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dimanche 21 décembre 2008

A Psicologia como subjetividade.

A Psicologia como um saber sobre a subjetividade.
Eu nunca li Frans Hals Descartes em texto original, nem quero ler. O pouquinho que sei sobre Descartes foi o ouvir dizer, ou seja, um rosário de judeus dizendo que outro judeu disse. Não se trata de anti-semitismo, mas da constatação que a imensa maioria dos autores sobre Psicologia é judia. Ou por vocação psicológica, ou pela facilidade de publicação, pois a Grande Mídia mundial esta nas mãos desse povo faz já muito tempo. Resta ainda outra hipótese, a construção da Imagem sábia do povo de Israel. Não serei eu a decidir qual o motivo. A verdade é que encontro grandes contradições sobre as interpretações dos textos originais de Descartes.
O texto que uso agora como Base, nos fala do “res-cogitans”. Diz-se que maravilhado pelo pensamento de Galeno, Descartes propõem uma psicofísica, embora, só por essa afirmativa já vemos que o conceito moderno de psicofísica deforma o pensamento de Descartes. “Aproveitando-se das descobertas de Harvey, sobre a circulação sanguínea, ele rejeita inicialmente o animismo predominante, e procura um modelo que explique tudo de uma maneira, diríamos “mecanicista”, sendo esse outro conceito cheio de “idéias sobre maquinas inexistentes” (nem a máquina a vapor existia) que se resumia, em síntese, em matéria e movimento. Todavia não está ausente da explicação cartesiana a idéia de espíritos animais. Se por um lado os cronistas dizem que estava suprimida a idéia de anima (alma como principio vital) ao explicar o movimento dos músculos Descartes teria dito: Todos os movimentos dos músculos assim como todos os sentidos, dependem dos nervos que são pequenos tubos cuja origem está no cérebro e por dentro dos quais circulam os espíritos animais (Descartes em “As paixões da Alma”, tradução da Editora Difusão Européia do Livro, São Paulo 1962). Os espíritos animais (espíritos para os gnósticos era quase sinônimo de ar, por exemplo, espírito do vinho) eram, portanto pequeninas partículas de sangue, muito finas que se filtram através dos poros, e que passam para as artérias e daí para os ventrículos cerebrais e daí para os nervos até os músculos. Como você vê, são os “nossos olhos” interpretando algo escrito entre 1596 e 1650. O mundo e os conceitos eram bem diferentes. Mas ao estudar os sentidos, Descartes, encontrou um pouco mais de dificuldades, e é obrigado a fazer referencia a uma alma sensitiva. A necessidade de uma relação entre uma realidade material e imaterial vai gerar a obra de Descartes titulada a “As Paixões da Alma”, donde pelo título, já se vê que o narigudo já houvera capitulado. As paixões são, portanto, estados de consciência, e, portanto irredutíveis a qualquer “res- extensa”. O centro dessa discussão é a moralidade e sua relativização, não propriamente o funcionamento do cérebro, esse era e é instrumentalizado sempre nesse sentido, são proposições facilitadoras da negação da alma humana enquanto objeto da moralidade. Passados os anos, no campo da biologia, os avanços não venceram a morte individual, nem tampouco prolongaram sensivelmente a vida. Apenas se criou mais uma ilusão para distrair o foco, da alma que ressuscita em Jesus Cristo, e disso, abstrair a moralidade como necessidade espiritual (ver São Paulo sobre a liberdade e a lei Moral). Essa era e é a alavanca das proposições cientificas e é preciso coragem para admitir isso. De passo a passo, Descartes fará da Pineal (glândula) a sede da alma, ora que importância tem se a alma mora no pé ou no nariz? A morada da alma tem sido outro desvio de foco. Com isso ele copia a Galeno que 1400 anos antes na obra que nunca li “ De Usu Partium”, já sugeria que essa glândula fosse à passagem do espírito. Mas não é isso o importante. O importante é que Descartes acaba por concluir que corpo e alma são definidos por exclusão. O corpo é substancia extensa e a alma substancia não-extensa. Apesar de serem substancia separadas, alguma das atividades da alma possuem sua origem no corpo. No entanto Descartes acaba por concluir que a alma pode funcionar sem ajuda do corpo. A atividade pertencente à alma que não faz parte do corpo (especificamente do cérebro) é o pensamento; Diz ele: “Verifiquei que o pensamento é um atributo que me pertence; só ele não pode ser separado de mim (Descartes Meditações II) A alma quando pensa; pensa idéias; idéias que não dependem de modo algum do corpo. Descartes as considerava inatas isso é que decorrem da atividade pura da alma. Descartes escreve: Ora destas idéias umas parecem ter nascido comigo, outras serem estranhas e virem de fora, e outras serem feitas e inventadas por mim mesmo” A definição da alma como “Res-cogitans” leva a Descartes a considerar teriam alma os animais? Descartes opta (forçado não?) pela definição de que os animais são maquinas biológicas e não possuem alma; poderia ter aprofundado o pensamento de Aristóteles como o fez São Tomas de Aquino, mas não o fez, e assim, na época vivida, baniu o animismo da fisiologia. A partir desse momento temos a psicologia segundo um novo objeto: a subjetividade. Assim a “psicofísica cartesiana” preocupada com as relações entre corpo e alma, preocupação que atravessará os anos ate Fechener. Com Wundt, também com a discussão da moralidade, emerge um novo objeto da psicologia o EU, subjetividade que absorverá grande parte dos empiristas ingleses.
Para a Psicologia Filosófica, ou Racional, como queira, existe o conceito de Forma. O ser vivo se apropria de formas. A tomada de posse das formas pode ser material e imaterial. A base dos seres , que conhecem, é a apropriação imaterial da forma, assim o conhecimento é a apropriação da posse imaterial da forma, todavia, com as mesmas dificuldades que encontrou Descartes solucionada pela alma “que cogita”, há uma diferença entre a posse sensitiva da forma, e a posse intelectiva da forma. A inteligência é a faculdade de possuir o Ser, Daí sua definição mais ampla: A inteligência é a faculdade do Ser. O homem é imagem e semelhança de Deus. Deus “Eu Sou ”.



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