E daí?
Empirismo (III).
Caro professor, e daí? Eu não entendi nada do que você quis dizer sobre o empirismo.
Não entendeu? Então vamos retomar. O que eu quis dizer, é que o aluno cristão, e o profissional cristão, ao meter-se com a psicologia estará constantemente induzido ou seduzido para abandonar a sua fé. Algo parecido com o que lemos em Provérbios 1.10 “filho meu, se os pecadores te atraírem com afagos, não consintas”. Veja você meu jovem, se tomarmos David Hume como um expoente do empirismo, não que eu diga que ele era doente do afeto, mas medite sobre essas palavras do cronista: “Finalmente, as tendências céticas e antimetafisicas de Hume exerceram uma enorme influencia (por quê?). O seu parágrafo encontrado em” Investigação sobre o entendimento humano” (de 1902, a pagina 165) é um retrato da inquisição cientifica, em nome da deusa Razão, a mesma, que destronou Nossa Senhora da catedral de Paris durante a revolução francesa. Sabe, isso aconteceu na França, os revolucionários invadiram a catedral, derrubaram a imagem de “Nobre Dame” e a substituíram por uma imagem do que eles entendiam como a deusa Razão. Não pense que eu estou exagerando, lendo o famoso parágrafo de David Hume você entenderá claramente ao que eu estou me referindo. Veja:” Quando persuadidos destes princípios, passamos em revistas as bibliotecas, que devastação não faremos? Se tomarmos entre as mãos um volume de Teologia ou de Metafísica Escolástica, por exemplo, perguntaremos: Esse livro contém algum raciocínio abstrato sobre quantidade ou numero? Não. Contém algum raciocínio experimental sobre questões de fato ou de existência? Não. “Para o fogo com ele, pois outra coisa não pode encerrar senão sofismas e ilusões”. Veja meu jovem. Ele poderia ter dito isso da Sagrada Escritura, ao fogo com ela. Então meu jovem, quando você optar pelo estudo da psicologia esteja alertado que você fará concessões contra a sua Fé cristã, gratuitamente, sem que nada proposto pelos psicólogos a substitua. Agora acho que você entendeu...não é?
Esse ponto de vista agressivo é o precursor do positivismo e operacionismo modernos. A Psicologia (dirá Melvin Marx) desde seus primórdios formais, tem tido o problema de se libertar da Filosofia (da Sabedoria) e Hume é um dos seus heróis. Compreende agora, está mais claro para você?
Nós teremos em algum momento de nossas vidas de fazer a opção, ou de optar a cada momento, a cada passo, se cremos em Jesus Cristo, e em tudo o que significa cremos nele, ou, pelo contrario, negá-lo pela sedução constante, sutil, erudita, ardilosa, apoiada em uma mídia fabulosa, que construiu não só a fama de David Hume, e outros do gênero, mas também de outras personalidades da “ciência” psicológica e de outras correntes, como Sigmund Freud, por exemplo. Em tudo isso há sempre meias verdades e algumas evidências, que fazem parte da sedução, depois meu jovem, é um lodo pegajoso e inútil, aderente e sufocante, autofágico, e por vezes mortal. O que de concreto eles nos oferecem? Vinte anos de psicanálise, e você sai vinte anos mais velho, e vinte anos mais pobre (não de dinheiro, mas de espírito). E o reino dos Céus pertence aos pobres em Espírito, e não aos pobres de espírito, fosse assim, creio os cachorros e sapos e os burros, seriam santos.
A vida é breve. Com doença ou sem doença, como limites afetivos ou sem esses limites, nós morreremos. O que a fé nos diz, é: O que seremos pós essa brevidade momentânea. Um saco de ossos? Um nada?
Se nada faz sentido, porque nos escravizamos? Porque respeitamos os nossos pais, a nossa história, o nosso país, o nosso povo? Por que então amaríamos a um Deus que não existe? Porque temeríamos as prisões e a pena de morte? Você percebe no que se tornará se assim for o resto de Bem que ainda sobra nessa vida? Veja o que te propõe Jesus Cristo, e o que te propõem David Hume ou Sigmund Freud! Não troque jóia por bijuteria.
Então, meu jovem, se é assim, se eu sou tão radical, porque você viria em meu consultório? Para fazer uma consulta é obvio? Para conversarmos com lealdade, para que eu possa te ajudar, e me ajudar a reencontrar o caminho diante de cada problema que se nos apresentar, nada mais, como você leu em outro texto, aqui neste Blog, eu estou habilitado para isso, faria isso de graça, mas me deram o direito de te cobrar. A isso os homens chamam de profissão.
Jesus era de estirpe real, da família do Rei David, ou era um simples marceneiro? As duas coisas. Eu conheço D. Bertrand de Orleans e Bragança, herdeiro do trono do Brasil. É homem educado e culto, esse neto de D. Pedro II, nobre no mais puro sentido do termo, mas vive uma vida difícil, como a de qualquer outro ser humano vivo exercendo uma profissão. Jesus o Rei dos Judeus (INRI) nasce num reino submetido pelos reinos estrangeiros, assim como D. Bertrand nasce num reino substituído pela República, e ambos exerciam uma profissão, embora suas missões naturais fossem ainda maiores. Poderia Jesus exercer o reino temporal de Israel se quisesse, mas optou, sim optou, por nos mostrar que seu reino não era desse mundo, e exerceu com humildade uma profissão. A nobre profissão de José. Mas não só essa, Ele também exerceu a profissão de nos salvar, de nos tirar do erro, de nos mostrar o Caminho.
Nascido em Belém, na Judéia, cidade do rei David, Jesus pergunta a Pedro, o que dizes que eu sou? Tu és o Filho do Deus Vivo. E responde Jesus, bendito sejas, meu caro e rude pescador judeu, mestre da rede e da pesca, porque não foi o homem que te ensinou essa verdade, mas o Espírito de Deus.
Eu te pergunto colega, estudante, o que tem dito o Espírito do Amor em seu coração, sim porque Deus é Amor; como você tem estudado essas questões? Como você tem trabalhado? Como você tem exercido o seu amor; psicólogo?
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samedi 27 décembre 2008
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