A sua possível decepção não é a minha.
A julgar pelo crescimento das visitas nesse blog, incluindo as internacionais, vejo que a Psicologia ainda desperta interesse. Todavia a julgar pela baixa taxa do tempo de leitura, posso inferir, os textos são muito longos; ou não atendem as expectativas que pudesse ter o leitor ao abrir nosso Blog.
Se você procurava novidades , e ainda não as encontrou, lamento. Se você acha que eu, enquanto autor forço as coisas em ordem da defesa da Religião, é a mais pura verdade, e declaro isso no nosso primeiro texto. Se você é psicólogo, ou aluno de psicologia, e está decepcionado porque eu propositadamente não acompanho a moda, me desculpe, mas a culpa não é minha.
Veja o por que: A religião me deu esperança, me deu valores, me desenvolveu a fé, me fez mais sociável e solidário, e mais profundo nas minhas responsabilidades com o próximo. Quando eu entrei na Universidade, tardiamente, para estudar a Psicologia, profissão de meu pai, médico e Psicólogo Criminologista, encontrei uma forte resistência dos professores, não só para se desviarem da questão da religião, enquanto fenômeno psicológico, mas negavam a religião, a alma e Deus. Não sou eu o culpado, por perceber hoje, e intuir naquela época que por detrás da “ciência psicológica” dita materialista, e as proposições de meio termo, no dizer Michael Wertheimer, escondia-se a ideologia religiosa sobretudo do judaísmo, e sua negação do Messias. Habilidosos (a palavra vem de Rabee ou (R) habi, mestre hábil em uma profissão ou na Lei), desenvolveram uma corrente de pensamento para combater frontalmente o cristianismo. Então para mim, aos olhos contemplativos da História, a religião, qualquer uma deu, sentido individual e social a milhões de pessoas, e o cristianismo em especial, expressão da verdade Universal, uniu o mundo, enquanto que as correntes psicológicas, ou escolas, ou disciplinas, se ajudaram alguém, foram casos isolados, vulgarizados e conhecidos pela larga publicidade, sempre, produzindo em seus argumentos teóricos um frontal ataque ao cristianismo.
Eu me acho, agora, depois de tantos anos, apto a devolver à religião, no campo profissional, e no campo objetivo e histórico da Psicologia, o papel de uma alma espiritual, tendente à vida eterna, e pela qual Jesus Cristo deu sua vida, na tentativa de nos ensinar a humildade em ordem da salvação. A revelação, se Verdadeira, altera praticamente todos os paradigmas da psicologia contemporânea. Embora se negue a alma, a religião, o cristianismo e a Igreja, sempre caluniada e enfrentada, é, todavia a instituição ideológica a quem devo mais a ela do que aos três Cursos Universitários a que me submeti. Não estou sozinho nisso, o que quero nesses textos é despertar o olhar de colegas profissionais, que sentiram no decorrer do exercício profissional, e na sua formação, o despencar, o ruir de seus valores individuais e coletivos, ( sobretudo morais como conseqüências das irresponsáveis hipóteses da psicologia) sem que nada os substituísse na construção de uma alma, em paz com os desígnios da vida e de Deus.
Para que você me entenda, examine ainda que rapidamente a Pequena História da Psicologia de Michael Wertheimer (Companhia Editora Nacional) e você concordará que para aquele autor, por motivos óbvios escrevendo no Colorado EUA, não existe a Psicologia Russa, embora também essa seja fruto do Materialismo Ideológico do Judeu Carl Marx. Todavia leremos na pagina 21 que:” O problema da diferença mente e corpo, e da relação entre eles, continuou a empolgar os filósofos e psicólogos ocidentais ate os dias de Hoje”. Michael escreveu isso em 1927.
Mais recentemente outro autor, ao menos a tradução é de 1962, no livro “Do Cretino ao Gênio”, Serge Voronoff, medico e fisiologista Russo, passa pelo mesmo tipo de duvida que passa qualquer cientista diante do volume do desconhecido, a perplexidade diante da criação, e a manifestação da inteligência divina na obra do mundo material e espiritual.
Famoso pelas suas experiências com as secreções das glândulas cerebrais ele diz ao inicio de seu livro: “Algumas pessoas certamente relutam em admitir que o cérebro possa gerar pensamentos sem a intervenção de algum elemento misterioso, imaterial, contudo reconhecem que esse elemento imaterial precisa da matéria cerebral para elaborar e manifestar o pensamento. Negá-lo seria temerário; sem o cérebro, (parece) nenhum pensamento seria possível. Mas o cérebro nada mais é do que uma massa protoplasmática, altamente delicada e complexa em sua composição, enquanto nos seja perfeitamente familiar. O que então pode elaborara essa massa protoplasmática? O que um elemento imaterial poderá extrair de semelhante matéria?”
“É obvio que toda transformação, toda a manifestação da matéria não pode ser senão matéria. Se, portanto a matéria cerebral manifesta sua atividade mediante a produção de processos mentais, forçoso é admitir que a mente seja uma substancia material, duma natureza muito especial, sem duvida, mas inegavelmente material. A matéria nada pode produzir de imaterial”.
“Não obstante um elemento imaterial existe; seu nome é vida (...). Sem a vida, toda a célula não é senão um fragmento de matéria inerte: anime-a “a vida” e se converterá em um ser vivo”. “Depois de discorrer por mais de duzentas paginas onde tenta sintetizar seu pensamento em Spinoza, o filósofo judeu proscrito do povo eleito, que diz ser Deus e a Natureza uma só e mesma realidade” (contradizendo além do judaísmo, também o cristianismo, que é sempre o objetivo principal desses livros, o autor desabafa a pagina 210; “Do Cretino ao Gênio”:
“Nesse livro tentei responder a certas perguntas que se relacionam com a mente humana. Identifiquei-as com as radiações do cérebro, com a projeção de grãos infinitesimais de matéria pensante. Deste modo roubei à mente esse mistério que tem que perdurar (a espiritualidade) porquanto devemos considerá-la uma entidade imaterial, impossível de ser gerada pela matéria. Não creio que assim agindo releguei o homem a um plano inferior na hierarquia da natureza. Digo, pelo contrario que o fato de em nossa constituição entrar matéria, da qual cada átomo é um pensamento, nos eleva e nos enobrece. Não somos barro comum; somos matéria incorporada ao espírito”.
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lundi 8 décembre 2008
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