O direito de errar e a dor de crescer.
Willian James.
Dois pilotos norte-americanos transladando um avião construído no Brasil bateram e derrubaram um dos aviões gigantes da “Gol”, acidente, onde perderam a vida mais de 200 pessoas. Todavia esses pilotos estavam habilitados para voar. Não estivessem habilitados, e seriam culpados sem qualquer argumentação favorável. A habilitação, todavia, não os exime de se envolverem em algum acidente, com algo inesperado, imprevisível, fortuito. No avião da Gol havia mais dois pilotos habilitados, como morreram, temos a tendência a achar que eram vítimas, mas em igual medida poderiam ser culpados. Não os estou julgando nem poderia fazer. Meu pai contava duas histórias impressionantes. Certa vez como acadêmico, em uma daquelas aulas coletivas, um mestre teria pedido para os alunos para que auscultassem um sopro cardíaco. Em seqüência, todos pareciam discriminar detalhes do sopro, concordando com o mestre. Eis que um dos alunos, nada ouviu de anormal. Tentou novamente e nada ouviu, então meio sem graça ousou: professor eu não ouço sopro algum. Todos riram, e iam começar as gracinhas, quando o professor interrompeu dizendo: Senhores, somente esse rapaz teve a humildade de confiar em seus sentidos e bom senso. Os demais se deixaram influenciar pela autoridade e ciência do mestre, acabaram ouvindo o inaudível.
Ou seja, a habilitação profissional, garante, em tese, que estamos preparados para enfrentar os problemas, mas não nos isenta de acidentes ou erros. No segundo caso, a indução do excesso de confiança em si, em certa doutrina, ou em certo mestre, pode deformar a realidade percebida. Podemos nos tornar perfeccionistas, paranóicos, exigentes à exaustão no exercício profissional, ou podemos ter um ato de humildade, e reconhecer que estamos procurando ajudar, salvar, concluir, independente do nível de habilitação. Mais difícil, no entanto, é quando as circunstâncias, ou o fato único ou novo, não nos permite nos considerarmos habilitados, pois nunca vimos ou enfrentamos um dado tipo de situação, fenômeno ou circunstância. Erro ou crime? Campo e assunto para o Direito.
Na verdade, criteriosamente a habilitação profissional nos garante o direito de errar. Ninguém se habilita para errar. Não seria comum que alguém tire uma carteira para conduzir aviões para derrubá-los. Todavia pode acontecer. O que a habilitação garante é o direito de exercer a profissão, não garante o sucesso profissional, nem a perfeição profissional.
Assim, eu transcreverei um trecho de texto de autor famoso de tal modo, que os colegas ou estudantes possam meditar, leiam sem previamente estarem induzidos pela ciência e fama do autor, pois é isso que importa, nós não lemos para concordar ou discordar, nós lemos para pensar.
“A relação de William James com sua obra, foi sempre sofrida. Por um lado debate-se ele no interior do dualismo entre o mental e o fisiológico. Ao mesmo tempo em que oferece toda uma fenomenologia da consciência, exige de si mesmo uma atitude mais científica que seria obtida na medida em que se dispusesse a fornecer uma explicação fisiológica condizente com o espírito naturalista dominante na época. Por outro lado encontramos em sua obra outro dualismo, menos explicito mas muito forte: a oposição entre o mecânico e o histórico. Ao explicar a emoção, James considera que na história individual e na história da espécie, certas reações úteis que o individuo empreendeu sobreviveram de forma atenuada e cada vez mais simbólicas nas reações emocionais. A gênese dessas reações emocionais responderia desta forma a pergunta de porque certos estímulos determinam tais efeitos e não outros. A resposta estaria nas adaptações pré-estabelecidas tanto ontologicamente como filogeneticamente. Em oposição a esse ponto de vista que é nitidamente darwiniano (princípios dos hábitos úteis associados), James coloca um enfoque puramente mecanicista e fisiológico. A reação se produz não de acordo aos princípios dos hábitos úteis, mas em função de vias de canalização mais fáceis".
Assim, continua o autor DOUTOR, "se levarmos em conta o propósito do autor de Princípios de Psicologia, esta disciplina seria incluída dentro do quadro das ciências naturais; mas se permanecemos fieis ao que William James escreveu, às dúvidas que sempre fez questão de explicar quanto às dificuldades de uma explicação naturalista da consciência e, a se julgar pelos seus continuadores, o saber psicológico seria visto como um saber sobre a subjetividade".
"A decisão sobre o predomínio do histórico sobre a o mecânico no interior da critica ao elementarismo associacionista, foi finalmente estabelecida pelo historicismo de Diltey”
O que você achou?... Difícil? Você ouviu o sopro cardíaco? Você estava atento durante o vôo? Você está devidamente habilitado? Você tem mesmo, o conjunto de conhecimentos necessários para acompanhar o raciocínio do autor?
Bem, você ao menos sabe que o subjetivismo em filosofia é o sistema que só admite a realidade do sujeito pensante? Todavia, enquanto conceito é a tendência de avaliar as coisas de um ponto de vista meramente pessoal; algo que traduza e caracterize a individualidade. Raíz do individualismo.
Para terminar, acreditando que você seja simples como eu, contarei, mais esse pequeno fato por mim vivido e curtido. Viajava com um engenheiro mecânico, dos mais renomados, que, por amor a profissão tentava me maravilhar com os seus conhecimentos (matemática, pura física, mesclada com conclusões filosóficas). Derrepente o carro parou. Ele olha aqui, examina ali, e nada. Precisamos de um mecânico. Mecânico de beira de estrada no Brasil, você sabe, analfabeto, sujo, grosseiro... Um minuto Doutor, já vou lá. Olha ali, olha aqui, bate na partida, olha mais embaixo, arruma um fio, e pronto o carro anda. Duro não é? Eu não estou fazendo uma apologia da irresponsabilidade, da falta de habilitação acadêmica, mas testemunhar que muitas vezes, o não habilitado, está mais habilitado do que o mestre como dois doutorados para resolver a real necessidade nos assusta. Continuamos a viagem, na mesma vaidade de sonhos e estrelas, enquanto o homem rude ficava para trás, contando uns miseráveis trocados, suficientes para pagar uma cerveja. Mas o nosso problema estava resolvido.
Colega, não se amofine com os erros da vida, é a dor de crescer. Aquele que se humilhar, será exaltado, e....
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vendredi 26 décembre 2008
mercredi 24 décembre 2008
Empirismo.
O Empirismo Britânico. ( 1)
“Empíreo”, é palavra oriunda da mitologia grega, fala de fogo que queima em si mesmo, e da mais alta esfera das moradas celestes, onde moravam os deuses e imperavam as suas vontades, portanto, na sutileza do termo esconde-se a idéia de império auto gerado, fonte de energia, poder, isolamento, origem em si mesmo. Egoísmo ou orgulho.
Já o empirismo, na Filosofia, e na Psicologia enquanto ramo da Filosofia é o sistema que faz repousar só na experiência a fonte e razão do conhecimento, ou seja, nega o ”apriori”, para através da experiência, criar doutrina do conhecimento, para negá-la em seguida, pois nega qualquer “apriori”, qualquer explicação anterior. Ou seja, diríamos, é um corrente que nasce para negar a doutrina cristã, e construir uma nova interpretação dos “ fenômenos” psíquicos, para em seguida, como principio de funcionamento negar suas próprias conclusões, pois o proposto pelo empirismo já é corpo de doutrina, já é algum tipo de doutrina. Essa corrente vista assim, morre em seu próprio conceito e fundamento. Veja que o homem primitivo era sobremodo empírico, e o passar dos milênios, produziu um “constructo” pela experiência e delineou uma doutrina, uma visão cósmica, uma explicação, um” tesouro de conceitos” que nos permite a comunicação. Já o Empireocriticismo, é doutrina da Filosofia Moderna encabeçada por Avenários, e seguidores, que faz a critica da ciência, sobremodo do próprio empirismo.
Em 1690, John Lock, publica seu “Ensaio sobre o Entendimento Humano”: vejam que os que atacam a Moral Cristã como valores antigos, se valem de conceitos antigos que se fundamentam em teorias filosóficas ainda mais antigas que a Igreja. O livro de John Lock não deve ser visto como um livro sobre psicologia, mas um ensaio sobre a natureza e limitações do conhecimento humano. Diz o cronista que o texto deixa transparecer de Lock o interesse pela biologia e medicina, como não poderia deixar de ser, pelas ciências naturais. A dor, e o sofrimento, estão quase sempre nas origens das explicações sobre a vida e a mente, mas sobre tudo, elas parecem querer subtrair, sempre, as dores morais do homem. O mérito de John Lock é usar um método psicogênico, ou seja, na medida em que, como Piaget, procura reconstruir as varias etapas do desenvolvimento do intelecto desde o nascimento ate a plenitude do seu desenvolvimento, faz uma psicogênese, sendo esse o único teor psicológico de seu livro filosófico.Apoiado sobre o pensamento de Bacon, contrapondo-se ao inatismo cartesiano, ou seja, que existem idéias inatas, John Lock afirmará, que anterior a existência não há conhecimento, o que nos parece redundante e ingênuo, ou seja, antes da existência do homem, não há o conhecimento de Deus, antes da existência da criança não há o conhecimento de seus pais, nem há em suas sementes um “Conhecimento, e sabedoria genética” transmissível de modo a formar um ser humano, e não um macaco. John Lock empresta de Aristóteles seu principio, e o deforma, num contexto de combate a religião: nihil est in intelectun, quod nom prius in senso. Inicialmente a alma é uma “tabula rasa”, vazia de todo conteúdo. Para Lock a fonte onde se originam todas as idéias, é única e exclusivamente a experiência. Como John estabelece como principio de qualquer sistema investigativo que nós só conhecemos o que passa, ou são transmitidos pelos sentidos, os "materialistas" imediatamente prõem que só se percebe os fenômenos materiais, logo tudo o que se pensa é matéria. Por outro lado o Bispo Anglicano George Berkeley, faz a proposição invertida, ou seja, que só percebemos pelos sentidos idéias, imagens, logo, o que se chama matéria é ilusão dos sentidos. Diz o bispo: “quais os critérios usados por Lock para distinguir entre qualidades primarias e secundarias e conferir realidade objetiva as primárias?” Na impossibilidade real de distingui-las Berkeley afirma que todas são secundarias, isto é, são subjetivas. Se todas são subjetivas, o mundo material fica reduzido a uma simples representação, reduzido a um conteúdo de consciência. Ora Berkeley passa a admitir que só seja objeto de conhecimento a subjetividade das idéias, ou afecções da sensibilidade (estamos num passado longínquo, no meio de uma discussão religiosa, não mais que isso). Surgem então duas leis, a da causalidade e do associacionismo. É desse modo que se formam todas as nossas idéias, tanto as referentes aos fenômenos da natureza, como aos “noumenos” do espírito, nos dirá David Hume. Hume contesta a lei da causalidade, da interdependência das coisas (o fogo que queima em sim mesmo, o egoísmo do homem). Ora, Hume vai formular o seguinte quesito, bastante contraditório: "o universo em que estamos é sempre o universo de nossa imaginação, não temos nenhuma idéia que seja produzida fora dele”. Hume nega a matéria e o Eu, não há diz ele, nenhuma substância corpórea, e não há nenhuma substância espiritual. Para Hume não há conhecimento de nenhuma coisa em si. O que se passa fora de nós, como o que se passa dentro de nós é simplesmente uma sucessão de vivências ( tudo isso me parece uma grande tolice, uma manifestação do império do orgulho, da ousadia humana, uma negação de todo valor). Como você vê, a questão principal era apenas a negação de realidades morais, nada mais, e ninguém diz isso. Enquanto se discutia a “amoralidade” da seqüência de vivencias humanas, David Hartley, tanta integrar a anatomia e fisiologia ( imagens da realidade) com o elementarísmo associacionista. Sem surpresa leremos dele que: “ Meu principal objetivo é explicar e estabelecer e aplicar as “doutrinas” das vibrações ( de Issac Newton”) e da associação (de Hume).(.....)e do que Lock e outros a partir dele, disseram a respeito da influência da associação sobre nossas opiniões e afetos ( valor) e sobre seu emprego para explicar tais coisas de maneira exata e precisa; fatos que se atribuem comumente ao poder geral e indeterminado do habito e do costume” ( Hartley, “Observações sobre o Homem “) Assim o paralelismo entre fisiologia e os processos mentais objetivo principal de Hartley, teve origem na negação da Moral.
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“Empíreo”, é palavra oriunda da mitologia grega, fala de fogo que queima em si mesmo, e da mais alta esfera das moradas celestes, onde moravam os deuses e imperavam as suas vontades, portanto, na sutileza do termo esconde-se a idéia de império auto gerado, fonte de energia, poder, isolamento, origem em si mesmo. Egoísmo ou orgulho.
Já o empirismo, na Filosofia, e na Psicologia enquanto ramo da Filosofia é o sistema que faz repousar só na experiência a fonte e razão do conhecimento, ou seja, nega o ”apriori”, para através da experiência, criar doutrina do conhecimento, para negá-la em seguida, pois nega qualquer “apriori”, qualquer explicação anterior. Ou seja, diríamos, é um corrente que nasce para negar a doutrina cristã, e construir uma nova interpretação dos “ fenômenos” psíquicos, para em seguida, como principio de funcionamento negar suas próprias conclusões, pois o proposto pelo empirismo já é corpo de doutrina, já é algum tipo de doutrina. Essa corrente vista assim, morre em seu próprio conceito e fundamento. Veja que o homem primitivo era sobremodo empírico, e o passar dos milênios, produziu um “constructo” pela experiência e delineou uma doutrina, uma visão cósmica, uma explicação, um” tesouro de conceitos” que nos permite a comunicação. Já o Empireocriticismo, é doutrina da Filosofia Moderna encabeçada por Avenários, e seguidores, que faz a critica da ciência, sobremodo do próprio empirismo.
Em 1690, John Lock, publica seu “Ensaio sobre o Entendimento Humano”: vejam que os que atacam a Moral Cristã como valores antigos, se valem de conceitos antigos que se fundamentam em teorias filosóficas ainda mais antigas que a Igreja. O livro de John Lock não deve ser visto como um livro sobre psicologia, mas um ensaio sobre a natureza e limitações do conhecimento humano. Diz o cronista que o texto deixa transparecer de Lock o interesse pela biologia e medicina, como não poderia deixar de ser, pelas ciências naturais. A dor, e o sofrimento, estão quase sempre nas origens das explicações sobre a vida e a mente, mas sobre tudo, elas parecem querer subtrair, sempre, as dores morais do homem. O mérito de John Lock é usar um método psicogênico, ou seja, na medida em que, como Piaget, procura reconstruir as varias etapas do desenvolvimento do intelecto desde o nascimento ate a plenitude do seu desenvolvimento, faz uma psicogênese, sendo esse o único teor psicológico de seu livro filosófico.Apoiado sobre o pensamento de Bacon, contrapondo-se ao inatismo cartesiano, ou seja, que existem idéias inatas, John Lock afirmará, que anterior a existência não há conhecimento, o que nos parece redundante e ingênuo, ou seja, antes da existência do homem, não há o conhecimento de Deus, antes da existência da criança não há o conhecimento de seus pais, nem há em suas sementes um “Conhecimento, e sabedoria genética” transmissível de modo a formar um ser humano, e não um macaco. John Lock empresta de Aristóteles seu principio, e o deforma, num contexto de combate a religião: nihil est in intelectun, quod nom prius in senso. Inicialmente a alma é uma “tabula rasa”, vazia de todo conteúdo. Para Lock a fonte onde se originam todas as idéias, é única e exclusivamente a experiência. Como John estabelece como principio de qualquer sistema investigativo que nós só conhecemos o que passa, ou são transmitidos pelos sentidos, os "materialistas" imediatamente prõem que só se percebe os fenômenos materiais, logo tudo o que se pensa é matéria. Por outro lado o Bispo Anglicano George Berkeley, faz a proposição invertida, ou seja, que só percebemos pelos sentidos idéias, imagens, logo, o que se chama matéria é ilusão dos sentidos. Diz o bispo: “quais os critérios usados por Lock para distinguir entre qualidades primarias e secundarias e conferir realidade objetiva as primárias?” Na impossibilidade real de distingui-las Berkeley afirma que todas são secundarias, isto é, são subjetivas. Se todas são subjetivas, o mundo material fica reduzido a uma simples representação, reduzido a um conteúdo de consciência. Ora Berkeley passa a admitir que só seja objeto de conhecimento a subjetividade das idéias, ou afecções da sensibilidade (estamos num passado longínquo, no meio de uma discussão religiosa, não mais que isso). Surgem então duas leis, a da causalidade e do associacionismo. É desse modo que se formam todas as nossas idéias, tanto as referentes aos fenômenos da natureza, como aos “noumenos” do espírito, nos dirá David Hume. Hume contesta a lei da causalidade, da interdependência das coisas (o fogo que queima em sim mesmo, o egoísmo do homem). Ora, Hume vai formular o seguinte quesito, bastante contraditório: "o universo em que estamos é sempre o universo de nossa imaginação, não temos nenhuma idéia que seja produzida fora dele”. Hume nega a matéria e o Eu, não há diz ele, nenhuma substância corpórea, e não há nenhuma substância espiritual. Para Hume não há conhecimento de nenhuma coisa em si. O que se passa fora de nós, como o que se passa dentro de nós é simplesmente uma sucessão de vivências ( tudo isso me parece uma grande tolice, uma manifestação do império do orgulho, da ousadia humana, uma negação de todo valor). Como você vê, a questão principal era apenas a negação de realidades morais, nada mais, e ninguém diz isso. Enquanto se discutia a “amoralidade” da seqüência de vivencias humanas, David Hartley, tanta integrar a anatomia e fisiologia ( imagens da realidade) com o elementarísmo associacionista. Sem surpresa leremos dele que: “ Meu principal objetivo é explicar e estabelecer e aplicar as “doutrinas” das vibrações ( de Issac Newton”) e da associação (de Hume).(.....)e do que Lock e outros a partir dele, disseram a respeito da influência da associação sobre nossas opiniões e afetos ( valor) e sobre seu emprego para explicar tais coisas de maneira exata e precisa; fatos que se atribuem comumente ao poder geral e indeterminado do habito e do costume” ( Hartley, “Observações sobre o Homem “) Assim o paralelismo entre fisiologia e os processos mentais objetivo principal de Hartley, teve origem na negação da Moral.
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