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dimanche 21 décembre 2008

Somos aéreos?

Somos todos seres aéreos.
Não isso não quer dizer que todos voamos, quer dizer que todos respiramos. Aquela idéia de um aquário, onde os peixes nadam, áqua-aspíram, comem e fazem suas necessidades, é exatamente o que nós homens fazemos, só que no ar. Como nós os homens modernos aprendemos que valor é algo comercializável, e o ar é bem fora do comércio, como conseqüência achamos que o ar não tem valor. Aliás, ele, o ar é invisível, o que lhe dá papel secundário nas "cenas" da consciência num mundo orientado pela visão.
Os antigos porém não pensavam assim. Tinham a consciência de que podemos ficar semanas sem comer, dias sem beber, e minutos sem respirar. Isso dava ao ar uma importância mais aproximada do seu valor real para a manutenção da vida.
Eu era ainda criança, quando minha tia nariguda, minha querida “Tia Luiza” mostrava as gravuras, desenhos e fotos daquele fenômeno ocorrido em Pompéia, quando o Vesúvio entrou em erupção. Eu ficava impressionado, porque minha tia sabia contar fatos, e dava vida e movimento àquelas fotos e desenhos. Pense você que ao serem escavados os escombros de Pompéia, cidade italiana soterrada pela fuligem do vulcão Vesúvio, encontrava-se carbonizados algo de incomum, que para mim ainda consiste em um mistério insolúvel. Um soldado Romano em pé. Ora o mínimo a se esperar era que tivesse caído antes de morrer, ou não? Cães enrolados em volta do fogão, e ate um casal fazendo amor. Como seria isso possível, que velocidade esses entulhos, gases e calor tomaram os ambientes, para que um soldado morresse em pé? Um cachorro sempre tão esperto morresse dormindo ao lado do fogão, e um casal fosse tornado carvão em plena fornicação? É quase inacreditável, mas as fotos estão lá na edição do Tesouro da Juventude, edição de 1920.
Essa noite tive um estranho sonho. Escrevo esse texto às três horas da madrugada. Não contarei os detalhes do sonho, mas o essencial. Sonhei que uma grande nuvem negra aproximava-se de minha cidade, tão rapidamente, que as pessoas não conseguiriam se reunir, e encontrar os seus entes queridos. Algo acontecia no mundo como se todos os vulcões entrassem em erupção ao mesmo tempo, envenenando o ar, sem “piedade”, e, portanto, as pessoas morreriam sem abrigo possível em questão de minutos. A cena foi impressionante, desesperante. Algo muitas vezes mais aterrador do que um dilúvio universal. Não havia terremoto, nem chuvas, nem algo que exigisse grande energia destruidora, havia apenas o adensamento do ar venenoso e mortal.
Recentemente no Sul do Brasil, no estado de Santa Catarina, uma inesperada chuva, inundou tudo, de tal modo que dezenas de milhares de pessoas ficaram desabrigadas. A água potável das torneiras se contaminou, e as pessoas passavam sede, num ambiente totalmente alagado, contradição, porém a mais pura realidade. Uma lição terrível, que faz o povo pensar na sua pequenez, na sua miséria como ser humano dependente e limitado. Não quero fazer moral, mas isso deve ter feito os catarinenses e nós brasileiros pensar em Deus. Se não agora, mas naquela hora em que as montanhas derretiam, a lama descia com as águas afundando carros e cobrindo casas certamente as pessoas invocaram Deus. Recuperada a paz dos elementos, e os homens já começam a arquitetar novos pecados, já se preparam para uma nova festa da promiscuidade, uma “Oktuber Fest”, por exemplo, para ofender, nas bacanais, e nas drogas, as mais banais leis da convivência e do respeito à dignidade de filhos adotivos de Deus. Mas isso não importa diremos todos nós que exercitamos todos os dias novas formas de nos livrarmos da moral, dos "Mandamentos" de um Deus, que todos afirmam não existir. Os tolos pensam que mesmo crendo em Deus, Jesus já pagou pelos pecados que foram cometidos, e também pelos que serão cometidos, e saem cantado a felicidade e a liberdade de pecar livremente, pois estão libertos pela fé e justificados, ora, mas sem as obras da moralidade, de nada valeu a redenção, e essas pessoas não vem, como não vêem o ar que respiram, o quanto sobrecarregam a Cruz do Senhor, quanto se humilham mutuamente descendo aos níveis morais, mais baixos do que os animais, pois aqueles não tem escolha. Os homens se fazem verdadeiro lixo, e quiçá, aos céus se rogue sem saber, que a água, venha lavar esse lixo humano. No sonho que tive a negação e o desrespeito pelo uso do ar, tão necessário para a manutenção da vida, teria, num dos efeitos de aquecimento do planeta, feito subir tanto a grande e incalculável temperatura do magma terrestre, bem no coração do planeta, que os gases e vapores do seu interior telúrico transbordaram, para o exterior, da mesma maneira que faz a válvula de pressão de uma panela de coser.
Não sou profeta, nem faço previsões, mas fiquei tão impressionado com o que vi nas imagens do meu sonho, que levantei para registrar isso. Os motivos do dia, que provocaram essa síntese catastrófica, não me cabe discutir, mas, acresço ao que digo aqui, só mais uma coincidência, antes de escrever abri a Bíblia, e o que li foi o seguinte pequeno trecho: Apocalipse 14,7 “Temei a Deus e dai-lhe glorias, porque é vinda a hora do juízo”!
Juízo pessoal? Juízo coletivo? Ou apenas uma chamada de consciência, para mim enquanto pessoa, que a Fé não se justifica sem as Obras Morais, pois a adesão à Moral é fruto e resultado da Fé. Destruir a Fé e combatê-la tem sido o grande erro dos psicólogos teóricos e práticos com conseqüências flagrantes para a sociedade. Destruir a moral é lhe antepor suas antíteses, ou seja: Odiarás a Deus, como todo o seu coração, com toda a sua inteligência, e em conseqüência lógica, odiarás o próximo, assim como ele vos tem odiado. Alguém já disse que se Deus não existe, tudo é permitido, incluindo as proibições injustas tão comuns nos dias de hoje, e as licenças também tão injustas que vivemos. Se a vida corre fora do controle, é nossa culpa.
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