresença, onisciência, ou seja, plena ciência, plena presença, pleno poder. Assim sendo, quando contemplamos o planejamento implícito tanto na formação dos seres, como na formação de nossa mente, contemplamos a ação do planejamento divino, consciente embora nem sempre compreendido, portanto, consciente e não inconsciente. Seria mais lógico, mais coerente, que chamássemos esse planejamento misterioso, do qual aprendemos e tiramos o modelo para o nosso viver, de " O desconhecido". A Luz desconhecida. Ora, o desconhecido pelos homens é muito maior do que o conhecido pelos homens, donde temos a tendência de achar, ou concluir, que o desconhecido determina o conhecido. ( o conhecido esta contido no desconhecido, o menor no maior). Examinar esse desconhecido geraria uma analise psiquica, segundo alguns psicólogos. ( isso é o fruto errôneo do humanismo). Todavia, esse desconhecido, flagrantemente tem intenção e vontade, pois se realiza, e, ( e realiza o Homem) aos olhos do contemplativo, ele se revela como vontade da inteligência de Deus.
Aqui, nesse ponto, se renova a psicologia, saindo dos velhos conceitos do "Deus Panteísta" dos psicanalistas, para o Deus encarnado, dos psicólogos cristãos. O Verbo, que é palavra que exprime vontade e ação, sendo o primeiro ato intencional, O Verbo de Deus, se faz carne, ou seja, encarna o planejamento divino, de maneira única, perfeita e cabal no Filho do Homem ( ser moral), revelando o Filho Único de Deus, o plano, ou planejamento encarnado.
Se você acompanhou meu raciocínio, que não me parece difícil, você percebeu, que se a escuridão, as trevas, o inseguro determinasse a razão humana, nos seriamos escravos das trevas, todavia, nossa razão é construída pela consciência perfeita de Deus, e isso nos faz livres, conseqüentes e finais. A Razão é "domo" gratuito de Deus, e a moral é dom gratuito e essencia da razão.
Finalizando, muitas vezes o que nos parece planejamento, ou é defendido como planejamento, não o é. É engenharia amoral, loucura humana. O planejamento espiritual, que regula ação humana ( toda ela), e como conseqüência, portanto, regula o planejamento material do homem, é moral. A razão moral é a finalidade do existir humano.
Não sou eu quem diz. Para que você entenda melhor cito esse trecho da Sagrada Escritura retirada do Livro da Sabedoria ( 9,13-18).
"Qual é o homem que pode conhecer os desígnios de Deus? Ou quem pode imaginar o desígnio do Senhor? Na verdade os pensamentos dos mortais são tímidos e suas reflexões incertas: porque o corpo corruptível torna pesada a alma, e a tenda de argila oprime a mente que pensa. Mal podemos conhecer o que há na terra, e com muito custo compreendemos o que está ao alcance de nossas mãos; quem, portanto investigará o que há nos céus ( no seu sentido amplo, não apenas material)? Acaso alguém teria conhecido os Teus desígnios, sem que tivesses dado Sabedoria e do alto enviasses Teu Santo Espirito (Luz). Só assim se tornaram retos os caminhos dos que estão na terra, e os homens apreenderam o que Te agrada e pela Sabedoria (que nos deste) foram salvos.Palavras do Senhor".
Incrível a penetração psicológica desse texto bíblico. O homem não é o construtor da razão humana, e a razão humana é semelhança da Razão Divina Absolutamente terapêutico, luminoso, cheio de esperança nos fatos futuros, esperança no desconhecido dos homens, mas conhecido de Deus. Um texto de confiança. A Psicologia, iluminada pela Palavra de Deus, navega em mares calmos, planta semente em campos férteis de cura, e de Sabedoria.
Wallace Requião de Mello e Silva.
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Todos falam de planejamento. Há planejamento. Não há Planejamento... como se planejamento fosse o domínio do futuro e garantia de felicidade humana. Os homens planejaram obras inúteis como a Torre de Babel, as megalópolis, a destruição de povos inteiros... Por quê? Porque tergiversaram com a moral.
A contemplação é um Dom.
Contemplar ensina, e nos ilumina em questões triviais da vida. Imagine-se contemplando uma árvore em crescimento. Há ali um planejamento intrínseco de sua espécie, ela cresce ordenadamente, sem, todavia precisar do planejamento do homem. Contemple um animal nascendo e desenvolvendo-se. Desabrocha diante de seus olhos um planejamento intrínseco que ordena planejada e sistematicamente uma sucessão de células, que vão formando um indivíduo inteiro de determinada espécie. E o coloca em relação segundo leis sutis. Isso ocorre aos nossos olhos sem a nossa intervenção. Do mesmo modo contemple-se a si mesmo. Você não escolheu a ordem interna de seu desenvolvimento, nem o tipo de seu olhos, ou nariz, seu sexo ou altura, muito menos a sua cor. Essa flagrante existência de um planejamento existente fora da racionalidade humana, fez com que psicólogos de um passado recente, definissem a noção de inconsciênte, e mais, procuraram fazer crer a todos que o inconsciente, ou seja, o planejamento “inconsciênte” definia e determinava a consciência individual, se não, ao menos, determinava o planejamento consciente.
Ora, essa afirmação, é sinônima de se dizer que as trevas dão origem à Luz, e a luz bebe em raízes profundas num mundo de trevas. Ou seja, o que este oculto determina o que esta sob a luz da consciência (objetiva e simbolicamente). É o pressuposto da psicanalise.
Todavia, Deus é Luz, e sendo Luz (inteligência e vontade... como lemos em Gênesis: "no início era o Verbo") ele dá origem a todas as coisas, inclusive às trevas, quando ele, por querer, e por liberdade, retira sua luz. Então Deus é consciência plena. Assim dizemos Deus é onipotência, onipresença, onisciência, ou seja, plena ciência, plena presença, pleno poder. Assim sendo, quando contemplamos o planejamento implícito tanto na formação dos seres, como na formação de nossa mente, contemplamos a ação do planejamento divino, consciente embora nem sempre compreendido, portanto, consciente e não inconsciente. Seria mais lógico, mais coerente, que chamássemos esse planejamento misterioso, do qual aprendemos e tiramos o modelo para o nosso viver, de " O desconhecido". A Luz desconhecida. Ora, o desconhecido pelos homens é muito maior do que o conhecido pelos homens, donde temos a tendência de achar, ou concluir, que o desconhecido determina o conhecido. ( o conhecido esta contido no desconhecido, o menor no maior). Examinar esse desconhecido geraria uma analise psiquica, segundo alguns psicólogos. ( isso é o fruto errôneo do humanismo). Todavia, esse desconhecido, flagrantemente tem intenção e vontade, pois se realiza, e, ( e realiza o Homem) aos olhos do contemplativo, ele se revela como vontade da inteligência de Deus.
Aqui, nesse ponto, se renova a psicologia, saindo dos velhos conceitos do "Deus Panteísta" dos psicanalistas, para o Deus encarnado, dos psicólogos cristãos. O Verbo, que é palavra que exprime vontade e ação, sendo o primeiro ato intencional, O Verbo de Deus, se faz carne, ou seja, encarna o planejamento divino, de maneira única, perfeita e cabal no Filho do Homem ( ser moral), revelando o Filho Único de Deus, o plano, ou planejamento encarnado.
Se você acompanhou meu raciocínio, que não me parece difícil, você percebeu, que se a escuridão, as trevas, o inseguro determinasse a razão humana, nos seriamos escravos das trevas, todavia, nossa razão é construída pela consciência perfeita de Deus, e isso nos faz livres, conseqüentes e finais. A Razão é "domo" gratuito de Deus, e a moral é dom gratuito e essencia da razão.
Finalizando, muitas vezes o que nos parece planejamento, ou é defendido como planejamento, não o é. É engenharia amoral, loucura humana. O planejamento espiritual, que regula ação humana ( toda ela), e como conseqüência, portanto, regula o planejamento material do homem, é moral. A razão moral é a finalidade do existir humano.
Não sou eu quem diz. Para que você entenda melhor cito esse trecho da Sagrada Escritura retirada do Livro da Sabedoria ( 9,13-18).
"Qual é o homem que pode conhecer os desígnios de Deus? Ou quem pode imaginar o desígnio do Senhor? Na verdade os pensamentos dos mortais são tímidos e suas reflexões incertas: porque o corpo corruptível torna pesada a alma, e a tenda de argila oprime a mente que pensa. Mal podemos conhecer o que há na terra, e com muito custo compreendemos o que está ao alcance de nossas mãos; quem, portanto investigará o que há nos céus ( no seu sentido amplo, não apenas material)? Acaso alguém teria conhecido os Teus desígnios, sem que tivesses dado Sabedoria e do alto enviasses Teu Santo Espirito (Luz). Só assim se tornaram retos os caminhos dos que estão na terra, e os homens apreenderam o que Te agrada e pela Sabedoria (que nos deste) foram salvos.Palavras do Senhor".
Incrível a penetração psicológica desse texto bíblico. O homem não é o construtor da razão humana, e a razão humana é semelhança da Razão Divina Absolutamente terapêutico, luminoso, cheio de esperança nos fatos futuros, esperança no desconhecido dos homens, mas conhecido de Deus. Um texto de confiança. A Psicologia, iluminada pela Palavra de Deus, navega em mares calmos, planta semente em campos férteis de cura, e de Sabedoria.
Wallace Requião de Mello e Silva.
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mardi 10 mars 2009
Crescendo dia a dia, a simplicidade é bem aceita.
Você deve se perguntar porquê em alguns print screen as bolinhas vermelhas são pequenas e noutros grandes. As pequenas indicam as visitas estáveis, as grandes, que dão volume na tela, representam os novos visitantes. No canto esquerdo, logo acima da lupa, o usuario do Analytics, pode consusltar tipos de visitação: novos, que retornam, etc.O nosso leitor recordista em tempo no Blog, continua sendo, um unico, numa pequena cidade inglêsa, que chefa a ficar 01:17 minutos no Blog, em média.
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dimanche 8 mars 2009
Psicólogo não tema, fale de Deus e em Deus.
Psicólogos não tenham medo de falar de Deus.
Um folheto alemão (Gott Existirt) publicado pela Katholische Junge Germainde de Neustadt na Alemanha Ocidental copilou alguns testemunhos para ajudar profissionais de ciência a falar em Deus.
1) Hatharway, físico e engenheiro norte americano, inventor do computador (cérebro eletrônico): “A Física moderna ensina-me que a natureza é incapaz de se organizar por si mesma. O universo apresenta uma grande organização. Por isso se torna necessário admitir uma Causa Primeira”.
2) Pascual Jordan, fisco alemão, um dos fundadores da mecânica dos quanta: “O progresso moderno removeu os empecilhos que se opunham à harmonia entre ciências naturais e cosmovisão religiosa. Os atuais conhecimentos de ciências naturais já não fazem objeção de um Deus Criador”.
3)Werner Von Braun, fisco alemão, um dos maiores pesquisadores da energia atômica criador do foguete: “Não se pode de maneira nenhuma justificar a opinião, de vez em quando formulada, de que na época das viagens espaciais temos conhecimentos da natureza tais que já não precisamos crer em Deus. Somente uma renovada fé em Deus pode provocar a mudança que salve da catástrofe o nosso mundo. Ciência e religião são, pois, irmãs, e não pólos antitéticos”.
4) Von Huene, geógrafo e paleontólogo alemão: “ Essa longa história da vida que aos poucos se vai erguendo em escala ascensional, é, precisamente, a historia da criação do mundo dos viventes, É a ação de Deus que tudo planeja e concebe, dirige e sustenta”.
5)Hartmann, diretor do Instituto de Biologia Max Planck: “Os resultados das mais desenvolvida ciência da natureza ou da física não levantam a mínima objeção fé num poder que esta por trás das forças naturais e que as rege. Tudo isso pode parecer mesmo ao mais critico pesquisador como uma grandiosa revelação da natureza, levando-o a crer numa poderosa sabedoria ( que a transcende) que se acha por trás desse mundo sábio”
6)Dessauer, biofísico alemão e filosofo da Natureza, fundador da terapia de profundidade por meio de raios Roetgens ( radioterapia) e da Biologia dos Quanta: “ O fato de que nos últimos setenta anos o curso das descobertas e invenções nos interpela poderosamente, significa que Deus o Criador nos fala mais alto e mais claro do que nunca mediante pesquisadores e inventores”.
7)Jung, suíço, um dos fundadores da psicanálise: Entre todos os meus pacientes na segunda metade da vida, isto é, depois dos trinta e cinco anos, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse constituído pela questão de sua atitude religiosa. “Todos, em última instancia, estavam doentes por ter perdido aquilo que uma religião viva sempre deu aos seus adeptos, e nenhum se curou sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosse própria”.
8)Gustav Mie, físico alemão: “ Devemos dizer que um pesquisador da natureza que reflete... deve necessariamente ser um homem piedoso. Pois ele tem que se dobrar reverente diante do Espírito de Deus, que se manifesta tão claramente na Natureza.
9) Edwin Coulin, biólogo norte-americano: “ querer explicar pelo acaso a origem da vida sobre a terra é o mesmo que esperar o surto de uma tipografia em conseqüência de uma explosão”
10) Max Planck, premio Nobel, físico alemão, criador da teoria dos Quanta: Para onde quer que se dilate o olhar, em parte alguma vemos contradição entre Ciências Naturais e Religião; antes, encontramos plena convergência nos pontos decisivos. Ciências naturais e Religião não se excluem mutuamente, mas completam e apela uma para a outra. Para o Crente Deus esta no começo; para o físico Deus está no ponto de chegada de toda a sua reflexão ( Gott steht fur den Glaubgen am Anfang, fur den Physiker am Ende alles Denkens)
11) Uexkull, biólogo alemão: “Quem afirma que há um plano, uma finalidade e metas na Criação, afirma a existência de Deus o Criador”.
12) AmbroiseFleming, físico britânico: “A grande quantidade de descobertas modernas destruiu por completo o antigo materialismo. O universo se apresenta hoje sob o nosso olhar como um pensamento, Ora o pensamento supõe a existência de um pensador”.
13) Sabatier, químico francês Premio Nobel: “Fazer oposição entre Ciências Naturais e a Religião é coisa de pessoas mal informadas tanto no setor daquelas como no desta”.
14) Marconi, inventor da telegrafia: Declaro com ufania que sou um homem de fé, Creio no poder da criação. “Creio nisto não só como fiel cristão, mas como cientista”
15) Volta, eletrofisico italiano inventor da pilha de volta e dos acumuladores: Submeti a um estudo profundo as verdades fundamentais da fé e... “Deste modo encontrei eloqüentes testemunhos que tornam a religião acreditável a quem use apenas a sua razão”.
16) Herchel, astrônomo alemão descobridor de Urano: Quanto mais o campo das ciências se dilata tanto mais numerosas e irrefutáveis se tornam as provas da eterna existência de uma sabedoria criadora e todo poderosa”.
17) Newton, físico e matemático, fundador da física clássica: A maravilhosa disposição e harmonia do Universo só podem ter origem segundo um plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. “Isto fica sendo a minha ultima e mais elevada descoberta”.
18) Gauss Matemático astrônomo e físico alemão: Quando tocar a nossa ultima hora, teremos a indizível alegria de ver Aquele que em nosso trabalho apenas pudemos pressentir”.
19) Orsted, fisco dinamarquês, fundador da eletromagnética: “Toda pesquisa que penetre fundo dentro da natureza, leva ao reconhecimento de Deus”.
20) Berzelius químico sueco, descobridor de alguns elementos químicos: Tudo que se relaciona com a natureza orgânica, revela uma sabia finalidade e apresenta-se como produto de uma Inteligência Superior. “O homem é levado a considerar suas capacidades de pensar e calcular como imagem e semelhança daquele Ser a quem ele deve a sua existência”
Porém psicólogos, nosso campo de atuação foi projetado por pessoas que negam, a encarnação do Verbo em Cristo, que também é o Messias judeu, portanto, tudo o que temos escrito aqui, é denunciando isso e facilitando a adesão do profissional de psicologia ao Verbo Encarnado, ao Homem Deus, filho Único de Deus, que tornou no que é essencial aos homens, a Revelação Completa.
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Um folheto alemão (Gott Existirt) publicado pela Katholische Junge Germainde de Neustadt na Alemanha Ocidental copilou alguns testemunhos para ajudar profissionais de ciência a falar em Deus.
1) Hatharway, físico e engenheiro norte americano, inventor do computador (cérebro eletrônico): “A Física moderna ensina-me que a natureza é incapaz de se organizar por si mesma. O universo apresenta uma grande organização. Por isso se torna necessário admitir uma Causa Primeira”.
2) Pascual Jordan, fisco alemão, um dos fundadores da mecânica dos quanta: “O progresso moderno removeu os empecilhos que se opunham à harmonia entre ciências naturais e cosmovisão religiosa. Os atuais conhecimentos de ciências naturais já não fazem objeção de um Deus Criador”.
3)Werner Von Braun, fisco alemão, um dos maiores pesquisadores da energia atômica criador do foguete: “Não se pode de maneira nenhuma justificar a opinião, de vez em quando formulada, de que na época das viagens espaciais temos conhecimentos da natureza tais que já não precisamos crer em Deus. Somente uma renovada fé em Deus pode provocar a mudança que salve da catástrofe o nosso mundo. Ciência e religião são, pois, irmãs, e não pólos antitéticos”.
4) Von Huene, geógrafo e paleontólogo alemão: “ Essa longa história da vida que aos poucos se vai erguendo em escala ascensional, é, precisamente, a historia da criação do mundo dos viventes, É a ação de Deus que tudo planeja e concebe, dirige e sustenta”.
5)Hartmann, diretor do Instituto de Biologia Max Planck: “Os resultados das mais desenvolvida ciência da natureza ou da física não levantam a mínima objeção fé num poder que esta por trás das forças naturais e que as rege. Tudo isso pode parecer mesmo ao mais critico pesquisador como uma grandiosa revelação da natureza, levando-o a crer numa poderosa sabedoria ( que a transcende) que se acha por trás desse mundo sábio”
6)Dessauer, biofísico alemão e filosofo da Natureza, fundador da terapia de profundidade por meio de raios Roetgens ( radioterapia) e da Biologia dos Quanta: “ O fato de que nos últimos setenta anos o curso das descobertas e invenções nos interpela poderosamente, significa que Deus o Criador nos fala mais alto e mais claro do que nunca mediante pesquisadores e inventores”.
7)Jung, suíço, um dos fundadores da psicanálise: Entre todos os meus pacientes na segunda metade da vida, isto é, depois dos trinta e cinco anos, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse constituído pela questão de sua atitude religiosa. “Todos, em última instancia, estavam doentes por ter perdido aquilo que uma religião viva sempre deu aos seus adeptos, e nenhum se curou sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosse própria”.
8)Gustav Mie, físico alemão: “ Devemos dizer que um pesquisador da natureza que reflete... deve necessariamente ser um homem piedoso. Pois ele tem que se dobrar reverente diante do Espírito de Deus, que se manifesta tão claramente na Natureza.
9) Edwin Coulin, biólogo norte-americano: “ querer explicar pelo acaso a origem da vida sobre a terra é o mesmo que esperar o surto de uma tipografia em conseqüência de uma explosão”
10) Max Planck, premio Nobel, físico alemão, criador da teoria dos Quanta: Para onde quer que se dilate o olhar, em parte alguma vemos contradição entre Ciências Naturais e Religião; antes, encontramos plena convergência nos pontos decisivos. Ciências naturais e Religião não se excluem mutuamente, mas completam e apela uma para a outra. Para o Crente Deus esta no começo; para o físico Deus está no ponto de chegada de toda a sua reflexão ( Gott steht fur den Glaubgen am Anfang, fur den Physiker am Ende alles Denkens)
11) Uexkull, biólogo alemão: “Quem afirma que há um plano, uma finalidade e metas na Criação, afirma a existência de Deus o Criador”.
12) AmbroiseFleming, físico britânico: “A grande quantidade de descobertas modernas destruiu por completo o antigo materialismo. O universo se apresenta hoje sob o nosso olhar como um pensamento, Ora o pensamento supõe a existência de um pensador”.
13) Sabatier, químico francês Premio Nobel: “Fazer oposição entre Ciências Naturais e a Religião é coisa de pessoas mal informadas tanto no setor daquelas como no desta”.
14) Marconi, inventor da telegrafia: Declaro com ufania que sou um homem de fé, Creio no poder da criação. “Creio nisto não só como fiel cristão, mas como cientista”
15) Volta, eletrofisico italiano inventor da pilha de volta e dos acumuladores: Submeti a um estudo profundo as verdades fundamentais da fé e... “Deste modo encontrei eloqüentes testemunhos que tornam a religião acreditável a quem use apenas a sua razão”.
16) Herchel, astrônomo alemão descobridor de Urano: Quanto mais o campo das ciências se dilata tanto mais numerosas e irrefutáveis se tornam as provas da eterna existência de uma sabedoria criadora e todo poderosa”.
17) Newton, físico e matemático, fundador da física clássica: A maravilhosa disposição e harmonia do Universo só podem ter origem segundo um plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. “Isto fica sendo a minha ultima e mais elevada descoberta”.
18) Gauss Matemático astrônomo e físico alemão: Quando tocar a nossa ultima hora, teremos a indizível alegria de ver Aquele que em nosso trabalho apenas pudemos pressentir”.
19) Orsted, fisco dinamarquês, fundador da eletromagnética: “Toda pesquisa que penetre fundo dentro da natureza, leva ao reconhecimento de Deus”.
20) Berzelius químico sueco, descobridor de alguns elementos químicos: Tudo que se relaciona com a natureza orgânica, revela uma sabia finalidade e apresenta-se como produto de uma Inteligência Superior. “O homem é levado a considerar suas capacidades de pensar e calcular como imagem e semelhança daquele Ser a quem ele deve a sua existência”
Porém psicólogos, nosso campo de atuação foi projetado por pessoas que negam, a encarnação do Verbo em Cristo, que também é o Messias judeu, portanto, tudo o que temos escrito aqui, é denunciando isso e facilitando a adesão do profissional de psicologia ao Verbo Encarnado, ao Homem Deus, filho Único de Deus, que tornou no que é essencial aos homens, a Revelação Completa.
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samedi 7 mars 2009
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vendredi 6 mars 2009
O invisivel visível.
O invisível visível, e o visível invisível.
Jesus lhe disse: Porque me viste acreditaste. Felizes os que não viram e creram. (João 20,29)
Devemos temer, ou negar, o invisível?
A visão é a penas um tipo de percepção que nos coloca em contacto com a realidade. A audição é outro tipo de percepção, assim os cinco sentidos clássicos, e os dois sentidos experimentais a cinestesia, ou seja, a consciência do corpo no espaço, e a sinestesia esse polêmico “sentido” que consiste no cruzamento de sensações, nos colocam em contacto com a realidade. Realidade parcial, limitada pelo conjunto do alcance de nossos sentidos, e mais, é limitada pela nossa capacidade de sua síntese.
Se você perguntar a um aluno de oitava serie, como é um átomo, ele te fará uma descrição, o núcleo, os elétrons, os prótons e nêutrons, porém jamais alguém viu um átomo, é também possível que jamais o veja. No entanto existe um modelo intelectual, racional, que pela lógica nos diz que possa ser assim. Esse modelo puramente intelectual invisível nos têm desenvolvido uma realidade atômica concreta. É o típico visível invisível. Um conceito. Jámais foi visto, mas foi crido, foi aceito pela razão.
O visível precisa ser decodificado. Vejamos para melhor entendermos o modelo da audição. O audível nem sempre é descodificável. Tome por exemplo as línguas são audíveis, porém nem sempre inteligíveis para alguns, para outros são perfeitamente inteligíveis. Sons musicais podem ser decodificáveis em sutis linguagens para alguns, tornado-se verdadeiros sistemas de comunicação, para outros, no entanto sequer desconfiam dessa possibilidade de comunicação sonora. Assim também é a visão, ela difere muito de espécie, para espécie, e o que é visível para uma, não o é para outra. A realidade é a mesma, a percepção da realidade difere quantitativamente e qualitativamente.
Feche os olhos e imagine o número de ondas de rádio atravessando seu corpo. Milhares de mensagens celulares, centenas de canais de TV, milhares de modulações AM e FM das rádios, ondas eletromagnéticas desconhecidas e conhecidas, tudo isso é realidade concreta, embora seja invisível. A visão também se traduz por um espectro de ondas visíveis ao homem, mas na natureza intima dessas ondas há o espectro invisível ao homem. Tem a mesma natureza, mas estão fora da percepção humana.
Agora vamos a outro aspecto do problema:
Qualquer criança de oitava serie, te relatará como os seres vivos são constituídos de células, as células tornaram-se visíveis aos homens e crianças modernos, embora muitos de nós jamais tivéssemos tido a oportunidade de colocarmos os olhos em um microscópio. Vemos, portanto ao menos para a maioria de nós, as células pela fé. A fé no conhecimento. Aristóteles, pela força da lógica, intuiu que haveria seres vivos no esperma humano, os Homúnculos, porém, essa hipótese era invisível, improvável (no sentido de não poder ser demonstrável) e assim permaneceu por mais de um milênio, ate que os homens puderam construir aparelhos que tornassem visíveis os espermatozóides (seres do esperma é a tradução literal da palavra) os mesmos homúnculos de Aristóteles. (embora Aristóteles os imaginassem como homenzinhos minúsculos, sua tese era exata, e os girinos humanos, tem sim, metade da informação genética da formação e geração de homenzinhos. A outra metade esta no Óvulo feminino. A lógica de Aristóteles iluminou a realidade invisível, assim como a lógica iluminou a possibilidade, e necessidade racional, apontou para a existência do átomo, e elaborou um modelo atômico, em nossos dias, como Aristóteles elaborou um modelo para os homúnculos, num passado anterior ao Nascimento de Cristo. Prestem atenção no termo Necessidade Lógica, Racional.
A energia, já é um conceito que transita entre o material e o espiritual, ou seja, pertence mais ao campo invisível do que ao campo do visível. Os que estudam a energia se deparam com “Necessidades Racionais”, necessidades lógicas, de criarem modelos, pois o estudo da energia esta fronteiriço ao campo da fé... Aonde trabalhamos com o que acreditamos Ser. Energia mecânica; cinética; elétrica; química; ou a nuclear, sendo estes os modelos conhecidos, e popularizados, pertence à realidade do invisível, embora não a expliquem apenas a enriquecem. As energias estão no contexto da realidade, elas não foram criadas pelo homem, nem podemos dizer que foram descobertas pelo homem, com mais critério, podemos dizer que foram se revelando ao homem.
A mente humana e sua lógica são realidades invisíveis (embora visíveis (perceptíveis) e incontestáveis) elas são realidades típicas do invisível visível. Quando digo mente humana (não estou falando de cérebro) estou falando naquele sistema fechado, que se utiliza dos sentidos para se comunicar com a realidade exterior, embora exista numa “pré existente realidade interior”, já no homúnculo do homem e da mulher, predeterminado a ser um ser humano, e não outro ser qualquer. Portanto há uma vontade invisível, coordenado o ser humano, e tudo o mais, uma coordenação que o fará homem, diferente de todos os demais seres, pois terá consciência de Si, e também consciência de seu Criador.
Ninguém viu a alma humana com os olhos, mas ela é uma necessidade lógica, racional, que pode ser perceptível, portanto faz parte daquela realidade invisível visível. A razão se completa com o modelo racional da Alma Humana. A Razão, o raciocínio, indica esse caminho, e essa necessidade. No entanto, não podemos dizer que o homem construiu a sua alma, ou o seu modelo espiritualista... A alma vem sendo revelada ao homem, o espiritual, o invisível, vinha sendo revelado ao homem. Porque digo vinha sendo revelado ao homem? Porque o invisível e imensurável vinha sendo revelado ao homem, porém o invisível e imensurável se fez carne, e habitou entre nós. O Verbo (O Logos), ou seja, a energia, a força, a ação criadora dotada de inteligência e vontade, se fez carne, e como carne habitou entre nós, ora isso tornou objetiva a revelação, nos tirou do mundo das suposições para o concretismo da vida, do sofrimento, da morte, e da superação da morte. O Logus, ou lógica, ou consciência humana, é uma centelha, imagem e semelhança, do Logus Criador, que se fez carne.
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Jesus lhe disse: Porque me viste acreditaste. Felizes os que não viram e creram. (João 20,29)
Devemos temer, ou negar, o invisível?
A visão é a penas um tipo de percepção que nos coloca em contacto com a realidade. A audição é outro tipo de percepção, assim os cinco sentidos clássicos, e os dois sentidos experimentais a cinestesia, ou seja, a consciência do corpo no espaço, e a sinestesia esse polêmico “sentido” que consiste no cruzamento de sensações, nos colocam em contacto com a realidade. Realidade parcial, limitada pelo conjunto do alcance de nossos sentidos, e mais, é limitada pela nossa capacidade de sua síntese.
Se você perguntar a um aluno de oitava serie, como é um átomo, ele te fará uma descrição, o núcleo, os elétrons, os prótons e nêutrons, porém jamais alguém viu um átomo, é também possível que jamais o veja. No entanto existe um modelo intelectual, racional, que pela lógica nos diz que possa ser assim. Esse modelo puramente intelectual invisível nos têm desenvolvido uma realidade atômica concreta. É o típico visível invisível. Um conceito. Jámais foi visto, mas foi crido, foi aceito pela razão.
O visível precisa ser decodificado. Vejamos para melhor entendermos o modelo da audição. O audível nem sempre é descodificável. Tome por exemplo as línguas são audíveis, porém nem sempre inteligíveis para alguns, para outros são perfeitamente inteligíveis. Sons musicais podem ser decodificáveis em sutis linguagens para alguns, tornado-se verdadeiros sistemas de comunicação, para outros, no entanto sequer desconfiam dessa possibilidade de comunicação sonora. Assim também é a visão, ela difere muito de espécie, para espécie, e o que é visível para uma, não o é para outra. A realidade é a mesma, a percepção da realidade difere quantitativamente e qualitativamente.
Feche os olhos e imagine o número de ondas de rádio atravessando seu corpo. Milhares de mensagens celulares, centenas de canais de TV, milhares de modulações AM e FM das rádios, ondas eletromagnéticas desconhecidas e conhecidas, tudo isso é realidade concreta, embora seja invisível. A visão também se traduz por um espectro de ondas visíveis ao homem, mas na natureza intima dessas ondas há o espectro invisível ao homem. Tem a mesma natureza, mas estão fora da percepção humana.
Agora vamos a outro aspecto do problema:
Qualquer criança de oitava serie, te relatará como os seres vivos são constituídos de células, as células tornaram-se visíveis aos homens e crianças modernos, embora muitos de nós jamais tivéssemos tido a oportunidade de colocarmos os olhos em um microscópio. Vemos, portanto ao menos para a maioria de nós, as células pela fé. A fé no conhecimento. Aristóteles, pela força da lógica, intuiu que haveria seres vivos no esperma humano, os Homúnculos, porém, essa hipótese era invisível, improvável (no sentido de não poder ser demonstrável) e assim permaneceu por mais de um milênio, ate que os homens puderam construir aparelhos que tornassem visíveis os espermatozóides (seres do esperma é a tradução literal da palavra) os mesmos homúnculos de Aristóteles. (embora Aristóteles os imaginassem como homenzinhos minúsculos, sua tese era exata, e os girinos humanos, tem sim, metade da informação genética da formação e geração de homenzinhos. A outra metade esta no Óvulo feminino. A lógica de Aristóteles iluminou a realidade invisível, assim como a lógica iluminou a possibilidade, e necessidade racional, apontou para a existência do átomo, e elaborou um modelo atômico, em nossos dias, como Aristóteles elaborou um modelo para os homúnculos, num passado anterior ao Nascimento de Cristo. Prestem atenção no termo Necessidade Lógica, Racional.
A energia, já é um conceito que transita entre o material e o espiritual, ou seja, pertence mais ao campo invisível do que ao campo do visível. Os que estudam a energia se deparam com “Necessidades Racionais”, necessidades lógicas, de criarem modelos, pois o estudo da energia esta fronteiriço ao campo da fé... Aonde trabalhamos com o que acreditamos Ser. Energia mecânica; cinética; elétrica; química; ou a nuclear, sendo estes os modelos conhecidos, e popularizados, pertence à realidade do invisível, embora não a expliquem apenas a enriquecem. As energias estão no contexto da realidade, elas não foram criadas pelo homem, nem podemos dizer que foram descobertas pelo homem, com mais critério, podemos dizer que foram se revelando ao homem.
A mente humana e sua lógica são realidades invisíveis (embora visíveis (perceptíveis) e incontestáveis) elas são realidades típicas do invisível visível. Quando digo mente humana (não estou falando de cérebro) estou falando naquele sistema fechado, que se utiliza dos sentidos para se comunicar com a realidade exterior, embora exista numa “pré existente realidade interior”, já no homúnculo do homem e da mulher, predeterminado a ser um ser humano, e não outro ser qualquer. Portanto há uma vontade invisível, coordenado o ser humano, e tudo o mais, uma coordenação que o fará homem, diferente de todos os demais seres, pois terá consciência de Si, e também consciência de seu Criador.
Ninguém viu a alma humana com os olhos, mas ela é uma necessidade lógica, racional, que pode ser perceptível, portanto faz parte daquela realidade invisível visível. A razão se completa com o modelo racional da Alma Humana. A Razão, o raciocínio, indica esse caminho, e essa necessidade. No entanto, não podemos dizer que o homem construiu a sua alma, ou o seu modelo espiritualista... A alma vem sendo revelada ao homem, o espiritual, o invisível, vinha sendo revelado ao homem. Porque digo vinha sendo revelado ao homem? Porque o invisível e imensurável vinha sendo revelado ao homem, porém o invisível e imensurável se fez carne, e habitou entre nós. O Verbo (O Logos), ou seja, a energia, a força, a ação criadora dotada de inteligência e vontade, se fez carne, e como carne habitou entre nós, ora isso tornou objetiva a revelação, nos tirou do mundo das suposições para o concretismo da vida, do sofrimento, da morte, e da superação da morte. O Logus, ou lógica, ou consciência humana, é uma centelha, imagem e semelhança, do Logus Criador, que se fez carne.
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samedi 28 février 2009
Acabou o Carnaval.
Acabou o Carnaval.
Bem acho que podemos voltar a alguns temas menos “alegres” e mais pertinentes.
Vocês já pensaram no porque o judeu Spinoza foi excomungado pela sinagoga, e Marx não?
Spinoza advogava um panteísmo, ou seja, deus em tudo, e pela lógica, tudo é deus. Deus, portanto era alma e matéria, matéria viva e matéria inerte, isso lhe valeu a excomunhão por causa de suas crenças nada ortodoxas a respeito de Deus. Marx foi muito além, ele corta pela raiz a própria essência de ser judeu. Você sabe que ser judeu e ser israelita são uma e só a mesma coisa, o judeu perde sua condição ao deixar de ser israelita, e o israelita perde a sua condição ao deixar de ser judeu. Marx era judeu, não um judeu qualquer, filho de uma hierarquia de prestigiados rabinos... E jamais foi excomungado, ou, você correu o risco de ler em algum texto, o ex judeu alemão Marx. Se é assim deve haver por detrás outra intenção na atitude complacente para com Marx, pois esse ao defender o Materialismo, nega o Deus, que fez do Povo Eleito, o Povo de Deus. Silencio total, Marx continuou a ser um exemplo, um ícone do Judaísmo, como Einstein. Mateus, o Evangelista, que também era judeu, foi mais longe ainda, pois diz em MT 21,43 “ O reino de Deus vos( dos judeus) será tirado e entregue a um povo que produza frutos” Cf. em Lucas 22,29.
Na primeira suposição, poderíamos supor que Mateus tinha razão, e não importa mais a Sinagoga o pensamento dos Judeus, pois o Reino já lhes foi tirado.
Na segunda proposição, poderíamos supor um relaxamento dos rabinos, ofuscados pelos problemas monetários do Capitalismo à época de Marx, é possível.
Na terceira proposição, poderíamos supor uma intencionalidade anticristã, professada por um judeu bem formado (numa família de Rabinos) para induzir a erro a massa dos cristãos, numa critica ao capitalismo, e a Igreja enquanto instituição suporte de Cristo.
Como superficialmente já vimos em outros textos que Marx postulou o postulado da práxis sobre o Logus ou da Ética humana sobre a Verdade como tal. Nesse sentido poderemos nós terapeutas cristãos nos firmar na Instrução Libertatis Nuntius n 7 , parágrafos 1 e 7. “É impossível adotar no cristianismo a analise marxista da sociedade sem assumir a própria cosmovisão marxista; tudo no marxismo esta impregnado pela premissa básica do materialismo e do ateísmo. Daí a tal inconsciliabilidade do marxismo e cristianismo”. Que me desculpem os Boff da Vida. Em outras palavras, o marxismo em teologia seria a subordinação da teologia a um sistema social revestido de sentenças teológicas. Seria uma proposta de revolução política que utiliza dados da fé (negando-lhe a moral) subordinando-os a fins políticos, e esses sim parecem cristãmente coonestados. Assim a Verdade Teológica, só poderá ser compreendida e apreendida através da analise marxista da sociedade (materialista e ateia), donde não haveria uma teologia em si mesma independente de preocupações sócio políticas. Assim Marx de um lado, e o existencialismo do outro invadem a mente cristã, que começa a propagar um horror a metafísica e ao subjetivismo de todo o conhecimento; as proposições de verdade estariam sempre marcadas pelo EU circunstanciado que as propõe.
A magia é simples e chega a ser infantil, por isso o silencio dos rabinos, silencio articulado, com massiva mídia. Vamos voltar ao Verbo, sim ao Verbo que ao Principio era Deus, Vontade e inteligência. Mas o Verbo é palavra que expressa ação. Ora se Deus não existe, o verbo é apenas ação da matéria, ação cega. Assim nessa simples inversão, Marx diz que a ação precede o Conhecimento. Assim para Marx a práxis é anterior ao Logus, nega a finalidade da vontade e inteligência divina, tornado a ação humana ação febril, destituída de finalidade e de um fim previamente conhecido. E se não tem finalidade previamente estipulada, a ação do homem, mais do que ação febril, é amoral, destituída de valor real.
A Palavra de Deus não pode ser subordinada a correntes ideológicas e políticas: nem será objeto de releituras e rupturas.
Assim, como conseqüência se vê um corte na doutrina Cristã separando o Jesus Histórico, do Jesus Glorioso (Kyrios), o primeiro salvador revolucionário do homem nas dificuldades da vida, o segundo estático, conservado como meta (apenas modelo) a ser “atingida”. Atingida aqui significa golpeada, maculada, extirpada. Não me parece difícil entender, que o homem em sociedade é o novo Deus. A Práxis livre da Moral fará a história, como pegadas no chão resultado da caminhada cega da Humanidade. Há quem concorde e lute por isso, o que é o mesmo que correr com os olhos fechados, pois a morte nada significa muito menos o sofrimento, a saúde ou a vida. Agir... não pensar.
Todavia, alguém já disse: Enquanto existir o mundo, far-se-ão sentir as conseqüências do pecado original, como o egoísmo e as injustiças (no mundo do império da práxis não há injustiças) que elas acarretam; é utópico pretender, mediante reformas sociais cegas, chegar a um mundo plenamente fraterno, isento de cobiça e ganância, que geram as infindas lutas entre os homens.
Então o que Jesus veio Trazer?
libertação É antes DE TUDO LIBERTAÇÃO FRENTE AO PECADO, QUE DOMINA O CORAÇÃO DO HOMEM, DE TODO HOMEM, E CONSEQUENTEMENTE SE ESPELHA NA SOCIEDADE. Jesus veio dizer ao Homem que deus é Pai. Esse amor de Pai é amor Primeiro, gartuito e irreversivel (2 t 2,11-13); assim sempre que um pecador ingrato a ele recorrer, o encontrará (Lc 15,11-32), o cristão tem uma herança no céu, e sabe que enquanto habita nesse corpo inglório esta fora de sua mansão (2Cor 5,6-8) e aspira morar junto de Cristo. “““ ““ A LEITURA E VIVÊNCIA DO EVANGELHO É FERMENTO DE MUDANÇAS SOCIAIS A PARTIR DA PESSOA E SEUS VALORES, NÃO SUBORDINA A PALAVRA A VALORES SOCIAIS EXTERIORES; ASSIM DIZ A DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA:” A REVOLUÇÃO NÃO ESTA EM DESTRUIR A MORAL”, mas em vivê-la, pois a moral é o fermento transformador, o sal da sociedade para tarsfigurá-la.
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Bem acho que podemos voltar a alguns temas menos “alegres” e mais pertinentes.
Vocês já pensaram no porque o judeu Spinoza foi excomungado pela sinagoga, e Marx não?
Spinoza advogava um panteísmo, ou seja, deus em tudo, e pela lógica, tudo é deus. Deus, portanto era alma e matéria, matéria viva e matéria inerte, isso lhe valeu a excomunhão por causa de suas crenças nada ortodoxas a respeito de Deus. Marx foi muito além, ele corta pela raiz a própria essência de ser judeu. Você sabe que ser judeu e ser israelita são uma e só a mesma coisa, o judeu perde sua condição ao deixar de ser israelita, e o israelita perde a sua condição ao deixar de ser judeu. Marx era judeu, não um judeu qualquer, filho de uma hierarquia de prestigiados rabinos... E jamais foi excomungado, ou, você correu o risco de ler em algum texto, o ex judeu alemão Marx. Se é assim deve haver por detrás outra intenção na atitude complacente para com Marx, pois esse ao defender o Materialismo, nega o Deus, que fez do Povo Eleito, o Povo de Deus. Silencio total, Marx continuou a ser um exemplo, um ícone do Judaísmo, como Einstein. Mateus, o Evangelista, que também era judeu, foi mais longe ainda, pois diz em MT 21,43 “ O reino de Deus vos( dos judeus) será tirado e entregue a um povo que produza frutos” Cf. em Lucas 22,29.
Na primeira suposição, poderíamos supor que Mateus tinha razão, e não importa mais a Sinagoga o pensamento dos Judeus, pois o Reino já lhes foi tirado.
Na segunda proposição, poderíamos supor um relaxamento dos rabinos, ofuscados pelos problemas monetários do Capitalismo à época de Marx, é possível.
Na terceira proposição, poderíamos supor uma intencionalidade anticristã, professada por um judeu bem formado (numa família de Rabinos) para induzir a erro a massa dos cristãos, numa critica ao capitalismo, e a Igreja enquanto instituição suporte de Cristo.
Como superficialmente já vimos em outros textos que Marx postulou o postulado da práxis sobre o Logus ou da Ética humana sobre a Verdade como tal. Nesse sentido poderemos nós terapeutas cristãos nos firmar na Instrução Libertatis Nuntius n 7 , parágrafos 1 e 7. “É impossível adotar no cristianismo a analise marxista da sociedade sem assumir a própria cosmovisão marxista; tudo no marxismo esta impregnado pela premissa básica do materialismo e do ateísmo. Daí a tal inconsciliabilidade do marxismo e cristianismo”. Que me desculpem os Boff da Vida. Em outras palavras, o marxismo em teologia seria a subordinação da teologia a um sistema social revestido de sentenças teológicas. Seria uma proposta de revolução política que utiliza dados da fé (negando-lhe a moral) subordinando-os a fins políticos, e esses sim parecem cristãmente coonestados. Assim a Verdade Teológica, só poderá ser compreendida e apreendida através da analise marxista da sociedade (materialista e ateia), donde não haveria uma teologia em si mesma independente de preocupações sócio políticas. Assim Marx de um lado, e o existencialismo do outro invadem a mente cristã, que começa a propagar um horror a metafísica e ao subjetivismo de todo o conhecimento; as proposições de verdade estariam sempre marcadas pelo EU circunstanciado que as propõe.
A magia é simples e chega a ser infantil, por isso o silencio dos rabinos, silencio articulado, com massiva mídia. Vamos voltar ao Verbo, sim ao Verbo que ao Principio era Deus, Vontade e inteligência. Mas o Verbo é palavra que expressa ação. Ora se Deus não existe, o verbo é apenas ação da matéria, ação cega. Assim nessa simples inversão, Marx diz que a ação precede o Conhecimento. Assim para Marx a práxis é anterior ao Logus, nega a finalidade da vontade e inteligência divina, tornado a ação humana ação febril, destituída de finalidade e de um fim previamente conhecido. E se não tem finalidade previamente estipulada, a ação do homem, mais do que ação febril, é amoral, destituída de valor real.
A Palavra de Deus não pode ser subordinada a correntes ideológicas e políticas: nem será objeto de releituras e rupturas.
Assim, como conseqüência se vê um corte na doutrina Cristã separando o Jesus Histórico, do Jesus Glorioso (Kyrios), o primeiro salvador revolucionário do homem nas dificuldades da vida, o segundo estático, conservado como meta (apenas modelo) a ser “atingida”. Atingida aqui significa golpeada, maculada, extirpada. Não me parece difícil entender, que o homem em sociedade é o novo Deus. A Práxis livre da Moral fará a história, como pegadas no chão resultado da caminhada cega da Humanidade. Há quem concorde e lute por isso, o que é o mesmo que correr com os olhos fechados, pois a morte nada significa muito menos o sofrimento, a saúde ou a vida. Agir... não pensar.
Todavia, alguém já disse: Enquanto existir o mundo, far-se-ão sentir as conseqüências do pecado original, como o egoísmo e as injustiças (no mundo do império da práxis não há injustiças) que elas acarretam; é utópico pretender, mediante reformas sociais cegas, chegar a um mundo plenamente fraterno, isento de cobiça e ganância, que geram as infindas lutas entre os homens.
Então o que Jesus veio Trazer?
libertação É antes DE TUDO LIBERTAÇÃO FRENTE AO PECADO, QUE DOMINA O CORAÇÃO DO HOMEM, DE TODO HOMEM, E CONSEQUENTEMENTE SE ESPELHA NA SOCIEDADE. Jesus veio dizer ao Homem que deus é Pai. Esse amor de Pai é amor Primeiro, gartuito e irreversivel (2 t 2,11-13); assim sempre que um pecador ingrato a ele recorrer, o encontrará (Lc 15,11-32), o cristão tem uma herança no céu, e sabe que enquanto habita nesse corpo inglório esta fora de sua mansão (2Cor 5,6-8) e aspira morar junto de Cristo. “““ ““ A LEITURA E VIVÊNCIA DO EVANGELHO É FERMENTO DE MUDANÇAS SOCIAIS A PARTIR DA PESSOA E SEUS VALORES, NÃO SUBORDINA A PALAVRA A VALORES SOCIAIS EXTERIORES; ASSIM DIZ A DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA:” A REVOLUÇÃO NÃO ESTA EM DESTRUIR A MORAL”, mas em vivê-la, pois a moral é o fermento transformador, o sal da sociedade para tarsfigurá-la.
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samedi 21 février 2009
Aviso Importante
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lundi 16 février 2009
E Eu venci a morte.
Brodemann e o mapeamento cortical.
A vida me deu inúmeras oportunidades de presenciar a morte. Essa misteriosa e terrível realidade. Num momento estamos diante de uma pessoa que fala, reage responde, segundos depois, tudo, absolutamente tudo no que se constitui seu corpo, esta ali, diante de você, todavia não reage, não fala, nãos se comunica. Toda uma história pessoal, toda uma experiência de vida, única e insubstituível, se apaga diante dos seus olhos, como uma força brutal, um impacto inesquecível, aparentemente irremediável, assustador.
O que aconteceu?
Eu costumo como exercício, deslocar o meu ponto de vista, do local, imediato, para o astral, cósmico, imenso. Embora cientistas de renome, tenham resolvido que a vida individual é um fenômeno orgânico, não resolveram nem me convenceram, do que é a vida, aquela que permanece ainda que morra o individuo, e não falo de uma vida “espiritual”, falo da vida, berço e ambiente, onde nasce e vive temporalmente a vida individual. Penso na imensidão cósmica, no minúsculo planeta terra, e me pergunto de onde veio a vida? No que consiste?
Sebe-se que um homem, pode conservar a vida, embora algumas vezes não possa conservar a consciência. Parece-me fácil resolver a questão desta maneira, morreu acabou. Não existia, existiu. Sem pensar que há uma intencionalidade da vida, sobre modo da vida humana, que pensa a ciência, a filosofia, a teologia... E morre... Ou sobrevive na história. Então somos células, como se fossemos letras, num texto imenso chamado história?
Os dois textos que apresento a seguir ( 49 e 50) são para serem lidos com todo o respeito que os autores merecem, pelos seus estudos, sua formação científica, seu discernimento, mas eu quero que vocês reflitam em seu coração, o que eles (os conceitos) respondem diante da imensidão cósmica, e da presença tão insignificante da vida, neste ínfimo planeta em que vivemos.
Eu não responderei, apenas quero que você se atualize, sobre os conceitos, históricos, e faça perguntas para esses conceitos... E tire respostas amadurecidas, ainda que essas respostas gerem duvidas e novas perguntas.
Somos um nadinha de nada, e, no entanto, em 1 João 3,1 “Vede com grande caridade nos tem concedido o Pai (Vontade e Inteligência, anterior ao cosmo); que fossemos chamados filhos de Deus. Você sente a diferença? Entre ser um número limitado de moléculas restritas aos cento e tantos elementos (tabela dos elementos) constitutivos da Natureza, alimento para os insetos e minhocas, e ser Chamado Filho de Deus?
Corria o ano de 1909 quando Brodemann, apoiando-se nas descobertas e progressos da anatomia clinica iniciados por Bouillaud, e anteriormente pelo célebre Brocá ( descobridor de uma região cerebral relacionada com a fala; não mais importante que a língua, a glote, os lábios, a respiração, que também estão relacionados com a fala), como a memória, a lógica, a visão, a audição... que também estão relacionadas com a fala). Então Brodemann, sendo mais pesquisador do que médico, reúne grande numero de dados sobre cérebros de símeos superiores e Homens (poderiam ser dados sobre taturanas, carneiros, camarões e elefantes, pois a semelhança do macaco com o homem é bem menor que o conjunto de suas diferenças), e isso deveria ser importante para um matemático, lógico e pesquisador, que se proponha a constituir o conceito homem.
Divide então o cérebro humano, em 52 áreas anatômicas, e atribui a cada uma delas uma função. Essa nova Frenologia que nos remonta à Gall, é, todavia mais laboriosa realizada com mais critérios anatômicos e funcionais. Todavia, imaginem que vocês compram uma imensa área de terra. Nada sabem sobre ela, pois nunca estiveram nela. Aos poucos vocês abrem caminho, desenham num mapa o que vão achando, e o que julgam de cada palmo de terra. Agora analisam a composição química de cada palmo de terra comprada, seu PH, sua textura e cor, sua profundidade de capa fértil... E assim vocês progridem. Quanto mais pesquisam, mais perguntas, e mais profundo se torna a terra possuída. Você cavam até atravessar o outro lado do planeta, milímetro por milímetro, tudo foi estudado, no entanto, naquele punhado de terra que ficou em suas mãos, na micro física dos elementos, ainda há, por conhecer, mais mistérios do que se podem contar nas estrelas do Céu. Inútil então procurar? Não, apenas presunção. Se você, ao sair do outro lado do planeta se perguntar: mas de onde veio o planeta... Você irá de encontro ao mundo de fantasia e hipóteses sem fim, tal como se você perguntar a origem da vida. Mais ainda se você se perguntar sobre a origem do Homem, enquanto racional, e o significado de sua morte individual. Há quem diga que é preciso dar uma resposta..., é matéria, é pó... Então vamos juntar esse pó, dele fazer barro, e soprar em suas narinas o sopro divino, para trazer de volta nosso ente querido... Afinal temos respostas para tudo. Bérgson, já estudado nesse Blog grita contra as conclusões de Brodemann, Head, um neurologista, tenta socorrer, e conciliar, a posição de Bérgson unitarista, com as teses de Brodemann.
Head recorre às esquecidas teses do inglês Jackson, com a observação de que a lesão de uma determinada área, não eliminava por completo a função, quanto mais completo e voluntário o processo mental, maior numero de áreas ”territórios cerebrais” são colocados em funcionamento. Uma lesão cortical desorganiza uma seqüência ordenada e habitual de processos fisiológicos, perturbando a função de centros corticais, que serão preferencialmente substituídos por centros preferenciais de integração. Head não recusa a tese localizacionista, mas quer ampliar, as reações quando se cinge a uma determinada “área do território" cerebral de maneira muito limitada. A integração funcional de áreas surge como uma resposta teórica à opinião dos unitaristas. Como vemos, sem sermos levianos, nem negarmos os avanços da medicina, a questão por detrás nada mais era que uma questão filosófica e religiosa, o homem é o criador de si mesmo, ou foi pensado pela Inteligência Criadora? Com todos os avanços da ciência nesses últimos dois séculos, o homem venceu a morte? Vencerá? Então o que diz Cristo? Disse: Eu a venci.
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A vida me deu inúmeras oportunidades de presenciar a morte. Essa misteriosa e terrível realidade. Num momento estamos diante de uma pessoa que fala, reage responde, segundos depois, tudo, absolutamente tudo no que se constitui seu corpo, esta ali, diante de você, todavia não reage, não fala, nãos se comunica. Toda uma história pessoal, toda uma experiência de vida, única e insubstituível, se apaga diante dos seus olhos, como uma força brutal, um impacto inesquecível, aparentemente irremediável, assustador.
O que aconteceu?
Eu costumo como exercício, deslocar o meu ponto de vista, do local, imediato, para o astral, cósmico, imenso. Embora cientistas de renome, tenham resolvido que a vida individual é um fenômeno orgânico, não resolveram nem me convenceram, do que é a vida, aquela que permanece ainda que morra o individuo, e não falo de uma vida “espiritual”, falo da vida, berço e ambiente, onde nasce e vive temporalmente a vida individual. Penso na imensidão cósmica, no minúsculo planeta terra, e me pergunto de onde veio a vida? No que consiste?
Sebe-se que um homem, pode conservar a vida, embora algumas vezes não possa conservar a consciência. Parece-me fácil resolver a questão desta maneira, morreu acabou. Não existia, existiu. Sem pensar que há uma intencionalidade da vida, sobre modo da vida humana, que pensa a ciência, a filosofia, a teologia... E morre... Ou sobrevive na história. Então somos células, como se fossemos letras, num texto imenso chamado história?
Os dois textos que apresento a seguir ( 49 e 50) são para serem lidos com todo o respeito que os autores merecem, pelos seus estudos, sua formação científica, seu discernimento, mas eu quero que vocês reflitam em seu coração, o que eles (os conceitos) respondem diante da imensidão cósmica, e da presença tão insignificante da vida, neste ínfimo planeta em que vivemos.
Eu não responderei, apenas quero que você se atualize, sobre os conceitos, históricos, e faça perguntas para esses conceitos... E tire respostas amadurecidas, ainda que essas respostas gerem duvidas e novas perguntas.
Somos um nadinha de nada, e, no entanto, em 1 João 3,1 “Vede com grande caridade nos tem concedido o Pai (Vontade e Inteligência, anterior ao cosmo); que fossemos chamados filhos de Deus. Você sente a diferença? Entre ser um número limitado de moléculas restritas aos cento e tantos elementos (tabela dos elementos) constitutivos da Natureza, alimento para os insetos e minhocas, e ser Chamado Filho de Deus?
Corria o ano de 1909 quando Brodemann, apoiando-se nas descobertas e progressos da anatomia clinica iniciados por Bouillaud, e anteriormente pelo célebre Brocá ( descobridor de uma região cerebral relacionada com a fala; não mais importante que a língua, a glote, os lábios, a respiração, que também estão relacionados com a fala), como a memória, a lógica, a visão, a audição... que também estão relacionadas com a fala). Então Brodemann, sendo mais pesquisador do que médico, reúne grande numero de dados sobre cérebros de símeos superiores e Homens (poderiam ser dados sobre taturanas, carneiros, camarões e elefantes, pois a semelhança do macaco com o homem é bem menor que o conjunto de suas diferenças), e isso deveria ser importante para um matemático, lógico e pesquisador, que se proponha a constituir o conceito homem.
Divide então o cérebro humano, em 52 áreas anatômicas, e atribui a cada uma delas uma função. Essa nova Frenologia que nos remonta à Gall, é, todavia mais laboriosa realizada com mais critérios anatômicos e funcionais. Todavia, imaginem que vocês compram uma imensa área de terra. Nada sabem sobre ela, pois nunca estiveram nela. Aos poucos vocês abrem caminho, desenham num mapa o que vão achando, e o que julgam de cada palmo de terra. Agora analisam a composição química de cada palmo de terra comprada, seu PH, sua textura e cor, sua profundidade de capa fértil... E assim vocês progridem. Quanto mais pesquisam, mais perguntas, e mais profundo se torna a terra possuída. Você cavam até atravessar o outro lado do planeta, milímetro por milímetro, tudo foi estudado, no entanto, naquele punhado de terra que ficou em suas mãos, na micro física dos elementos, ainda há, por conhecer, mais mistérios do que se podem contar nas estrelas do Céu. Inútil então procurar? Não, apenas presunção. Se você, ao sair do outro lado do planeta se perguntar: mas de onde veio o planeta... Você irá de encontro ao mundo de fantasia e hipóteses sem fim, tal como se você perguntar a origem da vida. Mais ainda se você se perguntar sobre a origem do Homem, enquanto racional, e o significado de sua morte individual. Há quem diga que é preciso dar uma resposta..., é matéria, é pó... Então vamos juntar esse pó, dele fazer barro, e soprar em suas narinas o sopro divino, para trazer de volta nosso ente querido... Afinal temos respostas para tudo. Bérgson, já estudado nesse Blog grita contra as conclusões de Brodemann, Head, um neurologista, tenta socorrer, e conciliar, a posição de Bérgson unitarista, com as teses de Brodemann.
Head recorre às esquecidas teses do inglês Jackson, com a observação de que a lesão de uma determinada área, não eliminava por completo a função, quanto mais completo e voluntário o processo mental, maior numero de áreas ”territórios cerebrais” são colocados em funcionamento. Uma lesão cortical desorganiza uma seqüência ordenada e habitual de processos fisiológicos, perturbando a função de centros corticais, que serão preferencialmente substituídos por centros preferenciais de integração. Head não recusa a tese localizacionista, mas quer ampliar, as reações quando se cinge a uma determinada “área do território" cerebral de maneira muito limitada. A integração funcional de áreas surge como uma resposta teórica à opinião dos unitaristas. Como vemos, sem sermos levianos, nem negarmos os avanços da medicina, a questão por detrás nada mais era que uma questão filosófica e religiosa, o homem é o criador de si mesmo, ou foi pensado pela Inteligência Criadora? Com todos os avanços da ciência nesses últimos dois séculos, o homem venceu a morte? Vencerá? Então o que diz Cristo? Disse: Eu a venci.
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dimanche 15 février 2009
Fugindo um pouco do assunto, para falar de um gesto de amor.
Gestos de amor.
Encontrei meu dentista em seu gabinete com os olhos marejados e um bordado na mão.
Meu dentista é um homem comum-incomum. Como assim? Você dirá!
Trabalha oito a dez horas por dia, num trabalho que exige muita atenção, riscos, e por vezes, odores bem desagradáveis... Isso faz dele um homem comum. Foi campeão paranaense de provas de regularidade na terra, é mergulhador, casou-se tardiamente, como uma linda mulher, hoje cirurgiã dentista que tomou gosto pela profissão quando era ainda sua secretaria e auxiliar. Esculpe dentes, é um artista cirurgião. Mirnei Franzolozzo foi veterinário antes de ser dentista, de onde lhe veio o gosto pelas estradas vicinais, a velocidade e a regularidade. Isso faz dele um homem incomum.
Sentei-me sem perguntar... E ele não resistindo me contou detalhes deste gesto de amor. Que eu transcrevo como interpretei.
Trouxeram-lhe uma mulher de 46 anos, gravemente comprometida, que hoverá vivido toda uma vida em uma cadeira de rodas em um quarto escuro. Décima primeira filha de um casal de italianos foi temporã, diante de seus dez irmãos sadios, ela foi à chave final de uma vida conjugal fértil e laboriosa.
Ele a atendeu... Um atendimento difícil... Entrecortado por mordidas, e movimentos espasmódicos, de uma mulher rígida, sem controle nenhum dos movimentos, e sem fala. Tomada , possivelmente, como um ser “quase” vegetativo e sem reações que lembrasse algo de comunicativo, ela tinha o que o ritmo da vida lhe pudera dar.
O estado dentário era precário, e não haveria de ser resolvido em uma única seção.
O quadro tocou o dentista, que se emocionou, com o drama vivido pela mulher, incapaz de reclamar de dor, ou pedir claramente ajuda e fazer a higiene de seus dentes, prisioneira de si mesmo, por 46 longos anos de penumbra.
Disse o Mirnei à acompanhante: Não irei cobrar... Bem, doutor obrigado. Nós vamos voltar? Sim respondeu o dentista.
Em casa, longe da vista do dentista, a mulher cadeirista, agarrou-se como pode a uma caixa de chocolates, comum em sua casa, pois seus familiares são representantes atacadistas de chocolate. Agarrou-se e não os comeu. Passou o primeiro dia, o segundo, o terceiro e a cadeirista dormia e acordava com o chocolate, numa caixinha já bem amarrotada, que ela não largava por nada desse mundo, presa nos antebraços, ou como podia.
Chegou o dia da nova consulta.
Deu uma arrumada na moça, um capricho, mas a caixa de chocolates ninguém tirou dela. O que fazer? ... vai a cadeirista com chocolates amassados e semi derretidos para o dentista.
Lá chegando, com uma atitude inesperada, entre gritos e sorrisos, saltos e balanços a cadeirista num esforço desajeitado, entrega a caixinha de chocolates para o dentista, caixinha que ela protegera como se fosse sua vida durante a semana inteira, destinada ao dentista. A moça, mulher, tinha sentimentos, e o que é mais espantoso, sentimentos de gratidão.
Com esse gesto de amor, a família, percebeu que haviam outras possibilidades a explorar, e com o dentista, conversando, decidiram por colocá-la em uma escola especial... Onde esta desabrochando, dentro de estreitos limites... 46 anos...
O longo tratamento esta no fim...
Então, quando eu cheguei, meu dentista tinha os olhos marejados de lagrimas, e segurava um bonito bordado na mão. Um bordado de amor.
E, eu?... Eu então me lembrei que havia cruzado com uma “cadeirista”, e outra moça, ao portão.
Wallace Req
Testemunhos de gestos de amor.
Desculpem a ausência no Blog por tantos dias, e tantas noites.
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Encontrei meu dentista em seu gabinete com os olhos marejados e um bordado na mão.
Meu dentista é um homem comum-incomum. Como assim? Você dirá!
Trabalha oito a dez horas por dia, num trabalho que exige muita atenção, riscos, e por vezes, odores bem desagradáveis... Isso faz dele um homem comum. Foi campeão paranaense de provas de regularidade na terra, é mergulhador, casou-se tardiamente, como uma linda mulher, hoje cirurgiã dentista que tomou gosto pela profissão quando era ainda sua secretaria e auxiliar. Esculpe dentes, é um artista cirurgião. Mirnei Franzolozzo foi veterinário antes de ser dentista, de onde lhe veio o gosto pelas estradas vicinais, a velocidade e a regularidade. Isso faz dele um homem incomum.
Sentei-me sem perguntar... E ele não resistindo me contou detalhes deste gesto de amor. Que eu transcrevo como interpretei.
Trouxeram-lhe uma mulher de 46 anos, gravemente comprometida, que hoverá vivido toda uma vida em uma cadeira de rodas em um quarto escuro. Décima primeira filha de um casal de italianos foi temporã, diante de seus dez irmãos sadios, ela foi à chave final de uma vida conjugal fértil e laboriosa.
Ele a atendeu... Um atendimento difícil... Entrecortado por mordidas, e movimentos espasmódicos, de uma mulher rígida, sem controle nenhum dos movimentos, e sem fala. Tomada , possivelmente, como um ser “quase” vegetativo e sem reações que lembrasse algo de comunicativo, ela tinha o que o ritmo da vida lhe pudera dar.
O estado dentário era precário, e não haveria de ser resolvido em uma única seção.
O quadro tocou o dentista, que se emocionou, com o drama vivido pela mulher, incapaz de reclamar de dor, ou pedir claramente ajuda e fazer a higiene de seus dentes, prisioneira de si mesmo, por 46 longos anos de penumbra.
Disse o Mirnei à acompanhante: Não irei cobrar... Bem, doutor obrigado. Nós vamos voltar? Sim respondeu o dentista.
Em casa, longe da vista do dentista, a mulher cadeirista, agarrou-se como pode a uma caixa de chocolates, comum em sua casa, pois seus familiares são representantes atacadistas de chocolate. Agarrou-se e não os comeu. Passou o primeiro dia, o segundo, o terceiro e a cadeirista dormia e acordava com o chocolate, numa caixinha já bem amarrotada, que ela não largava por nada desse mundo, presa nos antebraços, ou como podia.
Chegou o dia da nova consulta.
Deu uma arrumada na moça, um capricho, mas a caixa de chocolates ninguém tirou dela. O que fazer? ... vai a cadeirista com chocolates amassados e semi derretidos para o dentista.
Lá chegando, com uma atitude inesperada, entre gritos e sorrisos, saltos e balanços a cadeirista num esforço desajeitado, entrega a caixinha de chocolates para o dentista, caixinha que ela protegera como se fosse sua vida durante a semana inteira, destinada ao dentista. A moça, mulher, tinha sentimentos, e o que é mais espantoso, sentimentos de gratidão.
Com esse gesto de amor, a família, percebeu que haviam outras possibilidades a explorar, e com o dentista, conversando, decidiram por colocá-la em uma escola especial... Onde esta desabrochando, dentro de estreitos limites... 46 anos...
O longo tratamento esta no fim...
Então, quando eu cheguei, meu dentista tinha os olhos marejados de lagrimas, e segurava um bonito bordado na mão. Um bordado de amor.
E, eu?... Eu então me lembrei que havia cruzado com uma “cadeirista”, e outra moça, ao portão.
Wallace Req
Testemunhos de gestos de amor.
Desculpem a ausência no Blog por tantos dias, e tantas noites.
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dimanche 8 février 2009
Um texto bíblico para ser meditado.
A sabedoria de Deus segundo São Paulo.
Achei esse texto de São Paulo bem curioso, trata-se de 1 Coríntios 2,6-15.
“Todavia falamos entre os perfeitos uma sabedoria que não é desse mundo, nem dos príncipes desse mundo, que perecem, mas ensinamos uma sabedoria divina, misteriosa, escondida, predestinada por Deus antes dos séculos para nossa gloria. Nenhum dos príncipes desse mundo a conheceu, pois se a houvessem conhecido, nunca teriam crucificado o Senhor da Gloria. Porém segundo está escrito:
Nem o olho viu, e nem o ouvido ouviu, nem jamais penetrou no coração do homem
O que Deus preparou para os que o amam.
A nós, porém, Deus revelou pelo Espírito. Pois o Espírito esquadrinha tudo, ate as profundezas de Deus. Pois quem dos homens conhece o que há no homem, senão o espírito do homem que nele está? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece senão o Espírito de Deus. E nós recebemos não o espírito do mundo, mas o Espírito de Deus, para que conheçamos os dons que Deus nos deu. É deles (dos dons) que estamos falando, e não com estudadas palavras de sabedoria humana, mas com palavras aprendidas do Espírito, adaptando aos espirituais os ensinamentos espirituais. O homem animal, porém, não percebe as coisas do Espírito de Deus; é para ele loucura, e não pode entendê-las, porque é preciso julgá-las espiritualmente. “Ao contrario (o homem) espiritual julga tudo, mas a ele ninguém pode julgar”
Em comentários leremos: A verdadeira sabedoria anunciada pelos apóstolos vem de Deus. Ela excede toda a compreensão humana, e nos foi revelada pelo Espírito. Por isso só é acessível aos espirituais, isso é aos que são capazes de acolhê-la.
Carnais (animal) são os homens deixados à mercê de sua natureza, isto é, imperfeitos e materiais.
Pois quem conheceu o pensamento do Senhor, para poder ensinar-lhe? (1 Cor. 2,16).
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Achei esse texto de São Paulo bem curioso, trata-se de 1 Coríntios 2,6-15.
“Todavia falamos entre os perfeitos uma sabedoria que não é desse mundo, nem dos príncipes desse mundo, que perecem, mas ensinamos uma sabedoria divina, misteriosa, escondida, predestinada por Deus antes dos séculos para nossa gloria. Nenhum dos príncipes desse mundo a conheceu, pois se a houvessem conhecido, nunca teriam crucificado o Senhor da Gloria. Porém segundo está escrito:
Nem o olho viu, e nem o ouvido ouviu, nem jamais penetrou no coração do homem
O que Deus preparou para os que o amam.
A nós, porém, Deus revelou pelo Espírito. Pois o Espírito esquadrinha tudo, ate as profundezas de Deus. Pois quem dos homens conhece o que há no homem, senão o espírito do homem que nele está? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece senão o Espírito de Deus. E nós recebemos não o espírito do mundo, mas o Espírito de Deus, para que conheçamos os dons que Deus nos deu. É deles (dos dons) que estamos falando, e não com estudadas palavras de sabedoria humana, mas com palavras aprendidas do Espírito, adaptando aos espirituais os ensinamentos espirituais. O homem animal, porém, não percebe as coisas do Espírito de Deus; é para ele loucura, e não pode entendê-las, porque é preciso julgá-las espiritualmente. “Ao contrario (o homem) espiritual julga tudo, mas a ele ninguém pode julgar”
Em comentários leremos: A verdadeira sabedoria anunciada pelos apóstolos vem de Deus. Ela excede toda a compreensão humana, e nos foi revelada pelo Espírito. Por isso só é acessível aos espirituais, isso é aos que são capazes de acolhê-la.
Carnais (animal) são os homens deixados à mercê de sua natureza, isto é, imperfeitos e materiais.
Pois quem conheceu o pensamento do Senhor, para poder ensinar-lhe? (1 Cor. 2,16).
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samedi 7 février 2009
Alcance Internacional.

Hoje nosso blog é lido em onze países, destaca-se Portugal, com 32 acessos vindos de 17 cidades, como mostra o Print Screen de 7 de Fevereiro de 2009.
Se perdemos leitores em algumas localidades do Brasil, ganhamos leitores em outros países.
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www.g23hi.blogspot.com ( uma história da Igreja)
vendredi 6 février 2009
A Filosofia Contemporânea.
A Filosofia Contemporânea.
Terminamos a Filosofia Moderna, com uma leve pincelada sobre Hegel. Entendemos como contemporâneo o espaço de tempo do século XIX ao XXI. Assim a Filosofia contemporânea é altamente variada. Todavia pode-se agrupá-la criteriosamente (não é a única maneira de fazê-lo, mas é validada) em uma síntese que afirma que a filosofia nesse tempo é uma replica ao idealismo e ao pensamento abstrato, para voltar-se então para o concreto, o material.
Distinguimos nesse critério sete escolas principais:
O Positivismo: fundado por Augusto Comte (1857), partia da “lei dos três estágios”: o pensamento (filosófico) humano começou com a teologia, continuou com a metafísica e, mediante Comte, termina no estágio Positivo; este nos ensina que só conhecemos aquilo que as Ciências Naturais nos dão a conhecer; portanto nem Deus, nem qualquer realidade espiritual (alma) entram nas cogitações do positivista. No positivismo há grande estima pela Sociologia, ciência que estuda os fatos intelectuais e morais (no contexto social) pelos quais progridem e se constituem as ciências ditas humanas.
O Existencialismo: é mais uma orientação filosófica do que uma escola. Por isso há vários existencialismos, cujas notas comuns seriam:
REAÇÃO CONTRA O RACIONALISMO; que torna de certa maneira estéril o pensamento do século XIX. O raciocínio deverá partir então do concreto, vivido, existente e permanecer em contato com ele.
PRIMADO DA EXISTENCIA SOBRE A ESSÊNCIA; a essência é o necessário (inclusive no concreto) imutável, metafórico: o existencialismo a subordina, então, à existência, que é dinâmica, contingente. Assim o existencialista quer afirmar a LIBERDADE (moral) humana; o homem é um ser que se projeta livremente e que se definirá segundo o resultado dessa projeção.
RECONHECIMENTO DA TRÁGICO ANGUSTIANTE NA EXISTENCIA HUMANA; a consciência disto sucinta duas atitudes existencialistas: a dos ateus, que julgam a vida ser um absurdo; é o que Sartre chama, por exemplo, de náusea, Heidegger chama de o “Viver Para a Morte”; Albert Camus chama de ”O Absurdo”. Os existencialista cristãos ( se os há), eu diria, os críticos do existencialismo cristãos, ultrapassam a angustia da vida mediante a fé ( Soren Kierkegaard) ou como afirma Gabriel Marcel pela esperança. A mentalidade existencialista, relativista, e avessa aos valores perenes e metafísicos ( o que torna difícil acreditar em existencialistas cristãos) persiste em nosso dias ( mais um argumento em favor de nossa tese). Merece especial atenção, para que se compreenda bem a questão, uma analise do iniciador dessa corrente Soren Kierkegaard ( 1855) que foi um luterano fervoroso e quis ( na boa intenção) fazer replica ( oposição) às teorias abstratas de Hegel, seu contemporâneo.
Seriam essas as bases das linhas existencialistas.
O Pensamento de Friedrich Nietzsche (1900); na minha adolescência fui leitor assíduo de Nietzsche, o filosofo do super homem. Proclamou a morte de Deus para que o homem possa viver e afirmar-se como vontade de poder. O super homem esta acima da moral, da fé, dos costumes, das leis... Há um eterno retorno da História (contradizendo Marx) sendo esse o SIM que o mundo diz a si mesmo.
O Pragmatismo; de William James (1910)
O pragmatismo (cujo símbolo está muito claro na estória dos três porquinhos de Disney) não se interessa pela pesquisa da verdade, mas sim pela utilidade (que é a verdade) que as proposições tenham para a vida pratica, quando aceitas como verdadeiras ou falsas pelo critério da utilidade. A verdade há de ser a verdade útil, fecunda para a vida: Uma idéia torna-se verdadeira quando é tornada verdadeira pelos acontecimentos, a sua veracidade, portanto, é de fato o acontecimento útil, o processo útil (William James).
A Fenomenologia: o fundador dessa escola e base para seu derivativos é Edmund Husserl (1938). É também uma replica (no sentido de oposição) ao idealismo abstrato de Hegel e outros filósofos. Apregoam o retorno às próprias coisas. Para realizar essa tarefa deverá partir de dados indubitáveis, ensina Husserl, e estes dados são os fenômenos que se apresentam a consciência. Os fenomenólogos, portanto, pretendem descrever os modos típicos como as coisas se apresentam a consciência, modos estes que são as essências, entendidas não como realidade ocultas ( invisíveis) mas como os próprios fenômenos na sua integridade manifesta. A fenomenologia teve grande difusão nos últimos decênios.
O Estruturalismo: é uma corrente de pensamento que desfaz a concepção cristã do homem, para reduzir o ser humano a estruturas, ou seja, a um sistema de elementos mecânicos, que nada de transcendental possuem. Assim Foucault escreve: “ O homem é uma invenção que a arqueologia de nosso pensamento não tem dificuldade em atribuir a uma época recente. E que talvez nem tenha dificuldade em ( se ) declarar próxima do fim... em nosso dias, mais do que ausência ou morte de Deus, proclama-se o fim do homem (um ecologismo que vê no homem a doença da vida).... o homem está por desaparecer”. Levi Strauss acrescenta : “ No início do mundo o homem não existia- e não existirá também no fim”
Não é difícil perceber que no centro de todos esses pensamentos a MORAL Cristã é o eixo a ser afirmado ou negado.
Assim, correndo por fora, torna-se cada vez mais vigorosa a menos estudada das correntes filosóficas contemporâneas, a Neo- Escolástica: De Platão em data anterior a Cristo até Santo Anselmo e de Santo Tomás de Aquino numa linha até Aristóteles, em data anterior a Cristo, esse solido ramo do pensamento universal se desenvolve. O Papa Leão XIII pela encíclica Aeterni Patris (1879) chamou a atenção aos professores de filosofia , pensadores e escritores para o valor perene da filosofia de Santo Tomas de Aquino, recomendo-a aos fieis católicos (cristãos). Isso deu origem a Neo Escolástica, que tem seus grandes representantes no cardeal Desiré Marcier ( 1926) Wulf; Raeymaeker, Josef Marechal todos da Universidade de Lovaina. Cita-se ainda Jaques Maritain (1973) Etiene Gilson e Fiance, que exprime dignamente o pensamento cristão, oferecendo ao mundo contemporâneo vários parâmetros de reflexão baseados em Aristóteles e São Tomas de Aquino, cujas doutrinas são chamadas de Filosofia Perene, pois realmente têm atravessado os séculos oferecendo lucidez e conforto aos estudiosos.
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Terminamos a Filosofia Moderna, com uma leve pincelada sobre Hegel. Entendemos como contemporâneo o espaço de tempo do século XIX ao XXI. Assim a Filosofia contemporânea é altamente variada. Todavia pode-se agrupá-la criteriosamente (não é a única maneira de fazê-lo, mas é validada) em uma síntese que afirma que a filosofia nesse tempo é uma replica ao idealismo e ao pensamento abstrato, para voltar-se então para o concreto, o material.
Distinguimos nesse critério sete escolas principais:
O Positivismo: fundado por Augusto Comte (1857), partia da “lei dos três estágios”: o pensamento (filosófico) humano começou com a teologia, continuou com a metafísica e, mediante Comte, termina no estágio Positivo; este nos ensina que só conhecemos aquilo que as Ciências Naturais nos dão a conhecer; portanto nem Deus, nem qualquer realidade espiritual (alma) entram nas cogitações do positivista. No positivismo há grande estima pela Sociologia, ciência que estuda os fatos intelectuais e morais (no contexto social) pelos quais progridem e se constituem as ciências ditas humanas.
O Existencialismo: é mais uma orientação filosófica do que uma escola. Por isso há vários existencialismos, cujas notas comuns seriam:
REAÇÃO CONTRA O RACIONALISMO; que torna de certa maneira estéril o pensamento do século XIX. O raciocínio deverá partir então do concreto, vivido, existente e permanecer em contato com ele.
PRIMADO DA EXISTENCIA SOBRE A ESSÊNCIA; a essência é o necessário (inclusive no concreto) imutável, metafórico: o existencialismo a subordina, então, à existência, que é dinâmica, contingente. Assim o existencialista quer afirmar a LIBERDADE (moral) humana; o homem é um ser que se projeta livremente e que se definirá segundo o resultado dessa projeção.
RECONHECIMENTO DA TRÁGICO ANGUSTIANTE NA EXISTENCIA HUMANA; a consciência disto sucinta duas atitudes existencialistas: a dos ateus, que julgam a vida ser um absurdo; é o que Sartre chama, por exemplo, de náusea, Heidegger chama de o “Viver Para a Morte”; Albert Camus chama de ”O Absurdo”. Os existencialista cristãos ( se os há), eu diria, os críticos do existencialismo cristãos, ultrapassam a angustia da vida mediante a fé ( Soren Kierkegaard) ou como afirma Gabriel Marcel pela esperança. A mentalidade existencialista, relativista, e avessa aos valores perenes e metafísicos ( o que torna difícil acreditar em existencialistas cristãos) persiste em nosso dias ( mais um argumento em favor de nossa tese). Merece especial atenção, para que se compreenda bem a questão, uma analise do iniciador dessa corrente Soren Kierkegaard ( 1855) que foi um luterano fervoroso e quis ( na boa intenção) fazer replica ( oposição) às teorias abstratas de Hegel, seu contemporâneo.
Seriam essas as bases das linhas existencialistas.
O Pensamento de Friedrich Nietzsche (1900); na minha adolescência fui leitor assíduo de Nietzsche, o filosofo do super homem. Proclamou a morte de Deus para que o homem possa viver e afirmar-se como vontade de poder. O super homem esta acima da moral, da fé, dos costumes, das leis... Há um eterno retorno da História (contradizendo Marx) sendo esse o SIM que o mundo diz a si mesmo.
O Pragmatismo; de William James (1910)
O pragmatismo (cujo símbolo está muito claro na estória dos três porquinhos de Disney) não se interessa pela pesquisa da verdade, mas sim pela utilidade (que é a verdade) que as proposições tenham para a vida pratica, quando aceitas como verdadeiras ou falsas pelo critério da utilidade. A verdade há de ser a verdade útil, fecunda para a vida: Uma idéia torna-se verdadeira quando é tornada verdadeira pelos acontecimentos, a sua veracidade, portanto, é de fato o acontecimento útil, o processo útil (William James).
A Fenomenologia: o fundador dessa escola e base para seu derivativos é Edmund Husserl (1938). É também uma replica (no sentido de oposição) ao idealismo abstrato de Hegel e outros filósofos. Apregoam o retorno às próprias coisas. Para realizar essa tarefa deverá partir de dados indubitáveis, ensina Husserl, e estes dados são os fenômenos que se apresentam a consciência. Os fenomenólogos, portanto, pretendem descrever os modos típicos como as coisas se apresentam a consciência, modos estes que são as essências, entendidas não como realidade ocultas ( invisíveis) mas como os próprios fenômenos na sua integridade manifesta. A fenomenologia teve grande difusão nos últimos decênios.
O Estruturalismo: é uma corrente de pensamento que desfaz a concepção cristã do homem, para reduzir o ser humano a estruturas, ou seja, a um sistema de elementos mecânicos, que nada de transcendental possuem. Assim Foucault escreve: “ O homem é uma invenção que a arqueologia de nosso pensamento não tem dificuldade em atribuir a uma época recente. E que talvez nem tenha dificuldade em ( se ) declarar próxima do fim... em nosso dias, mais do que ausência ou morte de Deus, proclama-se o fim do homem (um ecologismo que vê no homem a doença da vida).... o homem está por desaparecer”. Levi Strauss acrescenta : “ No início do mundo o homem não existia- e não existirá também no fim”
Não é difícil perceber que no centro de todos esses pensamentos a MORAL Cristã é o eixo a ser afirmado ou negado.
Assim, correndo por fora, torna-se cada vez mais vigorosa a menos estudada das correntes filosóficas contemporâneas, a Neo- Escolástica: De Platão em data anterior a Cristo até Santo Anselmo e de Santo Tomás de Aquino numa linha até Aristóteles, em data anterior a Cristo, esse solido ramo do pensamento universal se desenvolve. O Papa Leão XIII pela encíclica Aeterni Patris (1879) chamou a atenção aos professores de filosofia , pensadores e escritores para o valor perene da filosofia de Santo Tomas de Aquino, recomendo-a aos fieis católicos (cristãos). Isso deu origem a Neo Escolástica, que tem seus grandes representantes no cardeal Desiré Marcier ( 1926) Wulf; Raeymaeker, Josef Marechal todos da Universidade de Lovaina. Cita-se ainda Jaques Maritain (1973) Etiene Gilson e Fiance, que exprime dignamente o pensamento cristão, oferecendo ao mundo contemporâneo vários parâmetros de reflexão baseados em Aristóteles e São Tomas de Aquino, cujas doutrinas são chamadas de Filosofia Perene, pois realmente têm atravessado os séculos oferecendo lucidez e conforto aos estudiosos.
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jeudi 5 février 2009
A Filosofia Moderna ( Contemporânea fica para o próximo; texto base Curso de Filosofia, M. Eclesiae)
Linhas gerais da filosofia moderna e contemporânea.
A filosofia moderna, entendida no espaço de tempo dos séculos XVI e XIX desvia-se da idéia de Deus, e volta-se para um “humanismo” interessado pelo valor e capacidades do conhecimento Humano. Esse fato suporta muito do que dissemos ate aqui. Assim das principais correntes de criteriologia se distinguem nos tempos modernos: O empirismo e o racionalismo (idealismo).
O empirismo: começa com Francis Bacon (1626) que teve em seus seguidores, principalmente na Inglaterra (anglicana) Locke (1704), Berkeley (1753) e Hume (1776).
Num resumo geral podemos dizer que Bacon afirma que a única fonte dos nossos conhecimentos são os sentidos (pensem um pouco sobre isso).
John Locke fazia eco a Bacon dizendo que só conhecemos a qualidade das coisas; a substâncias é sempre incognoscível de modos que como conseqüência lógica não há metafísica (pensem nisso).
George Berkeley afirmava não haver idéias universais (nominalismo); ou seja, cada vez que pensamos em um nome comum, como seja, o triangulo, apelo para a imagem de um determinado triangulo (falso); posso então atribuir a esse nome um valor geral, porque não há inconveniente em atribuir a este nome um valor geral, porque não há inconveniente em atribuir a este nome (triangulo) um valor geral, porque igualmente não há inconveniente em atribuir uma representação individual a uma serie de similares a ele (conjunto, estudo da lógica).
Daí ele chega à conclusão que as substancias corpóreas carecem de realidade (?). Só existe a nossa mente em seus estados e idéias. A Admissão em nossa mente de coisas externas é gratuita. (interessante notar, que nessa época, a Inglaterra envolvia-se com a produção e trafico do Ópio, chamado o pó onírico, que criava ilusões quase substanciais á mente humana).
David Hume leva essas conclusões a extremos. Nega realidade a toda substancia inclusive a substancia espiritual (o eu) (a Inglaterra descobria o Budismo e a Noção do MAIA). Nega também o principia de causalidade e cai num ceticismo teórico (onírico) (o ceticismo prático é impossível, porque o homem tem que lidar com a realidade que o cerca). (O interessante, disso é que a experiência, com o ópio, o LSD, e outras drogas, no seu uso prolongado, mina as certezas do individuo, até mesmo o seu sentimento de estar no mundo). A dúvida (duo vita) permanente desarma o homem, ou seja, o torna apático aos acontecimentos, o alienado mesmo contra os seus mais poderosos instintos: Proteção da vida, da espécie, da integridade física, do reconhecimento de si e de seu corpo. (seria interessante ver a produção literária do período e a artística)
O Racionalismo: O pai do Racionalismo dos tempos modernos é René Descartes (1650) Professava a duvida metódica (ou seja, se apóia na duvida, por não aceitar as certezas) e recomeça o sistema de pensamento humano (negando) a partir de uma idéia que lhe parece Clara (Penso logo existo).
A Idéia de Deus, como ser perfeitíssimo, é manifesta porque presente a espírito. A união entre corpo e alma é acidental; as duas substâncias são independentes uma da outra. Assim as atividades do corpo são meros processos mecânicos; os animais são puros “mecanismos” sem alma.
Baruch Spinoza ( 1677) era judeu holandês renegado pela sinagoga expulso de suas comunidade pelas suas idéias ( completando a velha estratégia de “ representar uma dissidência para ser incorporado no mundo não judeu). Afirma( para negar o Messias) que a única substancia é Deus e que tudo o que existe ; existe em Deus ( panteísmo). Essa rebeldia de Spinoza será, copiada por Marx ( judeu alemão), trazem idéias demolidoras para o cristianismo.( esse panteísmo de Spinoza demole a base dos valores morais do judaísmo, incluindo a lei Mosaica, ou seja pretendia criar a dúvida no Cristianismo enquanto derivação do judaísmo, quanto as suas convicções escrituristicas.
Gottfried (nome quase construído) Wilhelm Leibnitz (1716) era matemático, filosofo e teólogo alemão (O DEUS LIVRE). Para ele a natureza constaria de mônadas (+ou- = átomo), partículas indivisíveis (racionais umas e sensitivas outras, além da suprema mônada Deus; essas partículas são fechadas, sem influencia mutua harmonizada por Deus, donde se conclui que esse mundo é o melhor mundo possível. (a idéia central também vem do Oriente).
Segue-se na ordem:
O Criticismo de Kant: forma especial de racionalismo é o pensamento de Imanuel Kant (1804) professor alemão (vejam vocês que a chamada liberação de Deus, dada pelo protestantismo, ou seja, a instrumentalização gerou a retomada e a liberdade, não por que fora proibida, mas porque o contacto cada vez mais freqüente dos Europeus com a África, Índia, China, Japão, traziam velhas e históricas teses do combate inicial do cristianismo (arianismo, o "persismo", o Maniqueísmo) com roupagens novas, Meditação, Budismo Zen, etc.. e tal.
Kant ensina que a realidade pura e simples é incognoscível. Só conhecemos fenômenos (o que se nos aparece). Temos em nossa mente certas categorias a priori (negadas por Descartes) dentro das quais encaixamos os fenômenos, que assim identificamos (novamente, vemos traços de uma sociedade que fazia uso de drogas, pois a alteração da percepção leva a meditação sobre como se realiza a percepção da realidade.
Então Kant enfrenta a Moral: a vida moral precisa de esteios que são postulado (não de Deus), mas da razão pratica (o homem produzindo o homem): Livre arbítrio (capacidade de cumprir a lei moral); imortalidade da Alma (com conseqüente sanção póstuma, enquanto possibilidade racional) e a existência racional de Deus. (porém um Deus liberto de Dogmas o que equivale a dizer, um homem liberto).
O Idealismo de Hegel: Outra modalidade de racionalismo é o sistema de Friedrich Hegel (1831). Toda a realidade vem a ser a Idéia (absoluta) ou o Espírito Absoluto, que se desenvolveu na história segundo a trilogia: tese, antítese e síntese; Portanto afirmação, negação e superação da dualidade (outro processo do estudo da lógica). Numa sociedade já liberalizada (Deus já nos havia remido, e nos bastava à fé, sem obras morais) a moral tinha que ser relativizada.
Então Hegel propõe que o Estado surge acima do individuo para regulá-lo e realizar a perfeição.
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A filosofia moderna, entendida no espaço de tempo dos séculos XVI e XIX desvia-se da idéia de Deus, e volta-se para um “humanismo” interessado pelo valor e capacidades do conhecimento Humano. Esse fato suporta muito do que dissemos ate aqui. Assim das principais correntes de criteriologia se distinguem nos tempos modernos: O empirismo e o racionalismo (idealismo).
O empirismo: começa com Francis Bacon (1626) que teve em seus seguidores, principalmente na Inglaterra (anglicana) Locke (1704), Berkeley (1753) e Hume (1776).
Num resumo geral podemos dizer que Bacon afirma que a única fonte dos nossos conhecimentos são os sentidos (pensem um pouco sobre isso).
John Locke fazia eco a Bacon dizendo que só conhecemos a qualidade das coisas; a substâncias é sempre incognoscível de modos que como conseqüência lógica não há metafísica (pensem nisso).
George Berkeley afirmava não haver idéias universais (nominalismo); ou seja, cada vez que pensamos em um nome comum, como seja, o triangulo, apelo para a imagem de um determinado triangulo (falso); posso então atribuir a esse nome um valor geral, porque não há inconveniente em atribuir a este nome um valor geral, porque não há inconveniente em atribuir a este nome (triangulo) um valor geral, porque igualmente não há inconveniente em atribuir uma representação individual a uma serie de similares a ele (conjunto, estudo da lógica).
Daí ele chega à conclusão que as substancias corpóreas carecem de realidade (?). Só existe a nossa mente em seus estados e idéias. A Admissão em nossa mente de coisas externas é gratuita. (interessante notar, que nessa época, a Inglaterra envolvia-se com a produção e trafico do Ópio, chamado o pó onírico, que criava ilusões quase substanciais á mente humana).
David Hume leva essas conclusões a extremos. Nega realidade a toda substancia inclusive a substancia espiritual (o eu) (a Inglaterra descobria o Budismo e a Noção do MAIA). Nega também o principia de causalidade e cai num ceticismo teórico (onírico) (o ceticismo prático é impossível, porque o homem tem que lidar com a realidade que o cerca). (O interessante, disso é que a experiência, com o ópio, o LSD, e outras drogas, no seu uso prolongado, mina as certezas do individuo, até mesmo o seu sentimento de estar no mundo). A dúvida (duo vita) permanente desarma o homem, ou seja, o torna apático aos acontecimentos, o alienado mesmo contra os seus mais poderosos instintos: Proteção da vida, da espécie, da integridade física, do reconhecimento de si e de seu corpo. (seria interessante ver a produção literária do período e a artística)
O Racionalismo: O pai do Racionalismo dos tempos modernos é René Descartes (1650) Professava a duvida metódica (ou seja, se apóia na duvida, por não aceitar as certezas) e recomeça o sistema de pensamento humano (negando) a partir de uma idéia que lhe parece Clara (Penso logo existo).
A Idéia de Deus, como ser perfeitíssimo, é manifesta porque presente a espírito. A união entre corpo e alma é acidental; as duas substâncias são independentes uma da outra. Assim as atividades do corpo são meros processos mecânicos; os animais são puros “mecanismos” sem alma.
Baruch Spinoza ( 1677) era judeu holandês renegado pela sinagoga expulso de suas comunidade pelas suas idéias ( completando a velha estratégia de “ representar uma dissidência para ser incorporado no mundo não judeu). Afirma( para negar o Messias) que a única substancia é Deus e que tudo o que existe ; existe em Deus ( panteísmo). Essa rebeldia de Spinoza será, copiada por Marx ( judeu alemão), trazem idéias demolidoras para o cristianismo.( esse panteísmo de Spinoza demole a base dos valores morais do judaísmo, incluindo a lei Mosaica, ou seja pretendia criar a dúvida no Cristianismo enquanto derivação do judaísmo, quanto as suas convicções escrituristicas.
Gottfried (nome quase construído) Wilhelm Leibnitz (1716) era matemático, filosofo e teólogo alemão (O DEUS LIVRE). Para ele a natureza constaria de mônadas (+ou- = átomo), partículas indivisíveis (racionais umas e sensitivas outras, além da suprema mônada Deus; essas partículas são fechadas, sem influencia mutua harmonizada por Deus, donde se conclui que esse mundo é o melhor mundo possível. (a idéia central também vem do Oriente).
Segue-se na ordem:
O Criticismo de Kant: forma especial de racionalismo é o pensamento de Imanuel Kant (1804) professor alemão (vejam vocês que a chamada liberação de Deus, dada pelo protestantismo, ou seja, a instrumentalização gerou a retomada e a liberdade, não por que fora proibida, mas porque o contacto cada vez mais freqüente dos Europeus com a África, Índia, China, Japão, traziam velhas e históricas teses do combate inicial do cristianismo (arianismo, o "persismo", o Maniqueísmo) com roupagens novas, Meditação, Budismo Zen, etc.. e tal.
Kant ensina que a realidade pura e simples é incognoscível. Só conhecemos fenômenos (o que se nos aparece). Temos em nossa mente certas categorias a priori (negadas por Descartes) dentro das quais encaixamos os fenômenos, que assim identificamos (novamente, vemos traços de uma sociedade que fazia uso de drogas, pois a alteração da percepção leva a meditação sobre como se realiza a percepção da realidade.
Então Kant enfrenta a Moral: a vida moral precisa de esteios que são postulado (não de Deus), mas da razão pratica (o homem produzindo o homem): Livre arbítrio (capacidade de cumprir a lei moral); imortalidade da Alma (com conseqüente sanção póstuma, enquanto possibilidade racional) e a existência racional de Deus. (porém um Deus liberto de Dogmas o que equivale a dizer, um homem liberto).
O Idealismo de Hegel: Outra modalidade de racionalismo é o sistema de Friedrich Hegel (1831). Toda a realidade vem a ser a Idéia (absoluta) ou o Espírito Absoluto, que se desenvolveu na história segundo a trilogia: tese, antítese e síntese; Portanto afirmação, negação e superação da dualidade (outro processo do estudo da lógica). Numa sociedade já liberalizada (Deus já nos havia remido, e nos bastava à fé, sem obras morais) a moral tinha que ser relativizada.
Então Hegel propõe que o Estado surge acima do individuo para regulá-lo e realizar a perfeição.
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dimanche 1 février 2009
O Esplendor da Verdade.

O Esplendor da Verdade.
Membros do G 23 e leitores fiéis do Blog.
Gostarei se todos procurarem ler essa enciclica sobre a Moral Cristã publicada pelo Papa João Paulo II. A intenção da leitura é acabar com alguns preconceitos sobre a doutrina Cristã no que diga respeito ao conflito fé e ciência, comportamento socialmente controlado e comportamento suportado pelos instintos, e, sobre tudo, o medo e vergonha que se tem de falar de Deus em ambientes pseudocientíficos.
A leitura desse interessante documento católico abrirá as portas para uma caminhada mais critica e segura, tanto na confirmação de nossa tese, tanto na apreciação desse sistema terapêutico praticado há pelos menos quase dois mil anos.
Se os senhores e senhoras, jovens, fizerem isso, nós estaremos desobrigados de construir todo um pano de fundo explicativo, e ganharemos tempo, para atingirmos assuntos mais curiosos e interessantes dos ate aqui propostos. Se não for possível, continuaremos na nossa simplicidade.
Um muito obrigado pela atenção e divulgação do Blog.
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