Acabou o Carnaval.
Bem acho que podemos voltar a alguns temas menos “alegres” e mais pertinentes.
Vocês já pensaram no porque o judeu Spinoza foi excomungado pela sinagoga, e Marx não?
Spinoza advogava um panteísmo, ou seja, deus em tudo, e pela lógica, tudo é deus. Deus, portanto era alma e matéria, matéria viva e matéria inerte, isso lhe valeu a excomunhão por causa de suas crenças nada ortodoxas a respeito de Deus. Marx foi muito além, ele corta pela raiz a própria essência de ser judeu. Você sabe que ser judeu e ser israelita são uma e só a mesma coisa, o judeu perde sua condição ao deixar de ser israelita, e o israelita perde a sua condição ao deixar de ser judeu. Marx era judeu, não um judeu qualquer, filho de uma hierarquia de prestigiados rabinos... E jamais foi excomungado, ou, você correu o risco de ler em algum texto, o ex judeu alemão Marx. Se é assim deve haver por detrás outra intenção na atitude complacente para com Marx, pois esse ao defender o Materialismo, nega o Deus, que fez do Povo Eleito, o Povo de Deus. Silencio total, Marx continuou a ser um exemplo, um ícone do Judaísmo, como Einstein. Mateus, o Evangelista, que também era judeu, foi mais longe ainda, pois diz em MT 21,43 “ O reino de Deus vos( dos judeus) será tirado e entregue a um povo que produza frutos” Cf. em Lucas 22,29.
Na primeira suposição, poderíamos supor que Mateus tinha razão, e não importa mais a Sinagoga o pensamento dos Judeus, pois o Reino já lhes foi tirado.
Na segunda proposição, poderíamos supor um relaxamento dos rabinos, ofuscados pelos problemas monetários do Capitalismo à época de Marx, é possível.
Na terceira proposição, poderíamos supor uma intencionalidade anticristã, professada por um judeu bem formado (numa família de Rabinos) para induzir a erro a massa dos cristãos, numa critica ao capitalismo, e a Igreja enquanto instituição suporte de Cristo.
Como superficialmente já vimos em outros textos que Marx postulou o postulado da práxis sobre o Logus ou da Ética humana sobre a Verdade como tal. Nesse sentido poderemos nós terapeutas cristãos nos firmar na Instrução Libertatis Nuntius n 7 , parágrafos 1 e 7. “É impossível adotar no cristianismo a analise marxista da sociedade sem assumir a própria cosmovisão marxista; tudo no marxismo esta impregnado pela premissa básica do materialismo e do ateísmo. Daí a tal inconsciliabilidade do marxismo e cristianismo”. Que me desculpem os Boff da Vida. Em outras palavras, o marxismo em teologia seria a subordinação da teologia a um sistema social revestido de sentenças teológicas. Seria uma proposta de revolução política que utiliza dados da fé (negando-lhe a moral) subordinando-os a fins políticos, e esses sim parecem cristãmente coonestados. Assim a Verdade Teológica, só poderá ser compreendida e apreendida através da analise marxista da sociedade (materialista e ateia), donde não haveria uma teologia em si mesma independente de preocupações sócio políticas. Assim Marx de um lado, e o existencialismo do outro invadem a mente cristã, que começa a propagar um horror a metafísica e ao subjetivismo de todo o conhecimento; as proposições de verdade estariam sempre marcadas pelo EU circunstanciado que as propõe.
A magia é simples e chega a ser infantil, por isso o silencio dos rabinos, silencio articulado, com massiva mídia. Vamos voltar ao Verbo, sim ao Verbo que ao Principio era Deus, Vontade e inteligência. Mas o Verbo é palavra que expressa ação. Ora se Deus não existe, o verbo é apenas ação da matéria, ação cega. Assim nessa simples inversão, Marx diz que a ação precede o Conhecimento. Assim para Marx a práxis é anterior ao Logus, nega a finalidade da vontade e inteligência divina, tornado a ação humana ação febril, destituída de finalidade e de um fim previamente conhecido. E se não tem finalidade previamente estipulada, a ação do homem, mais do que ação febril, é amoral, destituída de valor real.
A Palavra de Deus não pode ser subordinada a correntes ideológicas e políticas: nem será objeto de releituras e rupturas.
Assim, como conseqüência se vê um corte na doutrina Cristã separando o Jesus Histórico, do Jesus Glorioso (Kyrios), o primeiro salvador revolucionário do homem nas dificuldades da vida, o segundo estático, conservado como meta (apenas modelo) a ser “atingida”. Atingida aqui significa golpeada, maculada, extirpada. Não me parece difícil entender, que o homem em sociedade é o novo Deus. A Práxis livre da Moral fará a história, como pegadas no chão resultado da caminhada cega da Humanidade. Há quem concorde e lute por isso, o que é o mesmo que correr com os olhos fechados, pois a morte nada significa muito menos o sofrimento, a saúde ou a vida. Agir... não pensar.
Todavia, alguém já disse: Enquanto existir o mundo, far-se-ão sentir as conseqüências do pecado original, como o egoísmo e as injustiças (no mundo do império da práxis não há injustiças) que elas acarretam; é utópico pretender, mediante reformas sociais cegas, chegar a um mundo plenamente fraterno, isento de cobiça e ganância, que geram as infindas lutas entre os homens.
Então o que Jesus veio Trazer?
libertação É antes DE TUDO LIBERTAÇÃO FRENTE AO PECADO, QUE DOMINA O CORAÇÃO DO HOMEM, DE TODO HOMEM, E CONSEQUENTEMENTE SE ESPELHA NA SOCIEDADE. Jesus veio dizer ao Homem que deus é Pai. Esse amor de Pai é amor Primeiro, gartuito e irreversivel (2 t 2,11-13); assim sempre que um pecador ingrato a ele recorrer, o encontrará (Lc 15,11-32), o cristão tem uma herança no céu, e sabe que enquanto habita nesse corpo inglório esta fora de sua mansão (2Cor 5,6-8) e aspira morar junto de Cristo. “““ ““ A LEITURA E VIVÊNCIA DO EVANGELHO É FERMENTO DE MUDANÇAS SOCIAIS A PARTIR DA PESSOA E SEUS VALORES, NÃO SUBORDINA A PALAVRA A VALORES SOCIAIS EXTERIORES; ASSIM DIZ A DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA:” A REVOLUÇÃO NÃO ESTA EM DESTRUIR A MORAL”, mas em vivê-la, pois a moral é o fermento transformador, o sal da sociedade para tarsfigurá-la.
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samedi 28 février 2009
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